Mostrar mensagens com a etiqueta CHAFURDANÇO NA NET. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CHAFURDANÇO NA NET. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Campanha brilhante, mas com dois grandes senãos

Na terça-feira não se falava de outra coisa. E hoje ainda mexe. A nova campanha da Fundação ANAR em Espanha para ajudar a proteger crianças em risco tornou-se viral. De manhã o meu facebook estava cheio de posts com o vídeo, à tarde ouvi na rádio no caminho da vacinação do miúdo para casa e à noite voltei a ver o vídeo no noticiário.



A minha primeira reacção deve ter sido semelhante a muita gente. Fiquei comovida a pensar que afinal ainda existe esperança. Ainda existem pessoas neste mundo que genuinamente se preocupam com o mal que o ser humano faz ao seu próximo, em particular às suas crianças. Fiquei com a sensação de que esta campanha pode ajudar a salvar a vida de muitas crianças. E é possível que até tenha alterado para sempre a vida de alguém, de alguma criança maltratada.

Mas depois, ao longo do dia, fui pensando melhor nisto. É tão marcante que uma pessoa fica sempre a pensar nisso. E fez-se o clique. Então se eu em Portugal já levei com isto n vezes em algumas horas, e tudo muito bem explicadinho de como o outdoor funciona, será que em Espanha não está a acontecer o mesmo? Será que lá este vídeo explicativo não está a ser difundido? É que se estiver, a esta hora não deve existir um único agressor em Espanha que não saiba já que os cartazes com este menino são de evitar. A não ser que esteja enclausurado sem qualquer acesso ao exterior para não ter acesso a esta campanha. Mas nesse caso, a criança agredida também o está e o objectivo da campanha perde-se.

Segundo senão: mesmo que isto não tivesse sido espalhado aos setes ventos e nenhum adulto tivesse conhecimento do "truque", a criança ao ver o outdoor com o contacto para o ajudarem não tem a percepção de que o adulto que está com ela não consegue ver essa parte da mensagem. Vai virar a cara ao lado e não se vai atrever a chegar perto do telefone com medo.

Além de tudo isto, se repararem o vídeo que está no Youtube e que já teve seis milhões e tal de visitas em quinze dias não é da autoria da Fundação ANAR mas sim da empresa de marketing que trabalhou com ela, a Grey Spain.

Mas foi bom ver como as pessoas ficaram tocadas com isto e a acreditar que realmente iria ajudar muita criança. Pode ser que sim. Espero que sim.

terça-feira, 5 de março de 2013

O verdadeiro Harlem Shake

Informaram-me hoje que a praga do suposto Harlem Shake começou há cerca de um mês mas só soube que ela existia na passada quinta-feira. Chega-me o homem a casa para almoçar e diz que anda tudo maluco  e que toda a gente anda a fazer isso.

- Mas o que é isso?!
- É tipo um gajo a dançar uma música parva com pessoas paradas à volta e depois essas pessoas ficam malucas também e dançam todas parvas.
- Aahh... Então e isso está a virar moda?!...
- Moda?! É uma epidemia! Está por todo o lado!
- Realmente as pessoas entretêm-se com cada coisa...

Passou-se. Mas fiquei com a pulga atrás da orelha. Assim que tive dois segundos fui pesquisar. Pesquisando por "Harlem Shake" no YouTube levei logo com a epidemia no meio da testa. Pus-me a pensar que o ser humano não pode ter gerado tal monstruosidade do nada só porque sim.

Aprofundei mais a temática e fez-se luz. Já sei que vou super atrasada, que nestas coisas da internet dois dias é uma eternidade, mas pode ser que ainda ajude a sossegar alguma alminha que ande por aí atormentada com isto.

O verdadeiro Harlem Shake é um tipo de dança originário no bairro nova-iorquino Harlem em 1981. Os seus moradores encontraram neste tipo de dança uma forma de expulsar as más energias e viverem com mais boa disposição. O verdadeiro Harlem Shake é isto:


Isto é cultura. Isto é arte. Isto é magia.

Depois há o meme do Harlem Shake que acho que já dispensa apresentações. Acho que como afastador de más energias não deve ter grande resultados. É capaz é de afastar toda a gente num raio de 5 km. Aahh e tal mas é engraçado... NÃO! Aahh e tal é só uma brincadeira... NÃO! Querem brincar façam o pino ou dancem a macarena, isso é só parvo, mais nada.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Enfeites de Natal caseiros

Sinos de natal (cápsulas Nespresso)

Enquanto o marido se ocupa dos cálculos, cortes e montagem da árvore eu vou ocupar-me das decorações igualmente amigas do ambiente. As cápsulas do cafezinho Nespresso que bebo todos os dias são super fofas e já há um tempo que andava a ficar com dó de as pôr no lixo. Descobri que há quem as use como sinos na árvore de Natal e ficam lindas. Para a nossa árvore estou a pensar fazer algo um pouco mais elaborado com a criação de peças decorativas com mais de uma cápsula. Vai ser mais uma experiência.

Bolas de Natal (enfeites de papel)

Depois encontrei umas bolinhas feitas com aproveitamentos de cartolinas que também são fofinhas. Mas não tenho assim tanta cartolina para aproveitar e ainda é coisa para dar algum trabalho. Foi aí que me lembrei dos pompons de lã que fazia imenso na minha infância. Já não me lembro ao certo como se fazem mas já sondei a minha maninha e parece que ela tem a memória mais fresca. Estou a contar com a memória dela e os restos de novelos lã da nossa mãe para ter bolinhas de Natal na nossa árvore.

Amendoins boneco de neve

Encontrei também uns bonequinhos de neve feitos de amendoins muito engraçados. Quando entrei na página ainda pensei que fosse apresentado um manual passo a passo de como fazer. Qual não é o meu espanto quando vejo que afinal podemos encomendar três amendoins natalícios pela módica quantia de 16,50 dólares mais portes de envio. Credo!

Bem, entre paletes, cápsulas Nespresso, pompons de lã e um ou outro floco de neve feito de cartão havemos de fazer a árvore mais bonita do mundo. Pelo menos para nós. Vai ser feita com todo o amor e carinho do mundo. Já estou a imaginar a reacção do nosso mais-que-tudo quando a vir. Vai ser giro.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Natal faça você mesmo

É oficial. Vou entrar em modo natalício. Não é que me apeteça muito, que isto de preparar decorações e pensar em presentes é uma trabalheira. E vá lá que a parte de organizar os almoços e os jantares de Natal, por enquanto não são comigo. Como passamos sempre estas festividades em casa dos pais ou dos sogros nunca fico com a responsabilidade máxima, só tenho que dar uma mãozinha.

Árvore de Natal

Cá em casa as decorações natalícias têm sido zero. Primeiro porque só para nós os dois não vale a pena; segundo porque temos gostos muito diferentes e acabaria por sobrar tudo para mim; Por último porque depois quem é que desmontava a árvore? Mas este ano vai ser diferente. Temos o nosso bebecas e quero incutir-lhe o espírito natalício desde pequeno. Claro que sem grandes avarias que nunca fomos disso. Só qualquer coisinha para fazer lembrar a quadra.

A minha primeira ideia foi ir à loja mais próxima dos trezentos ou dos chineses comprar uma árvore de plástico, para aí com um 1 metro e 20 de altura, umas quantas fitas, bolas e luzes e está feito. Mas como o marido até está de férias e até gosta de um bom desafio, lembrei-me de algo diferente, mais barato e, se tudo correr bem, mais bonito. Vamos fazer a nossa árvore de Natal com materiais reutilizáveis. Eu sei que a ideia não é nova. Mas é a nossa árvore, com os nossos materiais, por isso de certeza que vai ficar diferente de qualquer outra que se veja por aí.

O primeiro material reutilizável que nos veio à ideia foi - adivinhei lá - paletes. Isto para fazer a estrutura principal da árvore. Uma breve pesquisa e dei com a One Two Tree. Lendo por alto é um projecto criado por uma família como qualquer outra que quis fazer uma árvore de Natal diferente. Inspirados nesta ideia, também vamos fazer a nossa recorrendo às já familiares ripas de paletes. Vamos lá ver o que vai dar.

Imagem de Good-wallpapers.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tomilho é o último, prometo

Voltando ao assunto do costume, já estou um bocadinho farta de pesquisar sobre as ervas aromáticas que quero plantar nos vasos da horta vertical. Em todas as pesquisas encontro sempre a lengalenga de que é para semear na Primavera. Era um bocado de prever, mas mesmo assim é chato. De qualquer forma, como já só falta falar sobre a última erva aromática da nossa lista, vamos lá a isso para ficar tudo despachadinho. Hoje é a vez do Tomilho.

Cocktail de amoras e tomilho

Ora bem, o tomilho requer pouco cuidado e prefere terrenos secos. O melhor período para plantação desta erva aromática é na Primavera - credo, quem diria - gosta de sol e resiste muito bem a tempo seco, o excesso de água pode queimar-lhe as folhas de baixo e dar-lhe um bocadinho cabo da saúde [1].

Actualmente uso o tomilho seco em guisados, mas pode ser usado em carnes, peixes, verduras, queijos, saladas, molhos e legumes [2]. Nunca associei tomilho com bebidas mas parece que é um must nesta área. O Martini parece ser o favorito, mas depois há os licores Bénédictine ou de Singeverga [3]. Este último dizem que é português. Desconheço. Na culinária o tomilho pode dar a sensação de que um cozinhado ficou ligeiramente insosso, por isso devemos ter cuidado para não abusar no sal à conta disso [4]. Aqui está uma boa solução para um prato que fique ligeiramente salgado. Umas folhinhas de tomilho e está a coisa disfarçada.

Bifinhos de frango com tomilho e baconFrittata de tomilho courgette e chanterelle
Guirlanda de camomila e tomilhoSorbet de limão e tomilho em copos de limão

Para as mulheres que passam aquela altura do mês movidas a ben-u-rons, trifenes, brufens e outros que tais, pode estar aqui uma alternativa super natural. Mesmo que não apague a dor é capaz de atenuar. Ou então, ser só efeito placebo, não sei. Mas dizem para fazer uma infusão concentrada com duas colheres de chá de tomilho por litro de água [5]. Para os que andam mais deprimidos com estes dias frios e cinzentos tenho aqui outra dica: um banho de imersão com um raminho de tomilho. Diz que é um revigorante físico e mental [6].

Banho de imersão

E pronto. Terminam assim as minhas pesquisas ao nível de ervas aromáticas, pelo menos por agora. Isto parecendo que não, ainda dá um trabalhão. Agora é hora de relaxar no quentinho do lar, iniciar os preparativos natalícios - que já deviam ter começado - e, mesmo em tempos de hibernação, tentar cultivar alguma coisa na nossa horta-jardim de varanda.


[1] Tomilho – Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Tomilho.
[2] Tomilho, uso culinário - nPlantas. http://nplantas.com/tomilho-uso-culinario.
[3] Tomilho, erva aromática - nPlantas. http://nplantas.com/tomilho-erva-aromatica.
[4] Tomilho, dicas - nPlantas. http://nplantas.com/tomilho-dicas.
[5] Tomilho, aliviar dores menstruais - nPlantas. http://nplantas.com/tomilho-aliviar-dores-menstruais.
[6] Tomilho, anti-depressivo - nPlantas. http://nplantas.com/tomilho-anti-depressivo.

Imagens de: Waters Fine Foods and Catering, Sabor Intenso, Green Basket, Minha Filha Vai Casar, The Cilantropist, Doka Bath Works.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Vamos apimentar a nossa varanda

À semelhança da maioria das plantas de que vos falei até agora, nunca usei malaguetas nos meus cozinhados e acho que também nunca provei nenhum prato em que se notasse o sabor delas assim à descarada. Por isso, vai ser mais uma descoberta que vamos fazer cá em casa se conseguirmos criar malaguetas na nossa varanda. Pelo que já li, elas não precisam de grandes cuidados para sobreviver. Se não se derem por aqui fica provado que somos mesmo muito maus agricultores. Nesse caso mais vale continuar a comprar tudo no supermercado e dedicar-me à pesca.

Molho de malagueta

Vamos lá às informações básicas. A malagueta pode ser semeada ou plantada em qualquer altura do ano e com qualquer tipo de clima - só por isso já entrou no top 10 das minhas plantas aromática preferidas, que não tem sido nada fácil encontrar ervas para plantar nesta altura - demorando de dois a três meses até podermos começar a colher. Cada planta gera normalmente entre dez e trinta malaguetas, o que chega para nós e para distribuir pela família. Antes de semear devemos colocar as sementes em água durante um dia e ao semear cobrir com um centímetro de terra. É muito resistente ao clima e a doenças, mas mesmo assim devemos protegê-la da geada. Se tudo correr bem, passados sessenta dias pode-se começar a colher. Devemos cortar um ramo e deixar secar as malaguetas assim, em vez de as apanhar uma a uma. Se ficarem bem secas aguentam-se durante anos. Podemos também esmagá-las num almofariz com azeite e fazer um molho picante. Quanto mais tempo deixarmos as malaguetas no azeite, mais picante fica [1].

Molho doce de malaguetaMolho de pimentão vermelho e tomate
Figos envolvidos em chocolate temperado com malagueta

No campo das coisinhas boas para a nossa saúde, por incrível que pareça, acho que se pode dizer que as malaguetas são um mini cocktail maravilha. Têm altos índices de vitamina C, ácido fólico, vitamina A, vitamina E, magnésio, ferro e aminoácidos, além de diversas substâncias anti-cancerígenas [2]. É pena é que para ingerirmos doses que fossem significantes para aumentar os níveis destas vitaminas e minerais no nosso organismo tínhamos que ter um carro de bombeiros em prontidão para apagar o fogo. De qualquer forma, são boas para baixar a tensão arterial e os níveis de colesterol no sangue [3].

Mas o que mais me suscitou a curiosidade na malagueta foi dizer-se que é óptima para as enxaquecas. Parece que quando a nossa boca detecta que estamos a ingerir um alimento picante envia um sinal ao cérebro de que está literalmente a pegar fogo. O cérebro inicia logo o combate directo com a criação de saliva, transpiração e humidade no nariz, tudo para nos refrescar. Então achando que estamos a pegar fogo, o cérebro fabrica uma data de endorfinas para amainar a suposta dor, o que nos dá uma sensação de bem estar geral [4]. E é por isto que as enxaquecas diminuem! Quando tiver uma assim a valer vou sacar logo de uma malagueta e dar-lhe uma valente trincadela para confirmar se resulta. Cá para mim vou ficar pior, mas se os entendidos dizem que resulta, em nome da ciência a malta experimenta.

Chilli com carnePeixe com malagueta
Refogado de borrego com gengibre e malagueta

Para terminar temos a culinária. Neste campo a malagueta é muito utilizada na confecção de pratos tailandeses, mexicanos e chineses. Por cá ela anda mais pelas carnes como moelas, bifanas e carne de porco à alentejana [5]. Acho que me vou inspirar e fazer umas invenções cá das minhas. Para começar vou tirar tudo o que são sementes e polpa e deixar só mesmo o exterior da malagueta. Assim talvez não tenha que ir a correr para as urgência à primeira garfada.


[1] Boletim Agrário: Plantar Malaguetas. http://boletimagrario.blogspot.pt/2012/05/plantar-malaguetas.html.
[2] Plantas Aromáticas - Malagueta. http://www.aromaticasvivas.com/pt/ervas-aromaticas-vivas/malagueta.aspx.
[3] Malaguetas ~ Alimentos e Saúde. http://alimentos-saude.blogspot.pt/2009/06/malaguetas.html.
[4] Capsicum frutescens – Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Capsicum_frutescens.
[5] Malagueta. http://www.semstress.com/malagueta-2.

Imagens de: Karen's Kitchen, Hunger and Sauce, Hot Pot Cooking, Inside Cuisine, What's Gaby Cooking, Recipe Code, Maggie Beer.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Cidreira ou melissa?

Depois da salsa, a erva cidreira deve ser das mais conhecidas no nosso país. Quem gosta de ter um espaço lá em casa para umas aromáticas de certeza que tem um vasito de cidreira para um chazinho ou coisa que o valha. Pois nós não temos. Mas não deve ser por muito mais tempo que eu já reuni o que preciso de saber para manter uma cidreira fresca e fofa cá em casa. Cidreira ou melissa que é mais chique. Se bem que melissa a mim só me faz lembrar aqueles sapatos de plástico que são muito giros mas que não parecem nada confortáveis. Não sei, nunca experimentei.

Chá de erva cidreira

Adiante. A cidreira tanto pode ser semeada como plantada por estacas. Acho que vamos seguir o exemplo da hortelã e trazer uma estaca de casa dos papás se eles ma conseguirem arranjar. Coitadinha da hortelã, nem imaginam o que ela anda a passar cá em casa. Mas isso fica para depois. A cidreira prefere meia sombra e água moderada [1]. O sol forte e a falta de água provocam uma aparência de queimado nas folhas [2]. A ver se me lembro que esta é mais fraquita e não pode ficar à chapa do sol.

Pesto e guacamole de erva cidreira

Parece que só podemos começar a colher folhas seis meses depois de a plantar para que ela continue cheia de força. O que é uma chatice porque até lá vou ter que continuar a fazer chá com as saquetas de supermercado. Para a colher deve-se cortar a planta a dez centímetros do solo e a melhor altura é de manhã depois do orvalho passar [2]. Na cozinha podemos usar a cidreira em refrescos, geleias e saladas de frutas, gelados, molho para saladas, carnes brancas, cogumelos e omeletes. Também pode ser usada para substituir o limão em muitas receitas [3].

Sopa de cenoura com erva cidreiraMacaroons de coco com mel e erva cidreiraXarope de ruibarbo e erva cidreira com margarita

A nível de propriedades medicinais, um chazinho de erva cidreira ajuda a acalmar os nervos ou os problemas de digestão. Pelo menos sempre ouvi dizer isso. Mas parece que para além disso também melhora o bom humor e a performance mental, o que dá sempre jeito. Outra sugestão, que poderá ser muito útil para quem faz acampamento selvagem, é esfregar folhas esmagadas na pele para repelir os mosquitos [4]. 

Vou então só ali assaltar o quintal dos meus pais e já venho, sim?


[1] Erva Cidreira, como plantar - nPlantas. http://nplantas.com/erva-cidreira-como-plantar.
[2] Como Plantar - Revista Globo Rural. http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1708921-4529,00.html.
[3] Erva Cidreira, uso culinário - nPlantas. http://nplantas.com/erva-cidreira-uso-culinario/.
[4] Melissa officinalis - Wikipedia, the free encyclopedia. http://en.wikipedia.org/wiki/Melissa_officinalis.

Imagens de: Temple Illuminatus, Bring to Boil, My Kitchen Affair, Healthy Green Kitchen.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Arquibanco mais confortável e acolhedor

Da última vez que falei do nosso arquibanco foi para vos dizer que lhe demos um tratamento especial. Passou de um simples arquibanco cor de pinho para um arquibanco super requintado e shabby chic. O marido pintou-o de branco e usou a técnica de decoração decapê para lhe dar um acabamento cinco estrelas. Ficou mais acolhedor e fofo, mas acho que ainda pode melhorar. E se pode melhorar é por aí que vamos.

Almofada com rosas cor de rosa

Para tornar o arquibanco mais confortável a primeira ideia que salta logo à vista é um acento almofadado. E claro, montes de almofadas. Montes é como quem diz, que se forem almofadas em tamanho normal só devem caber umas duas. Por outro lado, se fizermos umas almofadas em miniatura já são meninas para caberem umas quatro ou cinco, além de ficarem infinitamente mais fofas. Aprofundando ainda mais o espírito shabby chic vejo que o que falta ainda são rendilhados, botões, pérolas e muitas rosas. Também gosto muito da ideia de usar serapilheira. Claro que é tudo muito lindo, mas nunca conseguimos fazer as coisas tão bonitas como as que vemos por aí. Pelo menos eu não consigo. Mas se calhar sou mesmo só eu que nasci com falta de jeito para estas coisas.

Castle chairAlmofada de serapilheira
Banco de jardim em ferro castanhoBanco vintage

Quanto mais pesquiso sobre shabby chic, mais fico apaixonada e completamente rendida. Parece que com os espaços decorados desta forma, seja dentro de casa ou no exterior, entramos no mundo encantado das princesas. Deve ser o meu lado romântico e infantil a vir ao de cima. Se calhar é da maternidade, não sei. Mas que me identifico a 100% com isto, identifico. Só tenho pena de não conseguir reproduzir estas ideias. Primeiro porque não tenho recursos financeiros para tal, e segundo porque não tenho espaço nem tempo para me dedicar a isso a fundo. Mas quando tiver tempo, para aí na minha próxima vida, ainda sou menina para fazer uma formação especifica em decoração shabby chic. Será que existe?

Cama reduzida a banco de jardim

Bem, com estes devaneios todos já estou a fugir do tema. Mas está decidido. Posso não conseguir tornar o nosso arquibanco assim tãaaooo fofo, mas vou dar o meu melhor para ficar mais confortável e agradável à vista. Vou comprar tecido para fazer o acento e as almofadas e pode ser que ainda consiga fazer alguns apliques. Só espero é que consiga manter isto ao nível do bom gosto e que no final não fique uma real salganhada.
Imagens de: someplaceinthyme2, My Vintage Room, Etsy, Mak & Jill.

O meu fofuxo faz anos hoje. Como isto está mau para prendas, este ano resolvi dar-lhe um miminho diferente e colocar a nossa mascote em ambiente de festa. É pouco mas é do coração. Parabéns amor!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Uns salpicos de cebolinho aqui e ali

Nunca utilizei cebolinho nem vi alguém utilizar ao vivo. Mas já assisti a imensas receitas numa data de programas de culinária. Dá-me a sensação que qualquer prato que leve uns talinhos desta planta sobe logo um nível ou dois. Parece mais gourmet, não sei. Portanto, vamos lá a saber tudo o que é preciso sobre o cebolinho que eu também quero começar a confeccionar pratos de nível gourmet cá em casa.

Flor do cebolinho

Vamos primeiro ao mais importante de tudo e que mais me preocupa: quando é que se deve semear o cebolinho? Claro que tinha que acertar noutra planta aromática que não aconselham semear agora, no Outono. Só lá para o início da Primavera, para não variar. O livro de referência cá de casa explica também que se deve evitar excesso de água e que se o cebolinho ficar amarelo é porque tem água a mais. Nesse caso devemos cortar as folhas amarelas e não regar até que a planta volte a ficar verde e viçosa.

Cebolinho

Esta planta dá umas flores algures entre o rosa-pálido e o lilás que me parecem muito bonitas e que vão ficar mesmo bem aqui na nossa varanda. Vai ser um dois em um: as folhas para a cozinha e as flores para enfeitar o espaço. É pena é que, assim como no manjericão, aconselham a cortar as flores para que as novas folhas possam rebentar [1]. Cá para mim acho que se deixar algumas ainda vou ter cebolinho que chegue para o consumo cá de casa e fico na mesma com a horta enfeitada. Para além disso, dizem que é óptimo para afastar os insectos maus da horta e que ao mesmo tempo atrai insectos bons como as abelhas [2].

Azeite aromatizado com cebolinhoBatata com pele, salmao e cebolinho

A principal utilização do cebolinho na cozinha é em saladas e em pratos de ovos e de queijo. Também pode ser salpicado em sopas, puré de batata ou na decoração de pratos [1]. De vez em quando fazemos um patê de atum cá em casa que fica mesmo bom com atum, maionese, cebola picada e azeitonas. Quando tiver o cebolinho vou experimentá-lo nesse patê em vez da cebola. Acho que lhe vai dar um bom toque e deve ficar bem mais interessante à vista.

Omolete de ervas

Continuando na culinária, sugerem juntar o cebolinho com iogurte e hortelã para acompanhar pratos de peixe. Parece-me bastante bem. Também dizem que combina bem com abacate e courgete, embora não esteja a ver bem como fazer isso. As flores podem também ser utilizadas para dar um leve sabor picante e um toque colorido aos cozinhados [3]. É o que eu digo. Fica tudo um nível mais acima.

Hamburguer de soja com beterrabaLulas com caril, gengibre e cebolinho

As propriedades medicinais do cebolinho são muito semelhantes às do alho, mas mais suaves. Por esse motivo não é tão mencionado no que diz respeito a mesinhas para a saúde. Quando se fala é sempre no alho. De qualquer forma o cebolinho tem um efeito benéfico na circulação sanguínea.

Pronto. Está visto. Cebolinho vai ter que passar a existir na nossa horta de varanda e é para ontem. Acho que vou ter que passar um bocadinho ao lado das épocas de sementeira e pôr mãos à obra. Mal seja que não nasça nada.


[1] Allium schoenoprasum – Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Allium_schoenoprasum.
[2] Chives - Wikipedia, the free encyclopedia. http://en.wikipedia.org/wiki/Chives.
[3] Botelho F. Cebolinho - SAPO Mulher. http://mulher.sapo.pt/bem-estar/receitas-nutricao/cebolinho-777243.html

Imagens de: Wikipédia, Liquid Bliss, Eatwell101, Simply Healthy Family, Aromáticas Vivas, Comendo com Sentidos, Amigos e Sabores.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Alecrim aos molhos

Como não há duas sem três, hoje vou saber o essencial sobre o alecrim. Nunca foi uma erva que aromatizasse as refeições cá de casa nem as de casa das nossas famílias. Mais um motivo para experimentar, não é? Já que embarcámos nesta aventura louca, vamos ser rebeldes e experimentar novos temperos!

Alecrim

Ora bem, a primeira coisa a saber é quando se pode semear ou plantar o Alecrim. E adivinhem lá quando? Na Primavera ou no Verão, pois então! Assim estamos mal. Como se já não bastasse isso, dizem que se for semeado demora eternidades para se ver qualquer coisinha, portanto deve ser reproduzido através de mudas [1]. Mas eu acho que já disse que ninguém mais chegado usa disto, não já? Haverá alguém por aí que, lá para a Primavera, tenha alecrim para troca?

Bom, vamos ver se o resto são melhores notícias. No que à rega diz respeito, o alecrim não gosta de muita água. Em [2] diz que devemos regar apenas uma vez por semana e em [1] diz que é quando o solo estiver seco a dois centímetros de profundidade. O que deve ser mais ou menos o mesmo. Ou seja, do mal o menos, pelo menos com este arbusto vou poupar na água.

Marinada de alecrim e alho para bifesPolvo à lagareiro com alecrim
Spritzer de alecrim e pêssegoMolho de alecrim e feijão branco
Focaccia com alecrimGeleias ornamentadas com ramos de alecrim

Em termos culinários, a única aplicação do alecrim de que já ouvi falar é no churrasco, espalhando a erva sobre as brasas do carvão. Nunca experimentei, mas é uma das coisas a experimentar. Claro que existem muito mais formas de o utilizar. O tempero de saladas, pratos de peixe e de carne, doces e licores são apenas alguns exemplos. Juntamente com o tomilho e a segurelha, o alecrim faz parte das famosas ervas de Provença (mistura de ervas francesa) [3]. Porreiro, também quero cultivar tomilho. A segurelha e eu é que ainda não fomos apresentadas, será mais uma a investigar.

Relativamente a mezinhas caseiras, parece que o alecrim é óptimo para melhorar as funções cerebrais, combater a fadiga mental e física. Olha boas notícias! Com o tanto que esta família tem para fazer todos os dias acho que vamos começar a andar com um termo de chazinho de alecrim debaixo do braço. Para fazer o bendito chá é só ferver meio litro de água e colocar uma colher de chá de folhas de alecrim. Cobre-se durante dez minutos e depois toma-se entre refeições [4].

E pronto, já chega. Aprendi muito com isto tudo, mas a verdade é que estou chateada por termos que esperar pela Primavera para cultivarmos alecrim na nossa horta. Bolas. Por este andar não vamos conseguir ter nenhuma das ervas aromáticas que quero tão cedo. Acho que o melhor é fazer a pesquisa no sentido inverso: saber o que se pode plantar no Outono e Inverno. Não muita coisa, suponho...


[1] Alecrim – Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Alecrim.
[2] Chambel T. (05/2012). Um jardim para cuidar, pp. 205. Ed. 1. A Esfera dos Livros, Lisboa.
[3] Alecrim, propriedades aromáticas - nPlantas. http://nplantas.com/alecrim-propriedades-aromaticas/.
[4] Alecrim, propriedades medicinais - nPlantas. http://nplantas.com/alecrim-propriedades-medicinais/.

Imagens de: TodaEla, The Woodside Kitchen, foodwithameaning, Cafe Lynnylu, One Small Patch e Claudiaroma.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Manjericão, só lá para Março

Continuo dedicada a cultivar-me acerca do cultivo (hihi) das próximas ervas aromáticas. Já aprendi muito sobre hortelã, como a plantar, os seus benefícios e utilizações. Hoje vou debruçar-me sobre o manjericão, uma erva que sempre me suscitou curiosidade mas que nunca utilizei. Nem sequer vi um ao vivo ou cheirei. Deve ter um cheiro parecido com o manjerico... Ou estou a dizer um grande disparate?

Martini de manga e manjericão

Palpites à parte, o que mais me surpreendeu quando li um pouco mais acerca do manjericão foi uma dica em que aconselham cortar as suas flores para acentuar o sabor das folhas, e também para manter a planta jovem por mais tempo. Parece que as flores, além de serem extremamente bonitas e fazerem um vistão, também consomem grande parte da energia do manjericão. Por isso devemos cortá-las, para forçar a planta a criar novos rebentos super cheirosos [1].

Segundo o livro Um jardim para cuidar, que ganhámos num passatempo, o manjericão pode ser semeado ou plantado a partir de Abril, gosta de regas regulares e de muita exposição solar. A autora do livro aconselha a plantá-lo perto dos tomateiros porque o seu aroma afasta os insectos, protegendo a planta companheira [2].

Em termos de mezinhas caseiras, o manjericão é aconselhado para tratamento de enjoos, problemas respiratórios e reumáticos. Para as insónias e enxaquecas, depois dos sintomas já estarem instalados, podemos fazer uma infusão, mas como prevenção é sugerido uma outra abordagem que pessoalmente achei muito fofa. Dizem que se colocarmos um saco de pano cheio com flores e folhas secas do manjericão debaixo da almofada temos um soninho descansado [3]. Curioso, não? Quando tiver o meu manjericão grande e forte, vou experimentar.

Sopa de pimento vermelho, tomate e manjericãoEsparguete ao manjericão
Sumo de melancia com manjericãoBolo de chocolate com mousse de manjericão
Gelado de alperce e manjericão

Na cozinha é uma erva muito versátil que pode ser usada em molhos e pizas, com cogumelos, com peixe, em carne de galinha e para aromatizar ovos. Um exemplo de uma aplicação do manjericão num molho é juntar queijo parmesão, azeite e alho [4]. Fiquei com água na boca para experimentar este molho numa massa. Isso e algumas das sugestões nas imagens que escolhemos para acompanhar o texto de hoje, principalmente o bolo de chocolate com mousse de manjericão. Adoro chocolate.

Para terminar, parece que o manjericão tem também uma utilidade doméstica bastante útil. Se colocarmos vasos desta erva aromática nos parapeitos das janelas conseguimos afastar as moscas [5]. Quando chegar a altura dessas marotas me tentarem invadir a casa vou fazer o teste.

E pronto. Acho que fiquei a saber as bases sobre o manjericão. O único problema é que com este pequeno estudo fiquei com o plano de semear esta erva em Outubro estragado. Vamos ter que esperar pelo início da Primavera. Sendo assim, lá vou eu ter que desencantar outra erva que dê para semear nesta estação do ano. Vida de horticultor não é fácil!


[1] Viana R. (03/2009). Horta Medicinal: Ocimum basilicum L. (Alfavaca, manjericão). http://horta-medicinal.blogspot.pt/2009/03/ocimum-basilicum-l-alfavaca-manjericao.html.
[2] Chambel T. (05/2012). Um jardim para cuidar, pp. 212-213. Ed. 1. A Esfera dos Livros, Lisboa.
[3] Manjericão, tratar insônia e enxaqueca - nPlantas. http://nplantas.com/manjericao-tratar-insonia-e-enxaqueca/.
[4] Manjericão, uso culinário - nPlantas. http://nplantas.com/manjericao-uso-culinario/.
[5] Mathias J. (2001). Como Plantar Manjericão. http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1669313-4529,00.html.

Imagens de: Finlandia, Western Garden Centers, TodoDia, Clearly Delicious, The New Vegan Table, Domestic Fits.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vamos lá a organizar a horta

Com o avançar da horta, as culturas já vão sendo mais que muitas e começa a ser difícil organizar e distinguir todas as hortícolas que temos plantadas. Ahahah. Fora de brincadeiras, acho que seria engraçado e super shabby chic colocar uma etiqueta ou uma tabuleta em cada vaso e floreira, com a indicação do que lá foi plantado ou semeado.

Estiquetas para vasos feitas a partir de talheres

Muitas mulheres só tomam verdadeira consciência de que se vão casar quando fazem a primeira prova do seu vestido de noiva. Comigo foi assim, um verdadeiro bac, mas no bom sentido. Com isto das etiquetas acho que vou ter uma sensação parecida. Com uma etiqueta a dizer "Espinafre" aqui, outra a dizer "Morango" ali, vou realmente consciencializar-me de que tenho essas hortícolas a crescer na nossa varanda. Ainda são umas amostras de hortícolas com apenas duas ou três folhitas, mas estão lá.

Procurei por exemplos de etiquetas ou tabuletas para vasos com plantas nas quais nos pudéssemos inspirar. Encontrei de tudo, desde talheres gravados, tabuletas de várias cores e feitios até simples paus gravados. Seleccionámos os artefactos de que mais gostámos, algo rústicos como se pretende, para vos mostrar hoje. Gosto especialmente dos talheres gravados, não sei bem porquê, têm ali um je ne sais quoi de romântico. Mas para construirmos algo parecido teríamos que fazer uma busca por talheres antigos nos pertences das nossas queridas avózinhas. Isso, ou voltar à feira de velharias. O problema é que depois não me parece que tenhamos material para gravar no metal o nome das culturas num tipo de letra todo bonito.

Tabuletas de madeira para vasos
Tabuletas de madeira para vasos Etiquetas verticais de madeira para vasos
Etiquetas de pau para vasos

Sendo assim, após um breve tête-à-tête com o marido, decidimos criar as nossas próprias tabuletas identificativas das culturas em madeira. Como sempre, alguma coisa nos há-de ocorrer e, como já é usual, certamente será feita com materiais maioritariamente reutilizados. Não sei porquê, mas cheira-me que as paletes usadas nos degraus e no painel acabaram de encontrar mais uma utilidade.