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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Arquibanco fofinho

Digam lá, pensavam que já me tinha esquecido da decoração do arquibanco, não pensavam? Na nossa varanda nunca abandonamos uma ideia. A coisa pode é demorar o seu tempo. Neste caso levou tempo a ser partilhada aqui convosco, porque isto até já está feito há um tempito.

Então, vamos recapitular por alto como o nosso arquibanco chegou àquilo que é hoje. Primeiro comprámos um arquibanco simples na feira aqui da terra. Depois pintámos-lo de branco com acabamento decapê para ficar com um aspeto shabby chic. Finalmente veio a parte da decoração mais vistosa. Comprei os tecidos, pedi esponja para o assento ao meu tio e entreguei tudo à minha mãe para que ela fizesse a sua magia.

Arquibanco almofadado

No meio do processo ainda comprei cordel para fazer o pormenor maravilhoso em toda a volta do assento. Também comprei sumaúma para encher as almofadas. Pensei em comprar também um fecho para colocar na lateral do assento para ser mais fácil lavar o tecido, mas a minha mãe conseguiu arranjar-me um de trinta centímetros e ficou o problema resolvido.

Pode ser dos meus olhos, mas não acham que ficou mesmo espetacular? A minha mãe é uma artista. Nunca pensei vir a ter uma coisa tão fofa na varanda do "nosso" apartamento. Deixo alguns pormenores para se deliciarem.

Assento do arquibancoAlmofadas do arquibanco

Agora que tenho um espaço tão lindo e acolhedor para me sentar à varanda, não vejo a hora de chegarem os dias amenos e soalheiros da primavera para me deliciar com um chazinho. Por falar nisso, agora o que ficava aqui mesmo bem era uma mesinha para ter onde poisar a chávena, o bule e um pratinho de biscoitos, não era? Ó marido, precisamos de falar.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Culturas da horta vertical identificadas

Ora viva pessoal! Parece que a minha querida esposa me promoveu a animal territorial. Em vez de Bob, o construtor, agora sou Leão, o macho alfa. Brutal! Eu até explicava o meu ponto de vista, mas o conceito de organização desorganizada é uma coisa de homem que mulher nenhuma consegue entender. Só tenho a dizer que esta mulher arruma tudo tão bem arrumadinho que depois nenhum de nós sabe onde está! Ou seja, lá no fundo ela faz o mesmo que eu, mas em vez de deixar tudo à vista, esconde tudo bem escondido. É tipo uma desorganização escondida, uma coisa de mulher que homem nenhum consegue entender. Enfim, também te amo muito minha leoazinha. Grrr.

Vasos com cebolinho, coentro e tomilho devidamente etiquetados

Voltando ao assunto das etiquetas dos vasos da horta vertical, as diferentes culturas já estão todas identificadas. Temos então nove vasos, três com salsa, dois com alecrim e nos restantes quatro colocámos hortelã, cebolinho, coentro e tomilho. As culturas repetidas não tiveram direito a placa identificativa.

Painel da horta vertical com as várias culturas identificadasVaso com coentro devidamente etiquetado

Mas espera aí... sete mais um são oito e não nove. Bolas! Fiz mal as contas. Falta-me fazer mais um suporte para as etiquetas. Dormente! Como é que eu fiz tal coisa? Bem, não é grave, logo faço outro.

Como podem verificar, a horta vertical está a ficar composta. No meio do branco e do azul já se vê algum verde. Apesar do frio as culturas têm crescido alguma coisa, muito poucochinho, mas crescem. Segundo a lista das ervas aromáticas que a mulher escolheu para a horta vertical ainda falta cultivar manjericão, cidreira e malagueta, em principio nos vasos que acomodam agora culturas repetidas. Outrora num dos vasos crescia goji que infelizmente não aguentou as trocas baldrocas que fiz inicialmente com os vasos e morreu, dando lugar a uma nova experiência agora com o alecrim. Os coentros caíram do céu. Depois de toda a pesquisa que a mulher fez sobre as ervas aromáticas passei um dia no supermercado e comprei quatro sementes de que me lembrei. Acertei no cebolinho e no tomilho e errei no coentro. Quanto à última escolha, nem acertei nem errei, comprei semente de salsa.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Suporte da etiqueta dos vasos da horta vertical

Ora vamos lá ver como funciona o sistema de encaixe das etiquetas dos vasos da horta vertical. Em vez de um pé, a placa de madeira tem uma espécie de perno que encaixa numa outra peça de madeira, moldada a partir de um bocado de ripa de palete - o que mais haveria de ser - segurada na argola com abraçadeiras de plástico.

Suporte da etiqueta dos vasos da horta vertical

Como podem ver, o sistema de encaixe que engendrei é bastante simples e eficaz, tal como se queria. O suporte fica fixo na argola e a etiqueta é amovível. Desta forma trocar as etiquetas é fácil, podemos por isso alterar a posição dos vasos à nossa vontade, apenas temos que desencaixar o vaso e a etiqueta da argola e encaixá-los noutra argola. Se plantarmos ou semearmos algo novo num vaso também não há problema, só é preciso criar uma etiqueta nova. Haja paletes e ramos de oliveira.

Sistema de encaixe da etiqueta no suporte

Mas o que eu realmente gosto neste sistema de fixação, é o facto de poder rodar a etiqueta. Percebem porquê? Não?! Eu passo a explicar.

As argolas que suportam os vasos no painel da horta vertical foram criadas assim de uma forma um bocado arcaica, por isso não ficaram lá muito niveladas. Para além disso o suporte de madeira das etiquetas não foi moldado com muita ciência. Ou seja, quando testei o sistema e juntei as peças o resultado foi ficar tudo assim um bocado para o torto, o que não podia ser. No momento imaginei logo a mulher a olhar para os vasos e a gritar: ESTÁ TUDO TORTO. O pensamento foi tão forte que até estremeci. Foi então que me surgiu a ideia de utilizar um único ponto de encaixe da etiqueta com o suporte, de forma a poder disfarçar a coisa e deixar tudo alinhadinho ao olho da mulher.

Mais sete suportes e umas quantas etiquetas, cada uma com um nome de uma cultura diferente gravado, tudo montado e a horta vertical vai ficar ainda mais gira.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Etiqueta dos vasos da horta vertical

Este post já estava planeado há mais de um mês! Entretanto a mulher virou para os enfeites natalícios e as etiquetas dos vasos da horta vertical ficaram em standby. Porém acho que já está mais do que na hora de voltarmos ao assunto da nossa horta-jardim de varanda. Desde então já temos muitas novidades sobre as culturas. Mas antes apresento-vos então o protótipo da etiqueta dos vasos da horta vertical, ou a aparência final, vá lá.

Etiqueta dos vasos da horta vertical

O que acham, está bonito? Basicamente é igual à tabuletas das floreiras mas sem pé. Como os vasos são pequenos, pessoalmente gosto mais de ver a etiqueta de madeira no alinhamento da argola, em vez de uma tabuleta espetada na terra. O segredo aqui é a forma que engendrei para segurar a placa de madeira na argola. O sistema é composto por duas partes que encaixam uma na outra. A ideia é podermos trocar as placas facilmente, desencaixando e encaixando conforme entendermos melhor. Hoje o vaso tem salsa, amanhã poderá ter outra erva aromática qualquer, por exemplo rosmaninho. Não sei o que é mas gosto da palavra.

Ficaram curiosos para saber como funciona? Amanhã explico como é que fiz. Sei que é habitual não publicarmos nada no blogue ao fim-de-semana, principalmente ao Domingo, mas apetece-me dar palha à vaca.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Não vi só a salsa crescer

Ora viva pessoal! Sobre o aniversário da minha mais que tudo, efectivamente não coloquei nada alusivo à data neste espaço. Contudo não me esqueci do dia! Logo pela manhã dei-lhe os parabéns e dei-lhe um beijinho. Para que saibam, depois da gracinha que a Fofuxa fez no blogue no dia do meu aniversário eu tentei engendrar qualquer coisa.
- Amor, o que é que tu queres para o teu aniversário?
- Oh! Não é preciso nada amor.
- Eh! nada?! É sempre assim.
- Pronto! Uns beijinhos chega.
Porreiro, uns beijinhos será! Mas mesmo assim ainda me lembrei de uma surpresa muito fixe. O problema é que não apontei logo o que era e esqueci-me. É pá, mas era mesmo muito fixe. Ainda tentei lembrar-me até ao dia do aniversário dela mas nada. Para tentar remediar a coisa, no dia anterior ainda aceitei a sugestão de uma colega nossa e preparei-me para lhe oferecer uma flor. À falta de melhor, uma flor resulta sempre como uma prenda, certo? No dia até tive que sair para tratar de uns assuntos, por isso tinha tudo para resultar. Porém saí de casa com a ideia na cabeça, tratei dos assuntos que tinha a tratar e na volta... esqueci-me da flor. Nisto dei-lhe apenas uns beijinhos. No momento ela estava a comer chocolate e respondeu-me que o chocolate era melhor. Como bom marido que sou, deixei-a saborear o chocolate em paz e fui à minha vidinha, como a tartaruguinha.

Aniversário à parte, que fique também claro que nestes dias não tratei só da horta e vi a salsa crescer. Apesar de ser apologista de dar chocolates a todos pelo Natal, ajudei a mulher num embrulho especial, o da minha afilhada. A minha querida esposa teve a ideia de arranjar uma caixinha toda gira para colocar uma nota dentro - sim uma nota, para mim é a melhor prenda que se pode dar, quem recebe compra o que quiser, nunca dá stresses - mas não encontrámos nada, por isso eu predispus-me a fazer uma, ou melhor, a decorar uma. Apesar de que para mim um envelope chegava muito bem.

Caixinha de madeira decorada com tecido

Comprámos uma caixinha de madeira sem qualquer tratamento que decorei com tecido, da mesma forma que os vasos pequenos da horta vertical. Comecei por pintar a caixinha de branco com tinta para parede e deixei secar umas duas a três horas. Depois lixei o interior da caixa para lhe dar um toque shabby chic e forrei o exterior com tecido. Para a tampa escolhemos um tecido de cor avermelhada com desenhos de coroas em branco, e para a caixa um tecido com um tom creme com umas bolinhas mais acastanhadas. O verniz cola levou mais duas ou três horas a secar. No final aparafusei os apliques metálicos que tinha retirado para pintar.

Caixinha pintada de branco por cima do tecido decorativoCaixinha aberta com o presente dentro

Todo o trabalho foi feito num dia, ainda pensei deixar a secar para o dia seguinte mas a mulher gritou-me que não podia ser. Só percebi o porquê de tanta pressa às 12h do dia seguinte quando ela me disse que às 12h30 tínhamos almoço marcado com os pais dela.

Sobre o stress da mulher com a roupa, não comento. Só digo que não me importo nada de acompanhá-la às compras um dia inteiro e que gosto de a ver experimentar roupa. Neste ponto acho que eu é que sou a gaja e ela o gajo. Uma hora a experimentar roupa e farta-se. Já eu dá-me um gozo tremendo entrar numa loja, pedir todas as opiniões e mais algumas às senhoras, experimentar toda a roupa ao ponto de deixar a loja numa balburdia e, no final, não comprar nada.

Enfim, o Natal já lá vai e o miúdo delirou com as prendas. Foi uma risada vê-lo todo doido sem saber para onde se virar. Realmente com crianças o Natal tem outro sentido.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Árvore de Natal? Check!

Já está! Temos a nossa árvore de Natal feita em casa com materiais reutilizáveis pronta. Também a oito dias do Natal e a quatro do fim do mundo acho que já estava mais do que na hora de dar esta tarefa por concluída.

Árvore de Natal com paletes com luzesÁrvore de Natal com paletes

Como vos falei fiz uma espécie de sininhos vanguardistas com cápsulas nespresso já usadas. Só quando a minha irmã me veio ajudar é que percebi que estava a fazê-los só da forma mais difícil que podia. Enquanto eu fazia um ela fez três. Um espectáculo. Os pompons ficaram a cargo do marido que, depois que criou uma máquina de fazer pompons, fez para aí uns 32 em 32 segundos. Foi uma boa média. Só eu é que demorei mais nos flocos de neve em crochet. Mas acho que ficaram muito fofos e que dão brilho à árvore.

Sinos com cápsulas nespresso Pompom de lã na árvore de NatalFloco de neve em crochet

Agora mesmo à última da hora fui comprar uma luzinhas de Natal - que apanhei com o bónus de 30% de desconto - e o resultado é este. Para a nossa primeira árvore de Natal alternativa e amiga do ambiente acho que não nos saímos nada mal. Mesmo assim já consigo ver pelo menos um aspecto em que pode melhorar. Imaginem só esta árvore toda ela em branquinho mesmo ao estilo shabby chic. Vai parecer saída de um catálogo. Mas vai ter que ficar para o Natal 2013 que para este já não temos tempo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A nossa primeira árvore de Natal

Uma semana depois de nos propormos a construir a nossa própria árvore de Natal com materiais reutilizáveis, cá está ela. O nosso mais recente motivo de orgulho. O marido precisou de quatro dias enfiado na oficina do irmão, mas está feita. Bem, também não foram bem os quatro dias, foram mais umas horitas aqui e ali. Na verdade o marido até atingiu o objectivo bem mais depressa do que eu esperava. Está de parabéns.

Peças da árvore de natal

Estão perante vós um suporte com rodas, vinte rodelas, quarenta ripas e um cone para o topo. Tudo isto feito com ripas de paletes reaproveitadas e umas rodas que o meu cunhado nos empresta-deu. Pelas minhas contas, o construtor deve ter usado metade do tempo a cortar a ripas - o que lhe valeu foi a serra eléctrica do padrinho - e a outra metade a lixá-las de maneira a ficarem com este acabamento espectacular. É que até arredondou as pontas das ripas e tudo.

Árvore de natal - estilo plano.Árvore de natal - estilo espiral.Árvore de natal - estilo entrelaçado.

Depois foi só montar o puzzle e escolher o estilo que mais nos agradasse. Plano, em espiral ou entrelaçado. Optámos pelo entrelaçado que é o mais tradicional. Agora vou continuar com a produção em série de pompons, sininhos e flocos de neve. Por falar em pompons, lembram-se que o marido se dedicou a essa parte dos enfeites? Eu expliquei-lhe como faço com dois cartões em forma de círculo e ele pôs mãos à obra. Fez dois. Depois disse que dá muito trabalho e que ia construir uma máquina para fazer pompons em série. Pensei logo: pronto, vai passar o dia nisto e no final vou ter que ser eu a fazer os pompons. Mas vá lá que não. Passado um bocado apareceu-me com o berbequim, um bocado de madeira e uns pauzitos. Foi vê-lo a enrolar a lã na engenhoca e a fazer pompons como se não houvesse amanhã.

Máquina de fazer pompons

Entretanto a minha maninha também me veio dar uma mãozinha para fazer os sininhos. O crochet é que tem que ser mesmo comigo. Tenho cinco flocos feitos até agora. Vou fazer os que puder até ao Natal. Não tarda nada já mostro como está a ficar a decoração. Me aguardem. Ainda queria ver se desencantava um manual para fazer um anjinho em crochet para o topo, mas acho que o tempo já não vai chegar para tanto. Não parece nada bem andar a pendurar enfeites na noite de Natal, certo?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Atarefados com os enfeites de Natal

Se fizessem um top 10 dos maridos mais qualificados para a bricolage e desenrascanços em geral, o meu estava lá chapadinho. Querem um pão com manteiga? Ele faz. Querem uma réplica da torre Eiffel? Ele faz. Querem uma árvore de Natal super fashion com um toque shabby chic à base de material reutilizável? Ele faz. E fez tão bem, benza-o Deus. Neste momento ele está a tratar do último pormenor: os furos para pendurar os enfeites. A revelação da nossa árvore fica em suspense mais um bocadinho.

Enfeites de natal caseiros

Hoje venho contar-vos os meus progressos ao nível dos enfeites de Natal feitos por moi-même. Como já vos contei, a minha ideia base era usar três materiais diferentes: cápsulas de café Nespresso, lã para fazer pompons e cartão para fazer flocos de neve. Entretanto fui procurando por outras ideias e resolvi substituir os flocos de cartão por flocos de crochet. Quem diria que nesta fase da minha vida me iria dedicar ao crochet? Descobri uma senhora que tem um canal no Youtube com trabalhos espectaculares em crochet e com explicações mesmo muito boas, o que convém para uma leiga no assunto como eu. Já fiz três flocos de neve como este.

Com as cápsulas Nespresso vou fazer uns quantos ornamentos como o apresentado na imagem. Foi só retirar o café, furar o topo com uma agulha e passar a fita que já tinha cá em casa de outras andanças. Os pompons tentei fazer com uns restos de lã que a minha mãe tem, mas a lã é muito fina, os pompons não ficaram com o efeito fofinho que devem ter. Por isso comprei dois novelos de lã, amarela e vermelha. Entretanto o marido viu-me tão atarefada com as cápsulas e o crochet que se ofereceu para fazer os pompons. Diz que já tem experiência de quando fez os pompons do curso para colocar na capa do traje académico. E olhem só que bem que ficaram. Eu não disse? O meu homem tanto num minuto está a cortar e a lixar ripas de paletes como no outro está a fazer pompons. Um amor.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Enfeites de Natal caseiros

Sinos de natal (cápsulas Nespresso)

Enquanto o marido se ocupa dos cálculos, cortes e montagem da árvore eu vou ocupar-me das decorações igualmente amigas do ambiente. As cápsulas do cafezinho Nespresso que bebo todos os dias são super fofas e já há um tempo que andava a ficar com dó de as pôr no lixo. Descobri que há quem as use como sinos na árvore de Natal e ficam lindas. Para a nossa árvore estou a pensar fazer algo um pouco mais elaborado com a criação de peças decorativas com mais de uma cápsula. Vai ser mais uma experiência.

Bolas de Natal (enfeites de papel)

Depois encontrei umas bolinhas feitas com aproveitamentos de cartolinas que também são fofinhas. Mas não tenho assim tanta cartolina para aproveitar e ainda é coisa para dar algum trabalho. Foi aí que me lembrei dos pompons de lã que fazia imenso na minha infância. Já não me lembro ao certo como se fazem mas já sondei a minha maninha e parece que ela tem a memória mais fresca. Estou a contar com a memória dela e os restos de novelos lã da nossa mãe para ter bolinhas de Natal na nossa árvore.

Amendoins boneco de neve

Encontrei também uns bonequinhos de neve feitos de amendoins muito engraçados. Quando entrei na página ainda pensei que fosse apresentado um manual passo a passo de como fazer. Qual não é o meu espanto quando vejo que afinal podemos encomendar três amendoins natalícios pela módica quantia de 16,50 dólares mais portes de envio. Credo!

Bem, entre paletes, cápsulas Nespresso, pompons de lã e um ou outro floco de neve feito de cartão havemos de fazer a árvore mais bonita do mundo. Pelo menos para nós. Vai ser feita com todo o amor e carinho do mundo. Já estou a imaginar a reacção do nosso mais-que-tudo quando a vir. Vai ser giro.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Natal faça você mesmo

É oficial. Vou entrar em modo natalício. Não é que me apeteça muito, que isto de preparar decorações e pensar em presentes é uma trabalheira. E vá lá que a parte de organizar os almoços e os jantares de Natal, por enquanto não são comigo. Como passamos sempre estas festividades em casa dos pais ou dos sogros nunca fico com a responsabilidade máxima, só tenho que dar uma mãozinha.

Árvore de Natal

Cá em casa as decorações natalícias têm sido zero. Primeiro porque só para nós os dois não vale a pena; segundo porque temos gostos muito diferentes e acabaria por sobrar tudo para mim; Por último porque depois quem é que desmontava a árvore? Mas este ano vai ser diferente. Temos o nosso bebecas e quero incutir-lhe o espírito natalício desde pequeno. Claro que sem grandes avarias que nunca fomos disso. Só qualquer coisinha para fazer lembrar a quadra.

A minha primeira ideia foi ir à loja mais próxima dos trezentos ou dos chineses comprar uma árvore de plástico, para aí com um 1 metro e 20 de altura, umas quantas fitas, bolas e luzes e está feito. Mas como o marido até está de férias e até gosta de um bom desafio, lembrei-me de algo diferente, mais barato e, se tudo correr bem, mais bonito. Vamos fazer a nossa árvore de Natal com materiais reutilizáveis. Eu sei que a ideia não é nova. Mas é a nossa árvore, com os nossos materiais, por isso de certeza que vai ficar diferente de qualquer outra que se veja por aí.

O primeiro material reutilizável que nos veio à ideia foi - adivinhei lá - paletes. Isto para fazer a estrutura principal da árvore. Uma breve pesquisa e dei com a One Two Tree. Lendo por alto é um projecto criado por uma família como qualquer outra que quis fazer uma árvore de Natal diferente. Inspirados nesta ideia, também vamos fazer a nossa recorrendo às já familiares ripas de paletes. Vamos lá ver o que vai dar.

Imagem de Good-wallpapers.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Material para almofadar o arquibanco

Disse que ia comprar tecido para o arquibanco e fui. O meu primeiro pensamento foi voltar à loja onde comprei o tecido para os vasos da horta vertical. Têm lá padrões incríveis que parecem saídos das revistas chiques de decoração de interiores. Mas tenho um pequenino problema com eles: o preço. A verdade é que só trouxe aquele tecido porque fiquei mesmo caidinha por ele e não tinha que trazer muito para forrar os vasos. Porque uma média de catorze euros o metro não é brincadeira nenhuma.

Por muito que me apetecesse trazer tudo o que era tecidos para a varanda daquela loja tive que me conter e encontrar uma alternativa. Foi aí que a minha mãe me falou de uma loja que, além de ter daqueles rolos de tecido gigantes que se vendem ao metro, também têm uma secção de vendas a retalho. Têm bocados de tecido que devem ter sobrado de algum lado e vendem-nos muito mais baratos. Quando ela me disse que encontrou um tecido de cerca de metro e meio a um euro ficou logo decidido que tinha que ir averiguar.

Tecido para as almofadas do arquibanco

Tanto averiguei que vieram de lá estes dois exemplares. Um a dois euros e o outro a três. Não se comparam com o que vi na outra loja, mas a vida é feita de escolhas e prioridades, certo? Há-de ficar um arquibanco fofinho e lindo na mesma. Vou usar o tecido verde para o acento que é mais forte e de cor lisa. O outro das flores vai para as almofadas. Com este vou ter que ter cuidado porque tanto pode fazer o conjunto ficar dentro do estilo shabby chic como mais a puxar para o piroso.

A esponja conseguia com um tio meu que é estufador. Foi só telefonar à minha tia e dar-lhe as medidas. Pouco depois já lá tinha a esponja cortadinha à minha espera. São uns fofos. Obrigada tios! Ainda tenho que encontrar um fecho para aí de trinta centímetros para poder pôr e tirar a forra do acento. A loja dos tecidos só tinha até vinte centímetros por isso vou ter que me desenrascar por outro lado. Depois ainda tenho que procurar sumaúma ou coisa que o valha para encher as almofadas. É uma canseira quando não se sabe onde procurar mas não se preocupem que as coisas hão-de aparecer.

Agora chegou a vez de ir ter com a mamã para coser isto tudo, que eu não percebo um chavo de costura. Sou mesmo desavergonhada a cravar favores à família aqui e ali. E então calha à minha e à do marido, coitadinhos. Mas é por uma boa causa, deixem lá. Ainda não sei ao certo qual, mas quando souber vão ser os primeiros a saber.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Arquibanco mais confortável e acolhedor

Da última vez que falei do nosso arquibanco foi para vos dizer que lhe demos um tratamento especial. Passou de um simples arquibanco cor de pinho para um arquibanco super requintado e shabby chic. O marido pintou-o de branco e usou a técnica de decoração decapê para lhe dar um acabamento cinco estrelas. Ficou mais acolhedor e fofo, mas acho que ainda pode melhorar. E se pode melhorar é por aí que vamos.

Almofada com rosas cor de rosa

Para tornar o arquibanco mais confortável a primeira ideia que salta logo à vista é um acento almofadado. E claro, montes de almofadas. Montes é como quem diz, que se forem almofadas em tamanho normal só devem caber umas duas. Por outro lado, se fizermos umas almofadas em miniatura já são meninas para caberem umas quatro ou cinco, além de ficarem infinitamente mais fofas. Aprofundando ainda mais o espírito shabby chic vejo que o que falta ainda são rendilhados, botões, pérolas e muitas rosas. Também gosto muito da ideia de usar serapilheira. Claro que é tudo muito lindo, mas nunca conseguimos fazer as coisas tão bonitas como as que vemos por aí. Pelo menos eu não consigo. Mas se calhar sou mesmo só eu que nasci com falta de jeito para estas coisas.

Castle chairAlmofada de serapilheira
Banco de jardim em ferro castanhoBanco vintage

Quanto mais pesquiso sobre shabby chic, mais fico apaixonada e completamente rendida. Parece que com os espaços decorados desta forma, seja dentro de casa ou no exterior, entramos no mundo encantado das princesas. Deve ser o meu lado romântico e infantil a vir ao de cima. Se calhar é da maternidade, não sei. Mas que me identifico a 100% com isto, identifico. Só tenho pena de não conseguir reproduzir estas ideias. Primeiro porque não tenho recursos financeiros para tal, e segundo porque não tenho espaço nem tempo para me dedicar a isso a fundo. Mas quando tiver tempo, para aí na minha próxima vida, ainda sou menina para fazer uma formação especifica em decoração shabby chic. Será que existe?

Cama reduzida a banco de jardim

Bem, com estes devaneios todos já estou a fugir do tema. Mas está decidido. Posso não conseguir tornar o nosso arquibanco assim tãaaooo fofo, mas vou dar o meu melhor para ficar mais confortável e agradável à vista. Vou comprar tecido para fazer o acento e as almofadas e pode ser que ainda consiga fazer alguns apliques. Só espero é que consiga manter isto ao nível do bom gosto e que no final não fique uma real salganhada.
Imagens de: someplaceinthyme2, My Vintage Room, Etsy, Mak & Jill.

O meu fofuxo faz anos hoje. Como isto está mau para prendas, este ano resolvi dar-lhe um miminho diferente e colocar a nossa mascote em ambiente de festa. É pouco mas é do coração. Parabéns amor!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Horta das tabuletas

As tabuletas identificadoras das culturas da nossa horta estão terminadas! Foi um ver se te avias com tanta coisa para fazer, mas com dedicação e vontade tudo se fez. Ou vá lá, quase tudo. Ainda falta envernizar duas tabuletas. De qualquer forma, foi uma autêntica maratona que o meu fofuxo fez, coitadinho.

Horta com tabuletas

A tabuleta dos espinafres já estava concluída. Seguimos o mesmo processo de construção para as tabuletas dos tomates e dos morangos. Pelo meio ainda nos deparámos com uma dúvida ao nível do português, que por pouco não deu molho. Para mim as palavras deviam ficar no plural: "Espinafres", "Morangos" e "Tomates". Para ele fazia mais sentido no singular: "Espinafre", "Morango" e "Tomate". Não gostei. Como lhe mostrei logo o meu desagrado por esta opção, ele tratou logo de arranjar outra, no mínimo invulgar: "Morangueiros", "Tomateiros" e... Espinafreiros?! Credo, valha-nos Deus! Vamos lá a descomplicar. Fica "Espinafres", "Morangos" e "Tomates" e não se fala mais nisso.

Tabuletas espinafre, morangos e tomates

O problema é que, na altura em que mostrei quem manda cá em casa, já ele tinha gravado a palavra "Espinafre" e envernizado toda a tabuleta. Diz ele que agora que está pronta já não há nada a fazer, que não pode acrescentar um "s" por cima do verniz. Cá para mim podia, mas pronto. Vou deixá-lo mandar também um bocadinho. Resultado: depois disto tudo ficámos com a maravilhosa conjugação de "Espinafre", "Morangos" e "Tomates". Muito coerente, sim senhor.

Tabuleta espinafreEspinafre
TomateirosTabuleta tomates
Tabuleta morangosMorangueiro
Rebento de morangueiro

Pronto. Temos todas as culturas dos socalcos identificadas para não haver cá enganos. Agora quando alguém vier visitar a nossa horta e perguntar o que temos plantado já podemos responder de peito cheio: "É só ler as tabuletas".

Por causa das manias, para os vasos da horta vertical não se vão repetir estas confusões gramaticais. Fica já aqui decidido que vai ser "salsa", "hortelã", "goji" e por aí fora. Não há cá "salsas" nem "hortelãs" para ninguém.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Tabuletas para a horta: construção

Depois de horas esquecidas de volta de plaquinhas de madeira e pauzinhos, o nosso construtor de serviço começou finalmente a criar as tabuletas para identificar as culturas da nossa horta. Mas antes de juntar as peças primeiro escreveu a palavra identificativa da cultura na placa de madeira. Estava eu já a dar voltas à cabeça a pensar com que material é que podíamos inscrever o nome das culturas na madeira, quando ele me descansou o espírito e me disse logo que já tem tudo pensado, sacando do ferro de soldar estanho. O que vale é que este homem tem tudo o que precisa cá em casa para desenrascar a obra, ou vá quase tudo.

Tabuleta espinafre

Ainda rabiscou num papel vários tipos de letra para avaliarmos qual ficava melhor, mas já estava tudo mais que decidido nas nossas cabeças. Para um estilo shabby chic só fazia sentido usarmos um tipo de letra clássico e escrito por nós. Nada daquelas letras gravadas com ferro todas iguaizinhas. Viva a diversidade! Fizemos um teste rápido com a nossa antiga escrita da primária, mas não gostei nada de ver a letra "f" da palavra "Espinafre" escrita da forma manual. Por isso escrevemos essa letra numa versão à máquina. Fica uma mistura, mas eu acho que resulta muito bem assim.

Ferro de soldar e tabuleta

Para ter a certeza que escrevia tudo direitinho, o fofuxo desenhou quatro linhas paralelas a lápis e escreveu a palavra "Espinafre". Foi então que chegou a hora do ferro de soldar e fiquei outra vez toda inquietada, desta vez com receio que ele derretesse algum dedo. Mas correu bem. Com a palavra escrita, e sem erros ortográficos, ele lixou a placa para ficar uniforme.

Palavra espinafre escrita na placa de madeiraPalavra espinafre inscrita na placa de madeira

Depois chegou a altura dos pauzinhos. Cortou-os à medida de maneira a fazer uma moldura em toda a volta da placa. Com cantinhos em esquadria e tudo, olhem só o pormenor. Além disso, arranjou um pauzinho para colocar ao alto por detrás da placa, com uma das pontas afiadas para ser mais fácil de espetar na terra. Colou todas as peças com cola de madeira e, para ter a certeza que secava tudo direitinho, segurou tudo com molas de estender roupa em toda a volta durante uma noite e outro tanto. Como toque final, no dia seguinte envernizou a tabuleta.

Tabuleta colada com molas em volta a pressionarTabuleta espinafre envernizada

Agora é só repetir o mesmo processo para as tabuletas dos morangos e dos tomates. Com isso teremos as culturas dos socalcos devidamente identificadas. Fica ainda a faltar identificar as culturas dos vasos da horta vertical, mas para essas não quero tabuletas espetadas na terra. Em vez disso quero umas tabuletas igualmente fofas seguradas nas argolas. Estou certa que o homem não me há-de falhar e logo magica uma forma engenhosa de o fazer.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Tabuletas para a horta: preparação da matéria-prima

Só não adivinho o euromilhões. Olha a bela da palete! Acho que enquanto as benditas paletes durarem o senhor meu esposo vai encontrar sempre utilidades para elas. Mas é bom, assim anda entretido. Mostrei-lhe as sugestões que encontrei para as tabuletas da nossa horta e ele ganhou logo inspiração. Vamos criar uns exemplares dentro do conceito shabby chic, completamente artesanais e com o nosso gosto pessoal. Estas tabuinhas e pauzinhos que aqui vêm são muito giros mas ainda deram algum trabalho ao nosso construtor de plantão.

Monte de plaquitas de madeira e pauzitos

Ora então, para criar as finas placas de madeira o engenhocas apoderou-se do torno do irmão e do serrote do padrinho, e refiou uma ripa de palete em folhas de cerca de 3mm de espessura. Muita paciência e jeitinho... Eu já só estava à espera de o ver agarrado à mão a gritar para ligar para o 112. Mas vá lá que não.

Depois procurou uns paus no monte da lenha e encontrou um ramo seco de oliveira. Pegou nele e raspou-o com uma faca para ficar com um aspecto mais uniforme e bonito. De seguida - estava eu ainda a digerir o facto de ele ter serrado uma ripa de palete com 3mm de espessura - sacou de um serrote mais maneirinho e serrou ao meio o pequeno pau. Parecia que estava mesmo a pedi-las. Mas vá lá que até tem algum jeitinho. Ainda hoje me pergunto como é que eu desencantei um marido com tanta paciência para estas coisas.

Refiar ripa de palete com um serrote
Raspar casca de um pauzito com uma facaCortar pauzito ao alto com um serrote

Bom, acho que ele já tem aqui material suficiente para criar umas placas de identificação bem jeitosinhas para a nossa horta. Agora é só juntar todas as peças. Mas bolas, tudo isto foi só para preparar a matéria-prima! Nunca pensei que a construção de umas simples tabuletas para identificar as hortícolas desse tanto trabalho. Oh paciência!