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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A perspicácia de outrora

Estive a fazer uma análise introspectiva durante uns bons quatro segundos e cheguei a uma conclusão: com o passar dos anos estou a perder aquela perspicácia que a maioria das mulheres tem de despachar vários assuntos ao mesmo tempo, principalmente nestas épocas festivas. Até há dois anos atrás conseguia fazer as compras de Natal numa hora, embrulhar os presentes noutra hora e organizar roupas e sobremesas noutra hora.

Stress nas compras de Natal

No ano passado já notei alguma dificuldade em concretizar estas tarefas. Este ano está a ser o desastre total. Ando há dias e dias a tratar disto e daquilo - até arranjei uma agenda para me organizar - e parece que falta tudo. Deve ter sido a maternidade. Acho que o cachopo me roubo a esperteza, a agilidade, a paciência, enfim quase tudo.

Mas tenho que respirar fundo e seguir para a frente. Hoje deixei o miúdo com o marido durante duas horas. Fiz uma lista do que tinha para comprar e saí confiante. Voltei com uma valente dor de pés e sem gastar um tostão. Valeu pelo exercício.

Não sei como é no resto do país mas por cá temos duas opções: ou vamos à chinesada ou a lojas que nos deixam à beira do endividamento. Além disso já há um tempo que não comprava roupa e fiquei chocada com as opções que tinha à minha disposição:

a) camisolas de lã largueironas de manga curta;
b) vestidos de cabedal ou tigresse justinhos;
c) calças justas tipo segunda pele com camisas transparentes.

Mais engraçado ainda foi ver mulheres vestidas com a opção c) a comprar a opção c). Enfim... Voltei para casa completamente frustrada e confusa e sem saber o que comprar ao nível de vestimentas natalícias. É que a família é tudo gente simples. Não me estava a apetecer nada aparecer como se fosse sair para a night à procura de engate fácil e duvidoso. Mas também não queria ter o aspecto de quem se vai sentar enroscadinha com um chá quentinho à lareira. Oh senhores...

Imagem de Travac Tours.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Saí para comprar lã. Voltei de vistas lavadas

Ontem não me atrevi a sair de casa. Viram bem o temporal que estava? Só sairia para uma urgência mesmo urgentíssima. E com tantas voltas que tinha para dar, valha-me Deus. Tiveram que ficar para hoje, querendo o referido que faça bom tempo, que os sítios onde tenho que ir estejam todos abertos ao sábado e que eu tenha tempo e boa disposição para tanta coisa.

Bom, mas na anteontem foi diferente. Anteontem saí para ir comprar lã para pompons. O marido criou a sua super máquina de fazer pompons e pronto. Deu-lhe umas ganas para fazer pompons que estava a ver que não havia lã na loja que o acalmasse. Lá saí eu disparada com um aviso de trazer pelo menos mais quatro novelos. Trouxe dois. E poupa.

Aproveitei para dar uma voltinha a pé pelas lojas do centro que já há muito que não o fazia. Reparei que muitas daquelas lojas que já deviam ter séculos foram completamente remodeladas e ficaram com um aspecto super moderno e acolhedor. Daqueles que dá vontade de entrar só para ver a disposição da loja, o brilho, os detalhes. Uma dessas lojas foi a Zara Home. Sabia que existia mas nunca tinha entrado numa. Até ontem. Tudo organizado ao ínfimo pormenor. Não havia um porta-guardanapos fora do sítio. E depois dispõem as coisas de maneira a dar ainda mais destaque às cores. Os lilases no meio dos transparentes. Os verdes no meio dos brancos. Lindo, lindo. Não comprei nada que aquilo não é bem para o meu bolso mas vi lá dois ou três pratitos para o pão que me saltaram à vista.


Agora que ando toda virada para os crochets à conta dos flocos de neve que ando a fazer para a nossa árvore de Natal, este tipo de coisas saltam-me à vista. E aquilo era mesmo crochet do puro mas depois deve ter sito banhado a uma nhanha qualquer para ficar rijo. Virei o prato para ver o preço a pensar que seria um balúrdio por ser todo feitinho à mão e tau, 3.99€. Suspeito que não deve ter sido feito à mão.

E pronto, foi o meu passeio de anteontem. Voltei para casa com dois novelos de lã, que o marido transformou em pompons em 32 segundos. Ontem e hoje dedico-me aos flocos de neve nos espacinhos que tenho das lides domésticas. Já quase que os faço de olhos fechados. Quase.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Material para almofadar o arquibanco

Disse que ia comprar tecido para o arquibanco e fui. O meu primeiro pensamento foi voltar à loja onde comprei o tecido para os vasos da horta vertical. Têm lá padrões incríveis que parecem saídos das revistas chiques de decoração de interiores. Mas tenho um pequenino problema com eles: o preço. A verdade é que só trouxe aquele tecido porque fiquei mesmo caidinha por ele e não tinha que trazer muito para forrar os vasos. Porque uma média de catorze euros o metro não é brincadeira nenhuma.

Por muito que me apetecesse trazer tudo o que era tecidos para a varanda daquela loja tive que me conter e encontrar uma alternativa. Foi aí que a minha mãe me falou de uma loja que, além de ter daqueles rolos de tecido gigantes que se vendem ao metro, também têm uma secção de vendas a retalho. Têm bocados de tecido que devem ter sobrado de algum lado e vendem-nos muito mais baratos. Quando ela me disse que encontrou um tecido de cerca de metro e meio a um euro ficou logo decidido que tinha que ir averiguar.

Tecido para as almofadas do arquibanco

Tanto averiguei que vieram de lá estes dois exemplares. Um a dois euros e o outro a três. Não se comparam com o que vi na outra loja, mas a vida é feita de escolhas e prioridades, certo? Há-de ficar um arquibanco fofinho e lindo na mesma. Vou usar o tecido verde para o acento que é mais forte e de cor lisa. O outro das flores vai para as almofadas. Com este vou ter que ter cuidado porque tanto pode fazer o conjunto ficar dentro do estilo shabby chic como mais a puxar para o piroso.

A esponja conseguia com um tio meu que é estufador. Foi só telefonar à minha tia e dar-lhe as medidas. Pouco depois já lá tinha a esponja cortadinha à minha espera. São uns fofos. Obrigada tios! Ainda tenho que encontrar um fecho para aí de trinta centímetros para poder pôr e tirar a forra do acento. A loja dos tecidos só tinha até vinte centímetros por isso vou ter que me desenrascar por outro lado. Depois ainda tenho que procurar sumaúma ou coisa que o valha para encher as almofadas. É uma canseira quando não se sabe onde procurar mas não se preocupem que as coisas hão-de aparecer.

Agora chegou a vez de ir ter com a mamã para coser isto tudo, que eu não percebo um chavo de costura. Sou mesmo desavergonhada a cravar favores à família aqui e ali. E então calha à minha e à do marido, coitadinhos. Mas é por uma boa causa, deixem lá. Ainda não sei ao certo qual, mas quando souber vão ser os primeiros a saber.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Planeamento da horta vertical

O espaço ocupado na horizontal para cultivar já está dentro dos 0,75 metros quadrados que foram destinados à horta. Portanto agora temos que subir paredes, que é como quem diz, temos que começar a pensar na horta numa perspectiva vertical. A nossa ideia é fixar de alguma forma nove vasos todos iguais decorados com tecido com um padrão que acho que se enquadra no estilo shabby chic. Podíamos esburacar a parede toda e agarrar lá os nove vasos e pronto, mas isso ia ficar um bocado para o pobrezito e fora do conceito. Em vez disso o homem vai construir uma estrutura qualquer para suportar os vasos na vertical, toda bonitinha, dentro do do conceito de decoração shabby chic, naturalmente.

Inspiração para a horta vertical

Um destes dias chega-me o marido a casa a dizer que teve uma ideia espectacular para a horta vertical. Acho que na altura ele tinha ido ao pão. Pus-me a pensar o que raio ele terá visto na padaria para ter uma ideia para a horta. Mas afinal não foi na padaria. Foi no caminho para casa. A imagem da direita é de uma casa abandonada por onde passamos quase todos os dias, mas sinceramente ainda não me tinha dado ao trabalho de olhar para ela com olhos de ver.

Ele olhou para aqueles painéis - que nem sei bem de que material são - e para a estrutura à volta. Rodou esta imagem mentalmente para ficar na vertical, imaginou os nove vasos agarrados ao painel em filas de três e temos estrutura. Claro que isto de ter a ideia até passar a realidade ainda vão uns quantos passos. Mas a ideia já cá está. Isto depois tudo em branquinho e decapê... Ui, ui, um mimo!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Olha o arquibanco fresquinho!

Há coisa de duas semanas, estava eu na fase de arquitectura dos vários espaços que quero na varanda, quando percebi que precisamos de uma zona de arrumos para as tralhas todas que uma horta e um jardim implicam. Nessa altura surgiu-me a ideia de usar um arquibanco para ter lugares sentados na varanda e ao mesmo tempo uma forma de arrumar tudo. Deixei este pensamento a marinar mas, agora que temos cá muitas coisinhas boas, como sacos de argila expandida e de cocó de cavalo, acho que estava mais do que na altura de tomar providencias.

Bancada na feira de trabalhos em madeira

Bastou descer a rua e entrar na feira semanal cá da zona que demos logo com isto. Um autêntico buffet para quem procura artigos de madeira trabalhados à mão, uns mais rústicos que outros, mas sempre a trazer-nos memórias de há dez ou vinte anos.

Arquibanco de madeira comprado na feira

Assim que nos aproximámos demos de caras com este menino e foi amor à primeira vista. Tem espaço para tudo, dois lugares sentados e acabamentos que vão ficar a matar na nossa decoração Shabby Chic. Já estou a imaginá-lo todo branquinho... Aiii...

Para não variar, vou deixar a parte menos fofa para o marido. Aquela parte de lixar, pintar e quiçá envernizar esta ternura. Eu vou ficar a contar os dias que faltam para ver todos os utensílios, substratos e outros demais bem arrumadinhos no nosso novo arquibanco.

Tchii, as voltas que a vida dá, agora sou dona de um arquibanco.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Os aprendizes de agricultor foram às compras

Argila expandida, estrume de cavalo e substrato universal

Este fim-de-semana tomámos uma decisão. Estamos no início de Setembro e temos mesmo que plantar qualquer coisinha senão corremos o risco de já só vermos alguma coisa verde na varanda para o ano que vem. Então, decidimos comprar tudo o que é preciso para iniciar a plantação. Seja ela do que for. Pesquisando um bocadito, que nós não pescamos grande coisa disto, percebemos que precisávamos de argila expandida, substrato orgânico e manta de drenagem. Isto tendo em conta que os vasos, a água e as primeiras sementes já temos.

Estávamos os dois a olhar para a lista antes de sairmos para as compras e o marido dá um ar da sua graça.
- Olha, falta aí uma coisa na lista.
- Então? Alguma coisa importante?
- Super importante! Bosta de cavalo!
- Oi? Tu disseste cócó de cavalo ou ouvi mal?
- Sim, bosta de cavalo! Foi a minha tia que disse para pôr. Vai fazer as plantações crescerem que é um amor.
Oh meu Deus! Nunca em tempo algum da minha vida eu imaginei que um dia iria sair de casa para comprar cócó de cavalo. Nos meus melhores sonhos já me imaginei a sair para ir comprar uns Louboutin ou umas Gucci, mas não estava minimamente preparada para isto. São estas coisas que nos fazem acordar para a realidade. Nunca sabemos o que nos espera no dia de amanhã.

Recompus-me do choque, acrescentei o dito à lista e fomos às compras. Na primeira loja encontrámos a argila e o substrato. Fora da lista, o homem ainda aproveitou para comprar um pulverizador e uma lixadeira manual. Ficou a faltar a manta de drenagem e o estrume. Perguntámos a um dos funcionários pela manta.
- Ah, já sei o que você quer. Nós usamos isso para pôr debaixo das nossas plantas mas não temos para venda.
Ok! Partimos para uma segunda loja que nos fora indicada. Encontrámos o cócó de cavalo que surpreendentemente, pelo menos para mim, se vende em pacotes de 10 litros e não cheira mal, diz o marido que eu não me atrevi a chegar perto. A manta, nem vê-la. Voltámos a perguntar por ela.
- Ah, já sei o que você quer. Nós usamos isso para pôr debaixo das nossas plantas mas não temos para venda.
Pronto! Viemos embora sem manta. Os nossos pais também plantam batatas sem essas mariquices das mantas e das argilas por isso alguma coisa  há-de dar.

Semente de espinafre Semente de salsa

Em relação às sementes, para começar já temos de espinafre e de salsa por isso agora é só pôr mãos à plantação. Estou agora aqui a pensar... O homem esqueceu-se de comprar luvas para mexer no estrume... Blhec!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Encontrei de tudo, menos o que procurava

Feira de velharias
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Este fim-de-semana houve feira de velharias cá na terra. Costumava ser num espacinho pequeno junto a uma fonte e agora já ocupa quase todo o centro histórico da cidade. Deve ser da crise...

Já sabíamos que esta feira existia à muito mas nunca tínhamos lá ido. Desta vez, com o pretexto de que precisávamos de coisas para a varanda, aproveitámos para ir passear e para conhecer a feira. Colocámos o miúdo no marsupio e ala que se faz tarde!

De todos os artigos que eu gostava de lá encontrar, o principal era uma estrutura em ferro de um qualquer portão, varandim ou outro que pudesse servir de suporte rectangular para colocar os vasos na vertical agarrados a uma das paredes da varanda. Saiu furado... A única coisa semelhante que vi foi um artefacto de ferro que formava um quadrado e com o desenho de um vaso no meio. O marido ainda conseguiu pôr a imaginação a funcionar e visualizar ali mais outro bocado de ferro soldado para dar continuação ao trabalhado daquele... mas eu não...

Vimos muitas garrafas de vidro antigas, caldeirões, acordeões, gira-discos, moedas, serviços de chá, enfim, de tudo um pouco, menos aquilo em que eu ia com ela fisgada. Vimos muita gente boa e simpática e dois ou três que devem ter acordado com os pés de fora. Vimos gente que nos dizia para tirarmos as fotos que quiséssemos - "Ai é para um blog? Olhe este é o meu contacto, até agradeço!" - e gente que nos pedia cinco euros por foto...

Isto não há nada como sair de casa para ver as coisas boas deste mundo! Viemos para casa de mãos a abanar mas vimos que há muita coisa engraçada nestas feiras e sobretudo vimos que há pessoas que guardam verdadeiras relíquias em casa.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Vasos há muitos!

Conjunto de vasos de lata com uma decoração tipo Shabby Chic

Para avançarmos com o projecto decidimos que o próximo passo seria dedicarmo-nos a ver o que existe por aí em termos de vasos, floreiras e outros que tais. Como o tempo é escasso aproveitamos todos os bocadinhos para fazermos prospecção e ver o que os espaços comerciais têm para nos oferecer.

Numa das viagens para casa dos sogros lembrámo-nos de ir parando pelo caminho sempre que víssemos qualquer coisa que nos chamasse a atenção. Passámos por casas que fabricam os vasos e que têm venda ao público, estufas e comércios para jardim. Basicamente, uma viagem que costuma demorar 45 minutos ficou em 2 horas, mas valeu a pena!

Num dos sítios que parámos explicámos à senhora que a nossa ideia era ter vasinhos mais para o pequeno para colocar as ervas aromáticas e que gostávamos de os pendurar na parede de alguma forma. Peguei num vaso que gostei, simples e de linhas direitas, e vai a senhora:

- Ai menina, esse vasinho não lhe dá para nada! O que você precisa é de um assim...

E saca de um matacão de alguns 3 quilos todo cheio de rococós.

- 'Tá a ver? Este já trás dois buracos atrás para prender à parede e fica com muito mais espaço para plantar. 

Mas você acha que eu vou plantar um batatal na varanda e ainda por cima pendurado na parede?! - pensei eu, mas respondi-lhe só:

- Estava a pensar mais num destes para começar, depois se resultar vimos buscar mais iguais.

A última paragem foi numa estufa que também tem a parte de utensílios e decoração e ficámos fãs. Têm muitos artigos que encaixam no estilo que idealizámos e fofinhos que só eles. Assim de repente já antevejo várias idas e vindas de lá para trazer muita coisa ao nível de decoração e de plantio.

Agora, estamos ainda mais confiantes que um ambiente com design shabby chic será o ideal para a nossa varanda e para nós. Vamos a ver se nos desenrascamos e conseguimos concretizar o que temos na cabeça...