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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Parabéns Miúdo (Parte II)

Ora viva pessoal! A segunda parte da festa de aniversário do miúdo foi de arromba. Os festejos foram de tal ordem que ainda estamos a recuperar da fanfarra. Portanto vamos dar por terminada a festa que a horta tem muitas novidades.

Miúdo montado no comboiozinho

Mesmo em crise a avó fez questão de oferecer ao netinho um brinquedo novo, um pequeno comboio para ele cavalgar. Podia ter sido uma aranha, mas como dizem que isso não é muito recomendável, porque atrasa o andar do miúdo, é perigoso, etc e tal, a avó escolheu um brinquedo mais indicado para a fase de transição de gatinhar para andar. Entretanto o miúdo já dominou o veículo e para orgulho do pai já saca cavalinho e tudo.

Quando ele está montado no seu comboiozinho adoro por-lhe uma bola de futebol à frente. Ele sorri, finca os pés no chão, dá dois empurrões fortes e avança a toda a velocidade em direção à bola até que pumba... A bola sai disparada ele solta uma ou duas gargalhadas e eu parto-me a rir com ele.

Miúdo com a mão esticada para roubar um morango do bolo Bolo de aniversário com a imagem do UKI

Quanto ao bolo de aniversário, desta vez foi um bocadinho maior e teve direito a uma imagem do UKI, os desenhos animados que parece que mais lhe despertam o interesse. Digo parece porque ele não é miúdo de passar muito tempo agarrado à televisão a ver bonecos, por isso na altura de escolhermos uma imagem para o bolo deixámos-lo escolher. Pois entre toda a bonecada que ele viu a imagem do UKI foi a única à qual ele reagiu com entusiasmo. A reação foi tão engraçada que folheámos várias vezes o catálogo para termos a certeza, e sempre que aparecia o UKI ele apontava o dedo e exclamava: uh! uh!

E pronto, com isto damos finalmente por terminada a festa do primeiro aniversário do miúdo. Quanto ao blog, infelizmente a Fofuxa está um bocado cansada da brincadeira. Portanto a partir de agora terei que ser eu, que nunca gostei de ler nem escrever, a por Uma vaca na varanda a mexer novamente. Vai ser certamente um desafio mas espero estar à altura. Até breve.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Parabéns Miúdo (Parte I)

Na segunda-feira o nosso menino fez um aninho de vida. Até parece mentira. Se me concentrar bem acho que ainda sinto aqui uma dorzita em cima de uma pontada. Passei o dia a relembrar onde é que eu estava há um ano atrás e o que estava a sentir. Ao nível de sentimentos e de dores. E o tempo que estava? Há um ano atrás estava um sol espetacular e esta semana tem sido o que se vê.

Parabéns Miúdo

Nunca fomos muito dados a grandes festas. Mas um marco destes não podia passar em branco. Por isso convidámos só a família e os amigos mais próximos para comemorarmos o primeiro aniversário do nosso pequerrucho. Neste caso só a família do meu lado.

Foi só um jantar simples e depois um bolinho com respetivo «Parabéns a você». O miúdo quando se viu com o bolo à frente tratou logo de averiguar ao que é que sabia. Tivemos que cantar os parabéns a correr ou teríamos que comer o bolo das nossas próprias roupas. Foi muito divertido.

Acredito que o nosso bebé teve um primeiro ano de vida muito feliz e faço tudo, todos os dias, para que continue a ser assim. Por vezes sentimo-nos cansados e sem paciência nenhuma, mas depois ele lança-nos um dos seus sorrisos à estrela de cinema e passa tudo.

Amanhã temos a 2ª parte da festa de aniversário, agora com a família do lado dele.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Resoluções para 2013

Credo! Três posts seguidos escritos pelo Bob?! Já achavam que ele tinha assambarcado aqui o pedaço, hein? Nada disso, tenho andado um bocado atarefada mas já estou de volta. E cheia de força para o novo ano que aí vem.

Bom ano de uma vaca na varanda

Chegámos ao último dia de 2012. Muita coisa aconteceu neste ano, como em todos os outros de resto. Para Portugal foi um ano para esquecer, mas ao mesmo tempo serviu para vermos o quanto os portugueses são unidos e solidários. Para muitos era o ano do fim dos tempos, que afinal não foi. Para a nossa família foi o melhor ano de sempre. Nasceu o nosso bem mais precioso e tudo mudou. Agora vivemos em função da sua e nossa felicidade. Já o fazíamos antes, mas agora parece que cada dia é uma dádiva e cada sorriso, nosso e dele, é especial.

Não costumo ser daquelas pessoas que chegam ao fim do ano e fazem a revisão do que correu bem e do que podia ter sido melhor. Nem de fazer uma lista das suas resoluções para o próximo ano. Vivo mais um dia de cada vez do que um ano de cada vez. Mas, como tudo tem uma excepção, este ano vou fazer a minha lista de resoluções para 2013. Não deve ser grande coisa comparada com as listas de quem já faz isto há anos com uma perna às costas, mas tenho que começar por algum lado.

Primeiro o básico, que deve constar de muitas listas:
  • Em 2013 vou fazer mais exercício
    Esta é fácil de concretizar. Basta fazer algo mais do que subir as escadas do prédio. Um abdominalzito bastava. Mas quero ver se consigo manter uma rotina. Não precisa de ser diária nem durar uma hora, mas que seja uma rotina que me ponha os ossos a mexer.
  • Em 2013 vou beber mais água e comer mais fruta
    A água a mim não me sabe a nada e a fruta é um bocado insossa e fria. Mas sei que só me vai fazer bem e já sou uma menina crescidinha para fazer o que tem que ser feito.
Agora algo mais específico para a minha condição (e que deve constar da lista de muitas pré-adolescentes):
  • Em 2013 vou aprender a andar de saltos altos
    Até ando em saltos de dois ou três centímetros, mas mais que isso já se torna complicado. Comprei os meus primeiros saltos de dez centímetros para um casamento este ano. Só os usei nesse dia e só durante a cerimónia. O resto do tempo usei sapatos rasteirinhos que com um bebé de dois meses na altura não podia arriscar a estatelar-me. Por isso, este ano vou ganhar coragem, e ensaiar muito para ter a confiança necessária para andar na rua de saltos altos e principalmente com uma boa postura.
  • Em 2013 vou aprender a fazer bolos
    É triste mas é verdade. Não sei fazer bolos que cresçam. Já tentei de tudo: carregar-lhe no fermento, bater a massa bastante, bater muito pouco, pôr o forno mais quente, o forno menos quente. Nada resulta. Vou pesquisar bastante, perguntar às cozinheiras da família e fazer muitas experiências. Hei-de chegar ao fim do ano com bolos de fazer inveja.
Para o fim deixo algo mais difícil de concretizar.
  • Em 2013 vou usar acessórios e maquilhagem
    Sou daquelas que com uma camisa e umas calças de ganga estou pronta a sair de casa. Sempre fui assim. Sou capaz de pôr uns brincos e passar um rímel quando o rei faz anos. Mas agora que estou definitivamente nos trinta isto tem que mudar. Não vai ser fácil. Penso sempre no tempo que não tenho e que é necessário para estas coisas. Mas vou-me esforçar.
Outra coisa que me lembrei de fazer para 2013 é, além de vir cá contar as novidades da nossa horta e da nossa família, todos os dias escolher uma palavra que defina como foi o meu dia ou o meu estado de espírito nesse dia e partilhá-la convosco.

Com ou sem listas a minha prioridade para o próximo ano e os seguintes vai ser dar todos os mimos do mundo ao nosso bebé e educá-lo o melhor que posso e sei.

Uma vaca na varanda deseja a todos um bom 2013, se possível muito melhor que 2012, senão, pelo menos que não seja pior. Um grande bem-haja para todos e até para o ano.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Não vi só a salsa crescer

Ora viva pessoal! Sobre o aniversário da minha mais que tudo, efectivamente não coloquei nada alusivo à data neste espaço. Contudo não me esqueci do dia! Logo pela manhã dei-lhe os parabéns e dei-lhe um beijinho. Para que saibam, depois da gracinha que a Fofuxa fez no blogue no dia do meu aniversário eu tentei engendrar qualquer coisa.
- Amor, o que é que tu queres para o teu aniversário?
- Oh! Não é preciso nada amor.
- Eh! nada?! É sempre assim.
- Pronto! Uns beijinhos chega.
Porreiro, uns beijinhos será! Mas mesmo assim ainda me lembrei de uma surpresa muito fixe. O problema é que não apontei logo o que era e esqueci-me. É pá, mas era mesmo muito fixe. Ainda tentei lembrar-me até ao dia do aniversário dela mas nada. Para tentar remediar a coisa, no dia anterior ainda aceitei a sugestão de uma colega nossa e preparei-me para lhe oferecer uma flor. À falta de melhor, uma flor resulta sempre como uma prenda, certo? No dia até tive que sair para tratar de uns assuntos, por isso tinha tudo para resultar. Porém saí de casa com a ideia na cabeça, tratei dos assuntos que tinha a tratar e na volta... esqueci-me da flor. Nisto dei-lhe apenas uns beijinhos. No momento ela estava a comer chocolate e respondeu-me que o chocolate era melhor. Como bom marido que sou, deixei-a saborear o chocolate em paz e fui à minha vidinha, como a tartaruguinha.

Aniversário à parte, que fique também claro que nestes dias não tratei só da horta e vi a salsa crescer. Apesar de ser apologista de dar chocolates a todos pelo Natal, ajudei a mulher num embrulho especial, o da minha afilhada. A minha querida esposa teve a ideia de arranjar uma caixinha toda gira para colocar uma nota dentro - sim uma nota, para mim é a melhor prenda que se pode dar, quem recebe compra o que quiser, nunca dá stresses - mas não encontrámos nada, por isso eu predispus-me a fazer uma, ou melhor, a decorar uma. Apesar de que para mim um envelope chegava muito bem.

Caixinha de madeira decorada com tecido

Comprámos uma caixinha de madeira sem qualquer tratamento que decorei com tecido, da mesma forma que os vasos pequenos da horta vertical. Comecei por pintar a caixinha de branco com tinta para parede e deixei secar umas duas a três horas. Depois lixei o interior da caixa para lhe dar um toque shabby chic e forrei o exterior com tecido. Para a tampa escolhemos um tecido de cor avermelhada com desenhos de coroas em branco, e para a caixa um tecido com um tom creme com umas bolinhas mais acastanhadas. O verniz cola levou mais duas ou três horas a secar. No final aparafusei os apliques metálicos que tinha retirado para pintar.

Caixinha pintada de branco por cima do tecido decorativoCaixinha aberta com o presente dentro

Todo o trabalho foi feito num dia, ainda pensei deixar a secar para o dia seguinte mas a mulher gritou-me que não podia ser. Só percebi o porquê de tanta pressa às 12h do dia seguinte quando ela me disse que às 12h30 tínhamos almoço marcado com os pais dela.

Sobre o stress da mulher com a roupa, não comento. Só digo que não me importo nada de acompanhá-la às compras um dia inteiro e que gosto de a ver experimentar roupa. Neste ponto acho que eu é que sou a gaja e ela o gajo. Uma hora a experimentar roupa e farta-se. Já eu dá-me um gozo tremendo entrar numa loja, pedir todas as opiniões e mais algumas às senhoras, experimentar toda a roupa ao ponto de deixar a loja numa balburdia e, no final, não comprar nada.

Enfim, o Natal já lá vai e o miúdo delirou com as prendas. Foi uma risada vê-lo todo doido sem saber para onde se virar. Realmente com crianças o Natal tem outro sentido.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O que tenho andado a fazer

Cucu! Pensavam que tinhamos fugido? Na-na-ni-na! Aqui estou eu para vos fazer o ponto de situação e trazer-vos novidades diversas desde a última vez.

O meu aniversário

Na sexta-feira, dia 21, fiz anos. Quantos não interessa. Vocês deram por ela? Não?! E sabem porquê? Porque ao contrário do que eu fiz no seu aniversário, o meu querido esposo não se dignou a fazer a mais pálida alusão ao meu aniversário aqui no nosso blogue. É que não receber um presente dele já estou habituada. Nem me levar a jantar, nem nada dessas "mariquises". Eh pá, mas escrever uma frasezita de parabéns era o mínimo. Enfim, homens. Foi isso e o fim do mundo. O raio dos Maias tinham que acertar no dia para que as pessoas dessem mais importância a isso do que ao meu aniversário. E depois, cúmulo dos cúmulos, afinal não aconteceu nada. Inadmissível.

O sábado de Natal


Árvore de Natal com as prendasEmbrulho de natal

Um caos. Passei o dia a correr de loja em loja para comprar as últimas prendas sem fazer a mínima do que comprar. Eram as horas a passar e o stress a aumentar. Depois foi embrulhar tudo, distribuir por sacos conforme as famílias e fazer as malas para ir passar o Natal com a família do marido no dia seguinte. Queria fazer uns doces para levar. Era o fazias. Comprei um bolo mármore e uma tarde de maçã e está feito. Pode ser que não dêem pela embalagem de plástico e pensem que é tudo caseirinho. Deves. No pânico era eu para o marido:
- Olha, podes fazer isto?
- Faço amanhã.
- Olha, podes arrumar aquilo?
- Arrumo amanhã.

O dia seguinte


Salsa a crescer

Domingo de Natal de manhã. Temos uma festa de aniversário do nosso priminho mais novo antes de partir para a terra do maridinho. Antes disso, almoço em casa dos meus pais. O universo inteiro sabia que íamos almoçar em casa dos meus pais. O meu marido não. Eu corro para terminar as malas. Corro para preparar o cachopo. O marido rega a horta. Corro para fazer o almoço dele para levar. O marido olha para a salsa a crescer. Corro. O marido vê o almoço do miúdo na lancheira.
- Vamos almoçar a algum lado?
- ...
- É que vi ali as taças com o almoço do menino...
- VAMOS! A CASA DOS MEUS PAIS!
- Aaah bom, já podias ter dito! Ando eu aqui descansadinho...
Corro para levar as malas, as prendas, as papas, os brinquedos, as tralhas para o carro. O carro está a andar. Respiro. Chego a casa dos meus pais. Esqueci-me de casaco, pijama e items vários para mim. Enquanto o miúdo fica a brincar com os avós e a tia voltamos a casa. Fomos para a festa. Estava tudo tão espectacular que só estou à espera que a mamã do bebé coloque tudo no seu Chocolate Morno para tirar as ideias. Jantámos já em casa dos sogros.

A vestimenta de Natal

Este ano é que vai ser. Este ano é que vou usar qualquer coisa bonita e elegante no dia de Natal. Sendo a pessoa mais anti-compras-de-roupa-especialmente-em-épocas-festivas porque me faz espécie estar a olhar para aquilo tudo sem fazer a mínima do que me fica bem, deixei para a última. Fui no sábado. Corri o shopping de uma ponta a outra e acabei por comprar UMA CAMISA na Pull and Bear. Desvantagens da camisa detectadas no dia de Natal: fios prateados que se desprendem ao mínimo movimento, brilhantes nos ombros muito atractivos para um miúdo de nove meses. Quando for à máquina de lavar acho que vai ser a loucura.

Dia seguinte ao Natal (Hoje)


Prendas de Natal

O miúdo não fez mais nada o dia todo senão dormir. Com breves paragens para mudança de fralda e alimentação. Coitadinho. Nunca se negou à brincadeira estes dias todos. Agora tem que carregar as baterias. Eu não fiz mais nada senão tornar a casa novamente transitável. O marido foi tratar da horta que esteve três dias sem manutenção. Já temos uma data de novidades da horta para vos contar, mas fica para os próximos dias.

Podia falar-vos da maratona de Lego até às tantas, nas compras de ultíssima hora de segunda-feira ou na música que foi o hit deste Natal, mas isto já vai longo. O importante é que passámos estes dias com a família com muitos momentos de alegria e com o nosso piolhinho sempre bem disposto. E isso é o que interessa.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Árvore de Natal? Check!

Já está! Temos a nossa árvore de Natal feita em casa com materiais reutilizáveis pronta. Também a oito dias do Natal e a quatro do fim do mundo acho que já estava mais do que na hora de dar esta tarefa por concluída.

Árvore de Natal com paletes com luzesÁrvore de Natal com paletes

Como vos falei fiz uma espécie de sininhos vanguardistas com cápsulas nespresso já usadas. Só quando a minha irmã me veio ajudar é que percebi que estava a fazê-los só da forma mais difícil que podia. Enquanto eu fazia um ela fez três. Um espectáculo. Os pompons ficaram a cargo do marido que, depois que criou uma máquina de fazer pompons, fez para aí uns 32 em 32 segundos. Foi uma boa média. Só eu é que demorei mais nos flocos de neve em crochet. Mas acho que ficaram muito fofos e que dão brilho à árvore.

Sinos com cápsulas nespresso Pompom de lã na árvore de NatalFloco de neve em crochet

Agora mesmo à última da hora fui comprar uma luzinhas de Natal - que apanhei com o bónus de 30% de desconto - e o resultado é este. Para a nossa primeira árvore de Natal alternativa e amiga do ambiente acho que não nos saímos nada mal. Mesmo assim já consigo ver pelo menos um aspecto em que pode melhorar. Imaginem só esta árvore toda ela em branquinho mesmo ao estilo shabby chic. Vai parecer saída de um catálogo. Mas vai ter que ficar para o Natal 2013 que para este já não temos tempo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A nossa primeira árvore de Natal

Uma semana depois de nos propormos a construir a nossa própria árvore de Natal com materiais reutilizáveis, cá está ela. O nosso mais recente motivo de orgulho. O marido precisou de quatro dias enfiado na oficina do irmão, mas está feita. Bem, também não foram bem os quatro dias, foram mais umas horitas aqui e ali. Na verdade o marido até atingiu o objectivo bem mais depressa do que eu esperava. Está de parabéns.

Peças da árvore de natal

Estão perante vós um suporte com rodas, vinte rodelas, quarenta ripas e um cone para o topo. Tudo isto feito com ripas de paletes reaproveitadas e umas rodas que o meu cunhado nos empresta-deu. Pelas minhas contas, o construtor deve ter usado metade do tempo a cortar a ripas - o que lhe valeu foi a serra eléctrica do padrinho - e a outra metade a lixá-las de maneira a ficarem com este acabamento espectacular. É que até arredondou as pontas das ripas e tudo.

Árvore de natal - estilo plano.Árvore de natal - estilo espiral.Árvore de natal - estilo entrelaçado.

Depois foi só montar o puzzle e escolher o estilo que mais nos agradasse. Plano, em espiral ou entrelaçado. Optámos pelo entrelaçado que é o mais tradicional. Agora vou continuar com a produção em série de pompons, sininhos e flocos de neve. Por falar em pompons, lembram-se que o marido se dedicou a essa parte dos enfeites? Eu expliquei-lhe como faço com dois cartões em forma de círculo e ele pôs mãos à obra. Fez dois. Depois disse que dá muito trabalho e que ia construir uma máquina para fazer pompons em série. Pensei logo: pronto, vai passar o dia nisto e no final vou ter que ser eu a fazer os pompons. Mas vá lá que não. Passado um bocado apareceu-me com o berbequim, um bocado de madeira e uns pauzitos. Foi vê-lo a enrolar a lã na engenhoca e a fazer pompons como se não houvesse amanhã.

Máquina de fazer pompons

Entretanto a minha maninha também me veio dar uma mãozinha para fazer os sininhos. O crochet é que tem que ser mesmo comigo. Tenho cinco flocos feitos até agora. Vou fazer os que puder até ao Natal. Não tarda nada já mostro como está a ficar a decoração. Me aguardem. Ainda queria ver se desencantava um manual para fazer um anjinho em crochet para o topo, mas acho que o tempo já não vai chegar para tanto. Não parece nada bem andar a pendurar enfeites na noite de Natal, certo?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Atarefados com os enfeites de Natal

Se fizessem um top 10 dos maridos mais qualificados para a bricolage e desenrascanços em geral, o meu estava lá chapadinho. Querem um pão com manteiga? Ele faz. Querem uma réplica da torre Eiffel? Ele faz. Querem uma árvore de Natal super fashion com um toque shabby chic à base de material reutilizável? Ele faz. E fez tão bem, benza-o Deus. Neste momento ele está a tratar do último pormenor: os furos para pendurar os enfeites. A revelação da nossa árvore fica em suspense mais um bocadinho.

Enfeites de natal caseiros

Hoje venho contar-vos os meus progressos ao nível dos enfeites de Natal feitos por moi-même. Como já vos contei, a minha ideia base era usar três materiais diferentes: cápsulas de café Nespresso, lã para fazer pompons e cartão para fazer flocos de neve. Entretanto fui procurando por outras ideias e resolvi substituir os flocos de cartão por flocos de crochet. Quem diria que nesta fase da minha vida me iria dedicar ao crochet? Descobri uma senhora que tem um canal no Youtube com trabalhos espectaculares em crochet e com explicações mesmo muito boas, o que convém para uma leiga no assunto como eu. Já fiz três flocos de neve como este.

Com as cápsulas Nespresso vou fazer uns quantos ornamentos como o apresentado na imagem. Foi só retirar o café, furar o topo com uma agulha e passar a fita que já tinha cá em casa de outras andanças. Os pompons tentei fazer com uns restos de lã que a minha mãe tem, mas a lã é muito fina, os pompons não ficaram com o efeito fofinho que devem ter. Por isso comprei dois novelos de lã, amarela e vermelha. Entretanto o marido viu-me tão atarefada com as cápsulas e o crochet que se ofereceu para fazer os pompons. Diz que já tem experiência de quando fez os pompons do curso para colocar na capa do traje académico. E olhem só que bem que ficaram. Eu não disse? O meu homem tanto num minuto está a cortar e a lixar ripas de paletes como no outro está a fazer pompons. Um amor.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Enfeites de Natal caseiros

Sinos de natal (cápsulas Nespresso)

Enquanto o marido se ocupa dos cálculos, cortes e montagem da árvore eu vou ocupar-me das decorações igualmente amigas do ambiente. As cápsulas do cafezinho Nespresso que bebo todos os dias são super fofas e já há um tempo que andava a ficar com dó de as pôr no lixo. Descobri que há quem as use como sinos na árvore de Natal e ficam lindas. Para a nossa árvore estou a pensar fazer algo um pouco mais elaborado com a criação de peças decorativas com mais de uma cápsula. Vai ser mais uma experiência.

Bolas de Natal (enfeites de papel)

Depois encontrei umas bolinhas feitas com aproveitamentos de cartolinas que também são fofinhas. Mas não tenho assim tanta cartolina para aproveitar e ainda é coisa para dar algum trabalho. Foi aí que me lembrei dos pompons de lã que fazia imenso na minha infância. Já não me lembro ao certo como se fazem mas já sondei a minha maninha e parece que ela tem a memória mais fresca. Estou a contar com a memória dela e os restos de novelos lã da nossa mãe para ter bolinhas de Natal na nossa árvore.

Amendoins boneco de neve

Encontrei também uns bonequinhos de neve feitos de amendoins muito engraçados. Quando entrei na página ainda pensei que fosse apresentado um manual passo a passo de como fazer. Qual não é o meu espanto quando vejo que afinal podemos encomendar três amendoins natalícios pela módica quantia de 16,50 dólares mais portes de envio. Credo!

Bem, entre paletes, cápsulas Nespresso, pompons de lã e um ou outro floco de neve feito de cartão havemos de fazer a árvore mais bonita do mundo. Pelo menos para nós. Vai ser feita com todo o amor e carinho do mundo. Já estou a imaginar a reacção do nosso mais-que-tudo quando a vir. Vai ser giro.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Natal faça você mesmo

É oficial. Vou entrar em modo natalício. Não é que me apeteça muito, que isto de preparar decorações e pensar em presentes é uma trabalheira. E vá lá que a parte de organizar os almoços e os jantares de Natal, por enquanto não são comigo. Como passamos sempre estas festividades em casa dos pais ou dos sogros nunca fico com a responsabilidade máxima, só tenho que dar uma mãozinha.

Árvore de Natal

Cá em casa as decorações natalícias têm sido zero. Primeiro porque só para nós os dois não vale a pena; segundo porque temos gostos muito diferentes e acabaria por sobrar tudo para mim; Por último porque depois quem é que desmontava a árvore? Mas este ano vai ser diferente. Temos o nosso bebecas e quero incutir-lhe o espírito natalício desde pequeno. Claro que sem grandes avarias que nunca fomos disso. Só qualquer coisinha para fazer lembrar a quadra.

A minha primeira ideia foi ir à loja mais próxima dos trezentos ou dos chineses comprar uma árvore de plástico, para aí com um 1 metro e 20 de altura, umas quantas fitas, bolas e luzes e está feito. Mas como o marido até está de férias e até gosta de um bom desafio, lembrei-me de algo diferente, mais barato e, se tudo correr bem, mais bonito. Vamos fazer a nossa árvore de Natal com materiais reutilizáveis. Eu sei que a ideia não é nova. Mas é a nossa árvore, com os nossos materiais, por isso de certeza que vai ficar diferente de qualquer outra que se veja por aí.

O primeiro material reutilizável que nos veio à ideia foi - adivinhei lá - paletes. Isto para fazer a estrutura principal da árvore. Uma breve pesquisa e dei com a One Two Tree. Lendo por alto é um projecto criado por uma família como qualquer outra que quis fazer uma árvore de Natal diferente. Inspirados nesta ideia, também vamos fazer a nossa recorrendo às já familiares ripas de paletes. Vamos lá ver o que vai dar.

Imagem de Good-wallpapers.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fiz um bolo com hortelã. Medo!

Como sou uma pessoa super altruísta e para lá de fixe, o post de hoje serve única e exclusivamente para se rirem um bocadinho às minhas custas. Mas vejam lá, não abusem ok?

Na passada quarta-feira o marido festejou mais um aniversário. Estando a coisa negra para prendas ou jantares românticos resolvi ir pelo mais prático e caseirinho: aventurei-me a fazer um bolo de aniversário. Mas não um bolo qualquer. Sendo eu agora uma agricultora de varanda, achei que fazia todo o sentido confeccionar um bolo que englobasse uma qualquer erva aromática. Infelizmente ainda não posso usar nada da nossa horta que está tudo ainda muito pequenino. Para além disso, agora com o Inverno murchou tudo. Não sei se tão cedo aquilo vai arrebitar. Mas esperem lá, ainda não há hortelã às mãos cheias na nossa horta mas há no quintal dos paizinhos! Então, na loucura, avancei com a ideia, pesquisei na Internet e encontrei uma receita de bolo mármore de menta e chocolate que me pareceu muito boa. O bolo fica todo cor de chocolate e com uma bonita camada verde-hortelã no meio. Ficou parecido, não ficou?

Bolo de chocolate e hortelã

Claro que estas coisas têm sempre mais piada se forem surpresa. Telefonei à minha mãe no domingo de manhã para que quando lá fossemos à noite ela me desse um raminho de hortelã, assim despercebidamente. Embora a hortelã tenha um cheiro super activo, o marido não deu por nada. Quando cheguei a casa escondi a erva no frigorífico, por detrás da caixa da alface, e a dita passou despercebida.

Ingredientes

Na quarta-feira ele veio almoçar a casa e assim que saiu pus mãos à obra. As horas passaram a correr. Comecei por reunir os ingredientes todos que precisava e, sob a supervisão do pioninhas, segui a receita direitinho. Coitadinho, deve ter pensado "mas o que raio é que ela se lembrou de inventar desta vez?".

Blocos de chocolateChocolate derretido

Enquanto juntei os ingredientes da base, a coisa correu bem. As dificuldades vieram depois, quando tive que separar a massa em duas porções: uma maior onde se junta o chocolate derretido e outra menor onde se junta xarope de hortelã. Oi? Xarope de hortelã? Quando li a receita na diagonal vi que levava hortelã e pronto. Resultado: pus-me a inventar. Num tacho juntei água, açúcar e as folhas de hortelã e rezei para que a água ficasse verde. Não ficou.

No entanto, como já tenho a rotina de fazer as sopas para o piqueno todos os dias, peguei na varinha mágica e toca de triturar tudo. O problema é que não triturou. Ficou uma espécie de esparregado com muito mau aspecto. Mas lá que cheirava a hortelã, cheirava. Então, à falta de melhor, virei a nhanha para a porção de massa respectiva e rezei pelo melhor.

Passar a hortelãMassa com sabor a hortelã

Passo seguinte: colocar tudo na forma. Outro problema. A receita não especificava para quantas porções dava a massa e fiquei com um coisito no fundo da taça. Ainda por cima as formas que tenho cá em casa são enormes. Devo tê-las comprado para me encorajar a fazer bolos grandes e fofos, mas já vi que assim não vou lá. A massa não deu sequer para encher metade da forma. Não chegou para fazer as três camadas: chocolate, hortelã e chocolate. Acabou por ficar uma camada e duas meias. Uma salganhada. Mas pronto, pus tudo no forno a 180º, durante 45 minutos, tal como diz na receita, e esperei pelo milagre do aumento exponencial da massa. Ao fim de 20 minutos a casa estava empregnada com cheiro a queimado. A pouca massa de chocolate que consegui pôr por cima ficou um bocadinho mais escura do que devia e o bolo cresceu 0,5 milímetros. Mas com um prato bonito, um raminho de hortelã e o pôr-do-sol ao fundo tudo parece melhor.

Bolo de chocolate e hortelã cortado

Depois disto tudo só fiquei à espera que o marido chegasse a casa e me mandasse pôr o bolo no lixo. Para meu espanto, quando ele chegou, afinal até me gabou o bolo. Comeu duas ou três fatias e perguntou-me:
- Então mas a nossa horta já dá hortelã?
- Não tonto, trouxe de casa da minha mãe.
- Então mas já andas a planear isto desde domingo?
- Domingo?! Desde a semana passada. Tive que procurar uma receita e comprar outros ingredientes para o bolo. É para veres a fofa que sou.
- Bolas. Agora vou ter que fazer qualquer coisa também para o teu aniversário.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Uma abóbora na varanda

Nunca gostei nem nunca vou gostar de filmes de terror. Há quem tenha uma verdadeira fixação por filmes deste tipo, eu fujo deles a sete pés. Nem precisa de ser filme de terror, basta ter sangue e um jogo qualquer psicológico que já sou capaz de ter pesadelos durante uma semana. Não, não estou a exagerar.


Acho que nunca me vou esquecer do dia em que fiz 18 anos. Fui ao cinema ver o filme Os dias do fim com as minhas amigas por insistência delas. Mas foram tão fofas, tão fofas, que não me avisaram que o filme era do género Horror/Triller. Se bem que pelo nome eu devia ter suspeitado. Ai doce inocência.

Agora limito-me às comédias românticas. No entanto, desde que o pirralhinho nasceu nunca mais houve sessões de cinema. Nem fora nem dentro de casa. Só tentámos ver uma vez um filme, já nem sei qual, mas tivemos que o dividir em duas ou três partes. Mas isso vai ter que mudar.


Isto tudo para vos dizer que esta noite festeja-se o Halloween e a nossa vaquinha na varanda não podia passar sem comemorar o dia das bruxas. Claro que não fizemos nada de muito horripilante nem nojento. Arranjámos apenas uma pequena abóbora menina, com o seu quê de cómico, para fazer companhia à nossa vaquinha durante as festividades. Uma velinhas e tal e temos um ambiente digno de doçura ou travessura.

Como não tivemos muito tempo ficámos pelo tradicional, mas quando vi esta página fiquei com o bichinho. Para o ano não me enganam. Nem que tenha que começar a preparar o Halloween com um mês de antecedência. Quero umas coisinhas assim para completar o cenário da nossa varanda.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Festa de descamisar

A primeira versão da nossa horta está bem porreirinha. Os degraus para suportar as floreiras ficaram tão bem que não consegui ignorar toda a ajuda que o Rezunga nos ofereceu. Desde as paletes ao trabalho, da disponibilidade à paciência - fartou-se de ralhar comigo que eu não percebo nada de "pescar peixe agulha no monte d'areia" - fiquei sem saber como lhe agradecer.

- É pá não sei como é que te vou pagar o trabalho.
- Não sabes?! Olha tenho o milho para apanhar...

Pois então! Não pude ficar indiferente a tal comentário. Senti-me obrigado a retribuir a atenção. Sim porque ajuda não falta, graças a Deus. E de gente mais qualificada e experiente nestas andanças. Depois já faz algum tempo que não tinha a oportunidade de participar na festa de descamisar. Foi bom reviver algumas memórias de miúdo. Ainda por cima esteve presente um carro de bois e tudo. Mas este não é do tio Manel. Ele já está velho para lidar com gado bovino e agora tem uma burra. É mais fácil de lidar e melhor para passear.

Descamisar, apanhar e carregar as espigas de milho
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Chegado o grande dia, levantei-me cedinho e pus-me à estrada. Quando cheguei à lavoura já o sol tinha nascido e o pessoal ia terra a cima. Quando cumprimentei o Rezunga ele passou-me logo um utensílio especial para descamisar o milho. Um ponteiro pequeno de aço afiado numa das pontas. Nada como o apresentado na imagem.

Descarregar e estender as espigas de milho na eira para secarem ao sol

Ora bolas! E eu a pensar que me deixavam brincar na carroça. Não senhor! Uma criança cresce e faz-se um homem é para ajudar a descamisar. Isso e acarretar baldes cheios de espigas de milho para despejar no carro de bois. Só me deixaram empurrar o carro de bois e ajudar a vaca castanha a sair do milheiral carregada até mais não. Coitadinha! Lá foi ela até à eira para descarregar o carro. As espigas foram então estendidas para secarem ao sol.

Carregar palha do milho para sustento da vaca

Trabalho feito, hora da bucha. Ah pois é! Festa que é festa tem que ter comes e bebes. Barriginha cheia e fez-se tempo de apanhar alguma palha de milho para sustento da vaquinha. Mas para outro dia, que a sacana da vaca comeu todas as abóboras-meninas que apanhou dentro do milheiral.

Conjunto de pessoas na lavoura a descamisar o milho Abóbora menina cultivada no meio do milheiral
Comes e bebes Burra à carroça

Os pés de milho estavam baixos e apanhei uma dor de rins a descamisar as espigas. Para além disso o sol queimou-me o cachaço todo. Mas é sempre bom passar momentos destes com a família.