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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Esta hortelã parece cidreira

Ora viva pessoal! Quem não sabe é como quem não vê. Uma expressão popular que se aplica muito bem ao caso que temos em mãos. A hortelã que plantámos cresceu e parte dela parece-se mais com cidreira. Só cá para nós, esta hortelã nunca me convenceu!


Na altura em que plantámos a hortelã fiquei ligeiramente desconfiado em relação a um dos rebentos da dita hortelã. Apesar de não perceber muito de agricultura, sou apreciador de uma boa caracolada, cuja confecção utiliza hortelã como tempero, e a verdade é que um dos rebentos nunca me fez lembrar muito a dita erva aromática. Por outro lado, na minha infância brinquei muito nos campos e as urtigas, aquelas plantas que dão uma comichão desgraçada quando entram em contacto com a pele, têm um aspecto muito semelhante ao da erva cidreira. Tão semelhante que por uns tempos cheguei a temer ter plantado um monte de urtigas.

Tiradas as dúvidas sinto-me um agricultor afortunado, pois não só consegui plantar hortelã como também cidreira, tal como planeado inicialmente.


De qualquer forma isto não deixa de ser menos embaraçoso. Por isso aprendamos a distinguir visualmente a hortelã da cidreira. Como podem ver pelas fotografias a hortelã tem folhas ovais enquanto que a cidreira tem folhas em forma de coração.

Portanto agora já sabem... desculpem e ignorem algumas das alarvidades passadas. Quanto às urtigas, elas nascem praticamente do nada, se quiserem deixo crescer um monte delas para explicar as diferenças. Boas culturas e até breve.

quinta-feira, 21 de março de 2013

João e o pé de feijão

Ora viva pessoal! Isto por aqui anda meio chocho. Contudo chegou a primavera e não podemos deixar este dia em branco. Para assinalar a época já mudámos o cabeçalho. Mas mesmo assim acho que o início desta bela estação merece mais do que isso. Portanto aqui está mais um episódio da história d'Uma vaca na varanda (antes que este espaço fique descaracterizado com posts sobre novelas e memes da Internet, eh eh).

Na última intervenção da Fofuxa sobre a nossa horta-jardim de varanda ela estava desejosa pelos dias amenos da primavera para poder usufruir do conforto do arquibanco. Na altura falámos sobre a mesa que falta construir e como devíamos arranjar a parte da varanda reservada ao jardim. Posso adiantar que eu já tenho uma ideia arrojada para a área do jardim mas por enquanto vai ter que esperar. A horta ainda tem espaço para mais uma grande cultura.

O João e o pé de feijão

Outrora, em jeito de brincadeira, falámos em semear milho até ao teto. Ora, isso não cabe na cabeça de ninguém! Como sabem a varanda não apanha assim tanto sol que dê para amadurecer o milho. Em vez disso vamos semear feijão verde até ao teto. Nem mais! Assim como na fábula «O João e o pé de feijão» que tantas vezes ouvi contar na minha infância. É um bocado batota começar já no segundo andar, mas paciência, é o que temos.
Imagem de: The Doodle Diner.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Progressos da horta

Ora viva pessoal! Nos últimos dias andámos um bocado ocupados com afazeres profissionais e o blogue ficou um bocado para segundo plano. Isto para não dizer completamente ao abandono. Nem demos pelo tempo passar. Só agora me apercebi que faz quase 15 dias desde o último post. Entretanto passou-se o carnaval e nem a vaca mascarámos, ontem foi dia dos namorados e a criatura passou uma noite fria na varanda sozinha. Sinto-me um agricultor desnaturado.

A azáfama nos últimos dias foi tanta que nem tempo tive para ver a salsa crescer, só cuidei de não deixar faltar a água às culturas. Felizmente a rede sombreira não funciona mal como filtro de partículas. De outra forma acho que depois deste tempo todo sem manutenção a varanda estaria toda cheia de carvão. Mesmo assim no próximo fim de semana tenho que zelar o espaço. Mas antes de começar com as alarvidades do costume vamos ver como está a horta.

Tomateiro pequeno

De tudo o que semeámos e plantámos até agora, os tomateiros são a sementeira que mais tem crescido. De todos os rebentos que nasceram ficámos apenas com dois. Os restantes levei-os para o meu padrinho plantar numa pequena estufa construída à pressão. Na próxima vez que for à terrinha tiro fotografias para vos mostrar.

Tomateiro pequenoSalsa

A salsa, aguentou todas as tropelias a que foi sujeita e já desenvolveu bastante. Se tudo correr bem penso  que conseguiremos tirar os primeiros proveitos da horta lá para o final do mês. Só ainda não colhemos salsa porque as folhas da que foi plantada apanham uma moléstia qualquer logo após crescerem um bocadinho, como que lhes aparece umas pequenas manchas castanhas. Não sei se está meia atrofiada ou coisa assim, mas pelo andar da carruagem vamos ter que substituir a salsa deste vaso por outra planta, talvez manjerição ou malagueta.

Tomilho Espinafre

O tomilho ainda está pequenino mas já enche o vaso. Estou deveras curioso para ver como se vai desenvolver.

Para terminar a visita de hoje, temos o espinafre, a nossa cultura mais antiga. Por esta altura esperava que estive mais crescido e já começo a ficar com dúvidas se resultará como planeado. No entanto o tempo até não tem estado nada mal e ultimamente parece que desenvolveu mais do que o habitual, apresentando já as primeiras guias e um tamanho de folha considerável. Vamos ver como progride, pode ser que ainda dê para uma sopa ou duas por ano.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Coentro, para que te quero?

Ora viva pessoal! Hoje venho falar-vos do coentro. Como sabem não estava nos planos semear esta planta aromática. No entanto quando me lembrei de comprar sementes à mão cheia pareceu-me bem no momento trazer coentro. Só depois é que me lembrei que acho que não aprecio muito o sabor da comida aromatizada com esta planta.

Uma vez a fofuxa levou-me a jantar a um restaurante indiano e eu fiquei meio enjoado com o sabor carregado da comida. Se não estou em erro, os indianos gostam de abusar no coentro e no caril para condimentar os seus pratos. Mesmo assim, tenho a ideia que o coentro vai bem com uma sopa ou um arroz de peixe, moderadamente claro. Aliás, foi precisamente a pensar nisso que comprei as sementes de coentro. A mulher de vez em quando faz arroz de peixe e acho que o coentro vai dar sabor especial ao prato. Já a sopa de peixe, cá em casa ela nunca a fez, mas depois do coentro crescer acho que vai experimentar.

Coentro

Até ver o coentro está a crescer bem. O vaso já está todo composto e os rebentos fazem lembrar a salsa. As duas plantas têm folhas trifoliadas, mas as do coentro são mais rendilhadas do que as da salsa. De qualquer forma não é de admirar porque parece que o coentro e a salsa pertencem à mesma família, tal como a cenoura curiosamente. E pensando bem no caso, realmente a salsa cria uma raiz comprida que faz lembrar uma cenoura mirrada e as folhas da cenoura também têm alguma semelhança com as da salsa. Será que o coentro também cria uma raiz comprida? Se criar pode revelar-se má ideia criar coentro em vasos, tal como já ouvi dizer para a salsa.

Semente de coentro

Para minha surpresa, as sementes de coentro ainda são granditas, quando comparadas com as sementes das aromáticas que já semeámos até agora. Não sei porquê esperava uma semente mais pequena. Ainda assim semeei esta planta da mesma forma que as outras. Espalhei umas quantas sementes no vaso e depois cobri-as com uma fina camada de terra. Reguei sempre que necessário e esperei que acontecesse o milagre da viva.

Rebento de coentroRebento de coentro
Coentro

Ao fim de alguns dias germinaram as primeiras sementes. Por esta altura isto já não é novidade por aqui, mas continuo a adorar esta fase. É fantástico ver os rebentos a brotar da terra e as folhas a tomar forma.

E pronto. Com este post terminamos a apresentação de todas as culturas da horta vertical, pelo menos por agora. Mas não pensem que com isto se acabaram os textos sobre a horta. Não senhor! O espaço é pouco mas na área reservada para a horta ainda temos uma parede com 60 centímetros de largura toda livre. O que será que lá vamos fazer?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Cebolinho, és tão fininho!

Ora viva pessoal! Cá estou eu novamente. Desta vez para vos falar do cebolinho. A fofuxa anda ocupada com umas cenas dela, por isso, isto hoje ficou por minha conta.

O cebolinho é fininho! É verdade camaradas. É tão fininho que tive que o semear por duas vezes para conseguir exemplares suficientes para encher o vaso. E olhem que o vaso não é muito grande, antes pelo contrário, até é bem pequeno. Faz-me lembrar o dia em que apresentei a Fofuxa à minha avozita.
- Avó, apresento-te a minha namorada! Que tal? É bonita não é?
- É, é, filho! É fininha!
A minha avó é um espetáculo, mas vê muito mal. Só conseguiu ver que ela é fininha. Coitadinha da minha velhota.

Rebentos de cebolinho

Agora o vaso está a transbordar cebolinho, mas nem sempre assim foi. Há muito, muito tempo atrás, o vaso só tinha terra. Para semear o cebolinho reguei a terra com água e espalhei uma mão cheia de sementes no vaso. As sementes são pequenas e pretas. Cobria-as apenas com um pouco de terra e deixei ficar.

Semente de cebolinho

Como sempre, ao fim de meia dúzia de dias brotaram os primeiros rebentos. Menos do que o esperado. O cebolinho nasce dobrado e só depois é que se endireita em direção à luz. Não têm folhas, só caule, verde e pontiagudo. Parecem agulhas espetadas na terra.

Rebentos de cebolinho

Para compor melhor o vaso semeei mais uns quantos no meio dos ainda pequeninos rebentos de cebolinho. Só quando nasceu a segunda remessa é que finalmente consegui um vaso recheado. Agora só espero que o cebolinho não crie um tubérculo grande como o da cebola. É que juntinhos como estão os rebentos não sei se há espaço no vaso para acomodar mais alguma coisa.

Estou deveras curioso para saber o que vai acontecer neste vaso. Se o cebolinho criar um tubérculo o vaso ainda é capaz de explodir. Hi, hi, hi. BOOOOMM!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Tomilho para o inverno

Lembram-se de eu andar a pesquisar a melhor forma e altura de cultivar o tomilho? Pois podem esquecer. Há uns tempos deram umas ganas ao marido e foi comprar sementes de tudo o que lhe apareceu à frente, dentro do que já tínhamos combinado que íamos semear. Na altura chegou-me a casa com quatro embalagens de sementes: tomilho, cebolinho, coentro e salsa. Disse que ia semear tudo a eito.
- Então mas não temos que respeitar a época de cultivo? Eles dizem que é na Primavera...
- Quero lá saber! Eu quero é começar a ver alguma coisa verde na nossa horta. Vou semear e pronto.
Entretanto as culturas já cresceram alguma coisa por isso é tempo de vos atualizar. Neste momento o vaso do tomilho está recheado de rebentos pequeninos. Ainda não posso colher nenhum mas para lá caminha.

Rebentos de tomilho

Até ver as sementeiras estão todas a correr bem. Tão bem que o marido não se cala que ele é que sabe e bla bla bla. Mas mesmo assim de vez em quando ele ainda dá uma espreitadela no Borda d'Água. Deve sentir-se mais agricultor assim, sei lá.

Semente de tomilho

Quando ele me mostrou as sementes do tomilho fiquei incrédula de que alguma coisa pudesse nascer dali. As sementinhas são mais pequenas que a cabeça de um alfinete! Ele pegou simplesmente uma mão cheia de sementes e espalhou-as no vaso. Ao regar desapareceu tudo entre a terra. Para meu espanto, passados meia dúzia de dias já se notava que ia sair dali qualquer coisa.

Rebentos de tomilhoRebentos de tomilho

O resultado da germinação é proporcional ao tamanho das sementes, os rebentos são minúsculos. Mas o que lhes falta em tamanho sobra em quantidade. São tantos que se crescerem muito não sei se o vaso chega para todos. Só espero que sim, porque se o tamanho do vaso for suficiente acho que vai ficar muito bonito e composto. Como se costuma dizer, tudo o que é pequenino é lindo e é bem verdade.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Alecrim vs. Hortelã

Truz, truz. Quem é? Moi, Bob le bricoleur. Ah pois é! Aqui o construtor também fala francês. Aprendi com os emigrantes portugueses que deixaram este belo país e rumaram para o Luxemburgo em busca de uma vida melhor. Ah oui, hã. Qu'est que tu pense, trabalhar ne canse?! Faz calos!

Há mais de um mês iniciámos uma experiência com o alecrim e a hortelã. Colocámos um ramo de cada espécie num frasco com água e começou a extenuante tarefa de observar atentamente a magia da natureza. Qual das duas plantas será que criou raízes mais depressa? Será que o alecrim se aguentou?

Alecrim e hortelã num frasco com água

Pois bem, a corrida pela sobrevivência chegou ao fim e já temos os resultados. Na altura o Jardineiro do Rei deu-nos umas preciosas dicas de como propagar o alecrim, mas nenhuma delas envolvia o enraizamento "por mergulhia na água". Ainda bem. Assim não estragou a surpresa.

Tal como esperado a hortelã ganhou a corrida e bem cedo apareceram as primeiras raízes. Até aqui nada de novo. Mas o interesse da experiência era saber como se comportava o alecrim.

Após uma semana mergulhado em água as pontas das folhas do ramo de alecrim começaram a secar. Na altura pensei que a coitadinha da planta não resistiria à experiência. No entanto, durante todo esse tempo reparei que, contrariamente às restantes, as folhas do topo do ramo mantiveram-se sempre viçosas. Por isso sentei-me em frente ao frasco e esperei para ver o que acontecia. Ao final de meia dúzia de dias já não podia com a mulher a gritar-me que não fazia mais nada do que olhar para a horta, mas só vos digo que foi emocionante.

Raiz da hortelãRaiz do alecrim

O alecrim aguentou-se e apareceram as primeiras raízes. Foi a loucura, corri pela casa a gritar:
- OH MULHER, OH MULHER, ANDA CÁ VER ISTO!
Perante tanto entusiasmo a mulher largou tudo e correu para ver o que se passava.
- Ai homem, é grave? O que foi?
- Olha, olha... o alecrim já tem raízes!
A mulher colocou uma expressão carregada, olhou para mim com uns olhos de raiva e susteve a respiração. Ficou assim uns segundos. Ainda pensei que explodisse, mas não. Suspirou apenas e virou-me as costas.

Mas veem, funcionou!

Já a experiência com goji não correu lá muito bem. Eram mais que as mães mas morreram todos. É triste mas a vida continua. Tirei o ramo de alecrim da água e plantei-o no vaso do goji. Agora temos dois vasos com alecrim plantado, um diretamente e outro depois de enraizar num frasco com água. Vai ser mais uma experiência, vamos ver em qual dos casos o alecrim cresce melhor. Hi, hi. Vou-me sentar novamente em frente à horta para ver o alecrim crescer.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Olha! A Hortelã tem piolho

Num dos vasos da nossa horta vertical temos hortelã. Dois pequenos rebentos transplantados do quintal da mamã que viveram alegres e felizes no seu novo habitat durante alguns dias. Até que o agricultor de algibeira se lembrou de os inspecionar mais ao pormenor e verificou que algumas folhas tinham habitantes indesejados: piolhos.

As coitadinhas nem tiveram tempo de se prepararem para o que veio depois. Nem tiveram tempo de me pedir ajuda. Só mais tarde é que o marido me veio informar, com ar de cientista louco, que pegou no insecticida e despejou meio frasco para cima delas. Eu ainda fui a correr, mas já não havia nada que pudesse fazer. Restou-me ficar a olhar para aqueles dois rebentinhos em completa agonia e esperar que a brisa suave que se fazia sentir levasse aquele veneno para longe e os ajudasse a respirar.

Hortelã secaRebento de hortelã

Passados uns dias a hortelã estava assim. Castanha. Sofreu até já não aguentar mais, pensei eu. Mas, observando mais de perto consegui ver pequenos rebentos a nascer do seu caule e acreditei que ela era mais forte do que eu imaginava. Deixei-a ficar, dei um grande raspanete no marido e confiei que a partir daí ele ia ter mais respeito e carinho por aquela plantinha tão indefesa.

Hortelã

Agora está assim, fresca e fofa. Já nem se lembra do horror que passou e só auspicia pelos dias prósperos que a esperam. E nós também.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Culturas da horta vertical identificadas

Ora viva pessoal! Parece que a minha querida esposa me promoveu a animal territorial. Em vez de Bob, o construtor, agora sou Leão, o macho alfa. Brutal! Eu até explicava o meu ponto de vista, mas o conceito de organização desorganizada é uma coisa de homem que mulher nenhuma consegue entender. Só tenho a dizer que esta mulher arruma tudo tão bem arrumadinho que depois nenhum de nós sabe onde está! Ou seja, lá no fundo ela faz o mesmo que eu, mas em vez de deixar tudo à vista, esconde tudo bem escondido. É tipo uma desorganização escondida, uma coisa de mulher que homem nenhum consegue entender. Enfim, também te amo muito minha leoazinha. Grrr.

Vasos com cebolinho, coentro e tomilho devidamente etiquetados

Voltando ao assunto das etiquetas dos vasos da horta vertical, as diferentes culturas já estão todas identificadas. Temos então nove vasos, três com salsa, dois com alecrim e nos restantes quatro colocámos hortelã, cebolinho, coentro e tomilho. As culturas repetidas não tiveram direito a placa identificativa.

Painel da horta vertical com as várias culturas identificadasVaso com coentro devidamente etiquetado

Mas espera aí... sete mais um são oito e não nove. Bolas! Fiz mal as contas. Falta-me fazer mais um suporte para as etiquetas. Dormente! Como é que eu fiz tal coisa? Bem, não é grave, logo faço outro.

Como podem verificar, a horta vertical está a ficar composta. No meio do branco e do azul já se vê algum verde. Apesar do frio as culturas têm crescido alguma coisa, muito poucochinho, mas crescem. Segundo a lista das ervas aromáticas que a mulher escolheu para a horta vertical ainda falta cultivar manjericão, cidreira e malagueta, em principio nos vasos que acomodam agora culturas repetidas. Outrora num dos vasos crescia goji que infelizmente não aguentou as trocas baldrocas que fiz inicialmente com os vasos e morreu, dando lugar a uma nova experiência agora com o alecrim. Os coentros caíram do céu. Depois de toda a pesquisa que a mulher fez sobre as ervas aromáticas passei um dia no supermercado e comprei quatro sementes de que me lembrei. Acertei no cebolinho e no tomilho e errei no coentro. Quanto à última escolha, nem acertei nem errei, comprei semente de salsa.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Suporte da etiqueta dos vasos da horta vertical

Ora vamos lá ver como funciona o sistema de encaixe das etiquetas dos vasos da horta vertical. Em vez de um pé, a placa de madeira tem uma espécie de perno que encaixa numa outra peça de madeira, moldada a partir de um bocado de ripa de palete - o que mais haveria de ser - segurada na argola com abraçadeiras de plástico.

Suporte da etiqueta dos vasos da horta vertical

Como podem ver, o sistema de encaixe que engendrei é bastante simples e eficaz, tal como se queria. O suporte fica fixo na argola e a etiqueta é amovível. Desta forma trocar as etiquetas é fácil, podemos por isso alterar a posição dos vasos à nossa vontade, apenas temos que desencaixar o vaso e a etiqueta da argola e encaixá-los noutra argola. Se plantarmos ou semearmos algo novo num vaso também não há problema, só é preciso criar uma etiqueta nova. Haja paletes e ramos de oliveira.

Sistema de encaixe da etiqueta no suporte

Mas o que eu realmente gosto neste sistema de fixação, é o facto de poder rodar a etiqueta. Percebem porquê? Não?! Eu passo a explicar.

As argolas que suportam os vasos no painel da horta vertical foram criadas assim de uma forma um bocado arcaica, por isso não ficaram lá muito niveladas. Para além disso o suporte de madeira das etiquetas não foi moldado com muita ciência. Ou seja, quando testei o sistema e juntei as peças o resultado foi ficar tudo assim um bocado para o torto, o que não podia ser. No momento imaginei logo a mulher a olhar para os vasos e a gritar: ESTÁ TUDO TORTO. O pensamento foi tão forte que até estremeci. Foi então que me surgiu a ideia de utilizar um único ponto de encaixe da etiqueta com o suporte, de forma a poder disfarçar a coisa e deixar tudo alinhadinho ao olho da mulher.

Mais sete suportes e umas quantas etiquetas, cada uma com um nome de uma cultura diferente gravado, tudo montado e a horta vertical vai ficar ainda mais gira.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Etiqueta dos vasos da horta vertical

Este post já estava planeado há mais de um mês! Entretanto a mulher virou para os enfeites natalícios e as etiquetas dos vasos da horta vertical ficaram em standby. Porém acho que já está mais do que na hora de voltarmos ao assunto da nossa horta-jardim de varanda. Desde então já temos muitas novidades sobre as culturas. Mas antes apresento-vos então o protótipo da etiqueta dos vasos da horta vertical, ou a aparência final, vá lá.

Etiqueta dos vasos da horta vertical

O que acham, está bonito? Basicamente é igual à tabuletas das floreiras mas sem pé. Como os vasos são pequenos, pessoalmente gosto mais de ver a etiqueta de madeira no alinhamento da argola, em vez de uma tabuleta espetada na terra. O segredo aqui é a forma que engendrei para segurar a placa de madeira na argola. O sistema é composto por duas partes que encaixam uma na outra. A ideia é podermos trocar as placas facilmente, desencaixando e encaixando conforme entendermos melhor. Hoje o vaso tem salsa, amanhã poderá ter outra erva aromática qualquer, por exemplo rosmaninho. Não sei o que é mas gosto da palavra.

Ficaram curiosos para saber como funciona? Amanhã explico como é que fiz. Sei que é habitual não publicarmos nada no blogue ao fim-de-semana, principalmente ao Domingo, mas apetece-me dar palha à vaca.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tomilho é o último, prometo

Voltando ao assunto do costume, já estou um bocadinho farta de pesquisar sobre as ervas aromáticas que quero plantar nos vasos da horta vertical. Em todas as pesquisas encontro sempre a lengalenga de que é para semear na Primavera. Era um bocado de prever, mas mesmo assim é chato. De qualquer forma, como já só falta falar sobre a última erva aromática da nossa lista, vamos lá a isso para ficar tudo despachadinho. Hoje é a vez do Tomilho.

Cocktail de amoras e tomilho

Ora bem, o tomilho requer pouco cuidado e prefere terrenos secos. O melhor período para plantação desta erva aromática é na Primavera - credo, quem diria - gosta de sol e resiste muito bem a tempo seco, o excesso de água pode queimar-lhe as folhas de baixo e dar-lhe um bocadinho cabo da saúde [1].

Actualmente uso o tomilho seco em guisados, mas pode ser usado em carnes, peixes, verduras, queijos, saladas, molhos e legumes [2]. Nunca associei tomilho com bebidas mas parece que é um must nesta área. O Martini parece ser o favorito, mas depois há os licores Bénédictine ou de Singeverga [3]. Este último dizem que é português. Desconheço. Na culinária o tomilho pode dar a sensação de que um cozinhado ficou ligeiramente insosso, por isso devemos ter cuidado para não abusar no sal à conta disso [4]. Aqui está uma boa solução para um prato que fique ligeiramente salgado. Umas folhinhas de tomilho e está a coisa disfarçada.

Bifinhos de frango com tomilho e baconFrittata de tomilho courgette e chanterelle
Guirlanda de camomila e tomilhoSorbet de limão e tomilho em copos de limão

Para as mulheres que passam aquela altura do mês movidas a ben-u-rons, trifenes, brufens e outros que tais, pode estar aqui uma alternativa super natural. Mesmo que não apague a dor é capaz de atenuar. Ou então, ser só efeito placebo, não sei. Mas dizem para fazer uma infusão concentrada com duas colheres de chá de tomilho por litro de água [5]. Para os que andam mais deprimidos com estes dias frios e cinzentos tenho aqui outra dica: um banho de imersão com um raminho de tomilho. Diz que é um revigorante físico e mental [6].

Banho de imersão

E pronto. Terminam assim as minhas pesquisas ao nível de ervas aromáticas, pelo menos por agora. Isto parecendo que não, ainda dá um trabalhão. Agora é hora de relaxar no quentinho do lar, iniciar os preparativos natalícios - que já deviam ter começado - e, mesmo em tempos de hibernação, tentar cultivar alguma coisa na nossa horta-jardim de varanda.


[1] Tomilho – Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Tomilho.
[2] Tomilho, uso culinário - nPlantas. http://nplantas.com/tomilho-uso-culinario.
[3] Tomilho, erva aromática - nPlantas. http://nplantas.com/tomilho-erva-aromatica.
[4] Tomilho, dicas - nPlantas. http://nplantas.com/tomilho-dicas.
[5] Tomilho, aliviar dores menstruais - nPlantas. http://nplantas.com/tomilho-aliviar-dores-menstruais.
[6] Tomilho, anti-depressivo - nPlantas. http://nplantas.com/tomilho-anti-depressivo.

Imagens de: Waters Fine Foods and Catering, Sabor Intenso, Green Basket, Minha Filha Vai Casar, The Cilantropist, Doka Bath Works.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A nossa horta passo a passo

Primeiro explicámos como fizemos para isolar a nossa varanda e como criámos a nossa marquise low-cost. Depois explicámos com decorámos os vasos e floreiras da horta e mostrámos em pormenor os degraus e o painel vertical que sustentam as culturas.

Rebentos de salsa

Como não há duas sem três, desta vez mostramos tudo o que plantámos na nossa horta até agora, explicando todos os passinhos que demos para fazer crescer as plantas na varanda. Criámos um novo separador no topo do nosso blogue com o nome Horta. Informo só que tem sido o marido a criar os conteúdos destas páginas. Apenas costumo fazer uns pequenos reparos aqui e ali. Não sei que comprimidos tomou ele desta vez, mas parece que a sua veia artística explodiu na introdução desta página. Estou já a avisar para não se assustarem muito. Mas está um texto de grande valor, técnico e filosófico.

Espero que esta nova página seja de muita utilidade e que vos inspire a criarem o vosso cantinho verde. Nem que seja só com um vasito, que foi assim que começámos. Claro que, enquanto houver espaço, a nossa horta vai continuar a crescer. Por isso esta página também. Vão passando por lá para estarem sempre a par das novidades da horta.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Vamos apimentar a nossa varanda

À semelhança da maioria das plantas de que vos falei até agora, nunca usei malaguetas nos meus cozinhados e acho que também nunca provei nenhum prato em que se notasse o sabor delas assim à descarada. Por isso, vai ser mais uma descoberta que vamos fazer cá em casa se conseguirmos criar malaguetas na nossa varanda. Pelo que já li, elas não precisam de grandes cuidados para sobreviver. Se não se derem por aqui fica provado que somos mesmo muito maus agricultores. Nesse caso mais vale continuar a comprar tudo no supermercado e dedicar-me à pesca.

Molho de malagueta

Vamos lá às informações básicas. A malagueta pode ser semeada ou plantada em qualquer altura do ano e com qualquer tipo de clima - só por isso já entrou no top 10 das minhas plantas aromática preferidas, que não tem sido nada fácil encontrar ervas para plantar nesta altura - demorando de dois a três meses até podermos começar a colher. Cada planta gera normalmente entre dez e trinta malaguetas, o que chega para nós e para distribuir pela família. Antes de semear devemos colocar as sementes em água durante um dia e ao semear cobrir com um centímetro de terra. É muito resistente ao clima e a doenças, mas mesmo assim devemos protegê-la da geada. Se tudo correr bem, passados sessenta dias pode-se começar a colher. Devemos cortar um ramo e deixar secar as malaguetas assim, em vez de as apanhar uma a uma. Se ficarem bem secas aguentam-se durante anos. Podemos também esmagá-las num almofariz com azeite e fazer um molho picante. Quanto mais tempo deixarmos as malaguetas no azeite, mais picante fica [1].

Molho doce de malaguetaMolho de pimentão vermelho e tomate
Figos envolvidos em chocolate temperado com malagueta

No campo das coisinhas boas para a nossa saúde, por incrível que pareça, acho que se pode dizer que as malaguetas são um mini cocktail maravilha. Têm altos índices de vitamina C, ácido fólico, vitamina A, vitamina E, magnésio, ferro e aminoácidos, além de diversas substâncias anti-cancerígenas [2]. É pena é que para ingerirmos doses que fossem significantes para aumentar os níveis destas vitaminas e minerais no nosso organismo tínhamos que ter um carro de bombeiros em prontidão para apagar o fogo. De qualquer forma, são boas para baixar a tensão arterial e os níveis de colesterol no sangue [3].

Mas o que mais me suscitou a curiosidade na malagueta foi dizer-se que é óptima para as enxaquecas. Parece que quando a nossa boca detecta que estamos a ingerir um alimento picante envia um sinal ao cérebro de que está literalmente a pegar fogo. O cérebro inicia logo o combate directo com a criação de saliva, transpiração e humidade no nariz, tudo para nos refrescar. Então achando que estamos a pegar fogo, o cérebro fabrica uma data de endorfinas para amainar a suposta dor, o que nos dá uma sensação de bem estar geral [4]. E é por isto que as enxaquecas diminuem! Quando tiver uma assim a valer vou sacar logo de uma malagueta e dar-lhe uma valente trincadela para confirmar se resulta. Cá para mim vou ficar pior, mas se os entendidos dizem que resulta, em nome da ciência a malta experimenta.

Chilli com carnePeixe com malagueta
Refogado de borrego com gengibre e malagueta

Para terminar temos a culinária. Neste campo a malagueta é muito utilizada na confecção de pratos tailandeses, mexicanos e chineses. Por cá ela anda mais pelas carnes como moelas, bifanas e carne de porco à alentejana [5]. Acho que me vou inspirar e fazer umas invenções cá das minhas. Para começar vou tirar tudo o que são sementes e polpa e deixar só mesmo o exterior da malagueta. Assim talvez não tenha que ir a correr para as urgência à primeira garfada.


[1] Boletim Agrário: Plantar Malaguetas. http://boletimagrario.blogspot.pt/2012/05/plantar-malaguetas.html.
[2] Plantas Aromáticas - Malagueta. http://www.aromaticasvivas.com/pt/ervas-aromaticas-vivas/malagueta.aspx.
[3] Malaguetas ~ Alimentos e Saúde. http://alimentos-saude.blogspot.pt/2009/06/malaguetas.html.
[4] Capsicum frutescens – Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Capsicum_frutescens.
[5] Malagueta. http://www.semstress.com/malagueta-2.

Imagens de: Karen's Kitchen, Hunger and Sauce, Hot Pot Cooking, Inside Cuisine, What's Gaby Cooking, Recipe Code, Maggie Beer.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Isolando as tabuletas

Recentemente criámos umas tabuletas para identificar as culturas da nossa horta de varanda. Entretanto, o nosso seguidor Jardineiro do Rei teve a amabilidade de nos advertir para a possibilidade da estaca das tabuletas apodrecer rapidamente com a humidade. E já sabem como o meu homem é. Aquilo ficou-lhe entalado e teve que arranjar solução para salvaguardar o trabalho todo que teve com as tabuletas.

Tabuletas com as estacas isoladas

Desde que nos casámos que tive que aprender a conviver com tralhas e coisas de gajo que para mim não serviam para nada, mas que ele diz sempre que são indispensáveis a qualquer chefe de família para pequenos arranjos e improvisos domésticos. Com o tempo tenho ficado mais tolerante com essas tralhas que teimam em atravessar-se no meu dia-a-dia, pois já percebi que dá mesmo jeito ter algumas por perto. É o caso da manga retráctil. Mais outro termo que só conheci graças ao marido. Aquilo é uma espécie de tubo preto de borracha que se compra de vários diâmetros. Ele comprou para as suas invenções ao nível da electricidade. Quem diria que agora iam dar jeito também para a agricultura.

Manga retráctil preta de vários diâmetros
Retrair a manga no bico do fogãoIsolar o bico da estaca com fita adesiva

Foi só procurar uma manga retrátil com um diâmetro ligeiramente maior do que o da estaca da tabuleta e cortá-la no comprimento certo. Depois o marido aqueceu-a no fogão. Com o calor a manga vai encolhendo e fica justinha ao que tem por dentro - as coisas que eles inventam - depois enrolou a ponta que se espeta na terra com fita isoladora. Não sei se vai evitar por completo que a madeira apodreça, mas de certeza que é uma ajuda. Logo veremos se as estacas das tabuletas se aguentam firmes e hirtas.