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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Parabéns Miúdo (Parte II)

Ora viva pessoal! A segunda parte da festa de aniversário do miúdo foi de arromba. Os festejos foram de tal ordem que ainda estamos a recuperar da fanfarra. Portanto vamos dar por terminada a festa que a horta tem muitas novidades.

Miúdo montado no comboiozinho

Mesmo em crise a avó fez questão de oferecer ao netinho um brinquedo novo, um pequeno comboio para ele cavalgar. Podia ter sido uma aranha, mas como dizem que isso não é muito recomendável, porque atrasa o andar do miúdo, é perigoso, etc e tal, a avó escolheu um brinquedo mais indicado para a fase de transição de gatinhar para andar. Entretanto o miúdo já dominou o veículo e para orgulho do pai já saca cavalinho e tudo.

Quando ele está montado no seu comboiozinho adoro por-lhe uma bola de futebol à frente. Ele sorri, finca os pés no chão, dá dois empurrões fortes e avança a toda a velocidade em direção à bola até que pumba... A bola sai disparada ele solta uma ou duas gargalhadas e eu parto-me a rir com ele.

Miúdo com a mão esticada para roubar um morango do bolo Bolo de aniversário com a imagem do UKI

Quanto ao bolo de aniversário, desta vez foi um bocadinho maior e teve direito a uma imagem do UKI, os desenhos animados que parece que mais lhe despertam o interesse. Digo parece porque ele não é miúdo de passar muito tempo agarrado à televisão a ver bonecos, por isso na altura de escolhermos uma imagem para o bolo deixámos-lo escolher. Pois entre toda a bonecada que ele viu a imagem do UKI foi a única à qual ele reagiu com entusiasmo. A reação foi tão engraçada que folheámos várias vezes o catálogo para termos a certeza, e sempre que aparecia o UKI ele apontava o dedo e exclamava: uh! uh!

E pronto, com isto damos finalmente por terminada a festa do primeiro aniversário do miúdo. Quanto ao blog, infelizmente a Fofuxa está um bocado cansada da brincadeira. Portanto a partir de agora terei que ser eu, que nunca gostei de ler nem escrever, a por Uma vaca na varanda a mexer novamente. Vai ser certamente um desafio mas espero estar à altura. Até breve.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Parabéns Miúdo (Parte I)

Na segunda-feira o nosso menino fez um aninho de vida. Até parece mentira. Se me concentrar bem acho que ainda sinto aqui uma dorzita em cima de uma pontada. Passei o dia a relembrar onde é que eu estava há um ano atrás e o que estava a sentir. Ao nível de sentimentos e de dores. E o tempo que estava? Há um ano atrás estava um sol espetacular e esta semana tem sido o que se vê.

Parabéns Miúdo

Nunca fomos muito dados a grandes festas. Mas um marco destes não podia passar em branco. Por isso convidámos só a família e os amigos mais próximos para comemorarmos o primeiro aniversário do nosso pequerrucho. Neste caso só a família do meu lado.

Foi só um jantar simples e depois um bolinho com respetivo «Parabéns a você». O miúdo quando se viu com o bolo à frente tratou logo de averiguar ao que é que sabia. Tivemos que cantar os parabéns a correr ou teríamos que comer o bolo das nossas próprias roupas. Foi muito divertido.

Acredito que o nosso bebé teve um primeiro ano de vida muito feliz e faço tudo, todos os dias, para que continue a ser assim. Por vezes sentimo-nos cansados e sem paciência nenhuma, mas depois ele lança-nos um dos seus sorrisos à estrela de cinema e passa tudo.

Amanhã temos a 2ª parte da festa de aniversário, agora com a família do lado dele.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O miúdo já gatinha

É oficial. No dia 20 de janeiro de 2012 o nosso mai-novo começou a gatinhar! Ele já andava há umas semanas valentes a tentar. Só que o cérebro dele dizia-lhe que a forma correta de gatinhar era espetar a cabeça no chão e fazer força com os braços e as pernas. Escusado será dizer que se fartava de espernear sem sair do lugar.

Estávamos todos em casa dos meus pais. O móvel da televisão tem portas de vidro e lá em casa está reservado para as bolachinhas, chocolates e outras coisas boas do género. Lá ninguém se preocupa em pôr essas coisas fora da vista para não se cair em tentação. Se está lá é para se comer. Ora, o miúdo ainda não faz ideia do bom que é o chocolate, mas já sabe o que são papéis brilhantes e aquele armário tem sempre alguns. Acontece que às vezes sentamos-lo para brincar no tapete da sala que fica mesmo em frente ao dito armário. Antes ele olhava para o armário e espetava a cabeça no chão sem grandes resultados. Desta vez fez o mesmo mas à segunda tentativa os seus neuroniozinhos devem ter descoberto mais uma ligação e - tungas! - levantou a cabeça e toca de dar aos braços e às pernas. Chegou ao armário num instante e eu pus-me logo aos gritos que o miúdo já gatinhava.

Miúdo a gatinhar

Esse momento foi uma lição para a vida. Desde então nunca mais o vi a espetar a cabeça no chão. Miúdo esperto! Agora corre a casa toda. Tenho que andar sempre de olho nele e a fechar-lhe as portas. Sinceramente, acho-o tão despachado que sempre pensei que ele saltasse a fase do gatinhar e desatasse logo a andar. Mas afinal não. O miúdo é tão fofo que quis presentear-nos com o seu super estilo de gatinhanço. O pai não sei se chegou a gatinhar. Eu adotei a versão de andar de rabo de rojo. De qualquer forma parece-me que esta fase de gatinhar vai durar pouco tempo porque o pioninhas já se levanta agarrado aos móveis. Está cheio de pressa o cachopo!

Miúdo a gatinharMiúdo a gatinhar

É mesmo fixe ver a evolução do pequeno. Se há por aí alguém que está na dúvida se deve ter filhos ou não, recomendo. Cuidar dos filhos é o trabalho mais cansativo que algum dia poderão ter, desde o momento em que eles nascem que andamos sempre com o coração nas mãos, mas não há dúvida que é mesmo a melhor coisa da vida.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Palavra da noite: QUARENTA

Ontem passei o dia com dor de garganta. O pequeno passou o dia meio chocho e com um pingo a escorrer-lhe do nariz, o que em nove meses de vida nunca lhe tinha acontecido. À noite, pelas 21h, medi-lhe a temperatura e estava com 38º. Levou logo com um supositório. Continuou chocho e eu a controlar-lhe a temperatura. À meia-noite dei-lhe o leitinho e ficou a dormir na sua caminha com o aquecedor ligado.

Era 1h30 e ouço-o a choramingar. Dei com ele vermelhíssimo nas bochechas e nas orelhas e a tremer. Entrei em pânico. Embrulhei-o numa manta e levei-o para o nosso quarto para pedir a opinião ao marido do que devia fazer. Estava com 39º. Ele começou logo com coisas de que se chegasse aos 40º era perigoso. Como se eu não estivesse já enervada que chegue. Disse também que se ele tremia era porque tinha frio mas eu achei que não. De qualquer forma ele foi da opinião de irmos para o hospital uma vez que o próximo supositório só podia ser dado às 5h.

Lembrei-me que existe a linha Saúde 24 (808 24 24 24). Liguei para lá e a enfermeira que me atendeu foi cinco estrelas. Disse para lhe irmos tirando roupa gradualmente até ele deixar de tremer e depois esfregar-lhe as costas com uma toalha morna para ativar a circulação nessa zona. Isto para baixar a febre até aos 37º. Ficou combinado que daí a 45 minutos me ligava para saber como ele estava. Nessa altura tinha baixado dos 39º para os 38º e passámos à fase da toalha morna.

3h30 da manhã. O marido foi tentar dormir e eu fiquei a adormecê-lo. 4h da manhã: o menino fica a dormir na cama dele e eu fui para a minha. 4h15: chora. Fiquei na poltrona do quarto dele com ele ao colo até às 5h, hora do próximo supositório. Depois desse já baixou para os 37º e finalmente conseguiu adormecer.

6h da manhã: fui-me deitar. 8h20: hora de levantar.

E foi assim a nossa noite. Desesperados para não ver o número quarenta no termómetro e para dormirmos que já lá vão três noites para esquecer. Vida de pais de primeira viagem não é fácil.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Palavra do dia: CHARME

Hoje fomos com o pequenino fazer uma ecografia. A nossa médica de família suspeitou que ele tivesse gerado uma hérnia de esforço na zona das virilhas. Paniquei o dia todo, estava a ver que nunca mais chegava a hora.

Aguardámos um bocado na sala de espera e foi só distribuir charme. Eram velhinhas, crianças, senhoras, todos. O pequeno olhava para as pessoas a ver se as conhecia, elas olhavam de volta e tungas! Um sorriso rasgado e o dedito a apontar. E depois foi só:
- Aí que fofo!
- Ai tão simpático!
- Olá! Cutxi-Cutchi.
- Ó bate palminhas! Tininho, Tininho.
- Ah ele ainda não faz nada disso. Só agora aprendeu a apontar.
- Então mas que idade tem ele?
- Nove meses.
- Nove meses?!
O raça do miúdo é tão fofo, tão fofo que até o dia do senhor doutor ele animou.
- Oh pequenino, passei o dia a ouvir bebés a chorar. É mesmo bom terminar o dia com um simpático como tu.
E o meu coração derreteu. No final ainda tive a boa notícia de que ele não tem hérnia nenhuma e que está ali para as curvas. E tungas! Derreteu outra vez.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Palavra do dia: ROEDOR

Tenho um roedor cá em casa. Não, não é um rato. Não, não é um hamster. É um bebé lindo de nove meses. Descobriu oficialmente para que servem os dentes. E já tem sete, o nosso homemzinho. Tudo o que apanha à frente é para pôr na boca e roer. Ultimamente tem tido uma fixação por tudo o que é de papel. Já não tenho uma revista inteira. Nem o livrinho dele para aprender as primeiras palavras escapou. Deve pensar que se as comer aprende-as mais depressa.

É isso e chinelos. Não o posso ter no chão a brincar ao pé de mim que passados uns minutos já tenho umas mãozinhas a agarrarem-me os chinelos a ver se os conseguem levar à boca.

Mas é o ratinho mais fofo do mundo!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cachorrinhos dorminhocos

Viva amigos! A mulher tirou o dia para tratar dos enfeites natalícios e encarregou-me de escrever o post de hoje, mas deu-me uma moleza tão grande que fiz ronha todo o santo dia mais o pequenote.

De manhã tomámos o pequeno almoço e voltámos todos para o quentinho dos cobertores. Eis que estávamos tão bem a dormir o segundo sono quando fomos acordados repentinamente com o bater dos martelos, literalmente. Não sei como é que neste prédio há tanta obra para fazer. Já lá vai quase um ano e o raio dos martelos não descansam. Ontem, o raio da vizinha do lado esteve a ver a Casa dos Segredos até ao último minuto com o som da televisão no máximo. O som estava tão alto que fiquei com dor de cabeça de tanto ouvir a vozinha esganiçada da Teresa Guilherme. Como se isso já não bastasse, hoje, o grupo sinfónico da martelada, com participação especial do grupo coral dos instrumentos eléctricos, decidiu actuar nos pisos de baixo. Escusado será dizer que com isto tudo fiquei maldisposto... mais do que o normal!

Cachorrinhos dorminhocos

Felizmente, depois de almoço já não se ouviu mais a música e como de costume a fofuxa adormeceu o miúdo. Enquanto isso eu andei às voltas com a minha má disposição. Ao fim de quinze minutos o miúdo deu um ai de quem não queria dormir mais. Como estava por perto, eu fui tentar sossegar o menino para variar. Molengão, tirei o piqueno do berço para a nossa cama, enrosquei-me nos cobertores mais ele e brincámos ao dorminhoco. Não sei quem adormeceu primeiro, se eu se ele. Só sei que dormimos uma bela sesta os dois.

Pouco antes da hora do lanche o miúdo acordou-me e continuámos na ronha, mas desta vez a ver os bonecos, eu deitado e ele sentadinho com a cabeça inclinada sobre mim. Ainda ficámos assim um bom bocado. O piqueno esteve tão sossegadinho que nem sei se adormeceu outra vez ou não. Eu vi os bonecos. Quando a mamã foi espreitar ficou a pensar que estivemos os dois a ver televisão a tarde toda.

E pronto, já lanchámos, a esposa já voltou a adormecer o miúdo e eu já escrevi o post que prometi, ou mais ou menos. O assunto de hoje era para ser as tabuletas da horta vertical mas agora fica este. Mas também está bom assim. Agora vou passar a bola para a mulher e vou brincar outra vez ao dorminhoco com o miúdo.

Imagem de Good-wallpapers.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Só a mim - parte II

O dia de segunda ganhou um novo fôlego quando o marido disse que já estava de férias, mas claro que eu tinha que fazer das minhas para o dia acabar em beleza. O episódio da Gabriela dessa noite ficou-me caro. À volta de quarenta euros. Coisa pouca.

Esterilizador derretido

Há coisa de três ou quatro semanas o temporizador do micro-ondas da senhoria avariou-se. O marido acha que um micro-ondas sem temporizador não serve e quis logo comprar um novo. Poupadinha que sou, disse-lhe que não era preciso. Bastava estar atenta ao relógio de cozinha. Trinta segundos para descongelar o pão, um minuto para aquecer o leite e a sopa do bebé e sete minutos para esterilizar os biberões.

Na noite de segunda para terça acabei de arrumar a cozinha, pus os biberões a esterilizar, vi as horas para cronometrar sete minutos e fui para a sala pôr o computador a aquecer os reactores. E pus-me a pensar com os meus botões: ora bem, tenho que enviar um email, escrever o post de amanhã...
- Tens os biberões a estrelizar?! Vê lá as horas!
- Sim, eu sei, está tudo controlado. Vou começar a escrever o post para amanhã.
Mas antes de me concentrar na escrita...
- Ah cutxi-cutxi, meu fofinho! Sossegas agora um bocadinho?
- Vá, concentra-te no post que eu vou brincar com o pioninhas um bocado.
- Olha, já começou a novela!
Viram o episódio de segunda-feira à noite? A Gabriela foi ao circo às escondidas. Ai quando o Sr Nacibe descobrir. Vai dar dar esturro, pensei eu. O pensamento foi tão forte que até me cheirou mesmo a queimado. Depois a Malvina quase se deixou enganar. Já viram isto? Até aquela criatura vai na canção do bandido! E pronto, terminou o episódio.
- Acho que temos que mudar a fralda ao piqueno. Enquanto eu faço o biberão tu mudas-lhe a fralda.

Biberão de vidro intacto no meio do plástico derretido
Uma chupeta derretidaBiberão de vidro envolvido pelo plástico derretido

Assim que abro a porta da cozinha, c'um caneco! Esqueci-me do micro-ondas! Tudo derretidinho e uma fumarada mal-cheirosa a invadir a casa toda. Um biberão de plástico, dois de vidro, uma chupeta e o esterilizador, só o vidro ainda estava intacto. O que vale é que deixei dois biberões de fora desta alhada. Dois biberões de 120ml, tive que preparar os dois para conseguir dar 180ml ao miúdo. Mas depois fiquei o resto da noite enervada por me ter esquecido e pelo prejuizo que foi. O marido só dizia que bem me avisou, que o barato sai caro e que devia ter comprado logo um micro-ondas quando o temporizador se avariou. Enervado com a situação, disse também que se ia levantar de madrugada para comprar um micro-ondas novo. Não sei porquê, o micro-ondas velho ainda funciona!

Com isto tudo o cachopo despertou e já não conseguiu adormecer. Foi até às tantas. O marido não foi às compras de madrugada, foi só à tardinha. De qualquer forma o problema ficou resolvido. Agora fiquei com este monte de plástico derretido misturado com vidro para recordação. Só a mim.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Miúdo preparado para o Inverno

Já faz dois meses desde a última vez que vos dei conta de como estava o nosso filhote. Hoje venho contar-vos o quanto ele já está crescido. Agora, com oito meses, o pioninhas já se senta muito bem sem precisar de almofadas ou dos nossos braços para o segurar, de qualquer forma as almofadas estão sempre lá. Sentamo-lo no chão com os seus brinquedos e ele aguenta-se lá um bom bocado. Claro que de vez em quando desvia a atenção das suas brincadeiras para verificar se a mamã ou o papá estão por perto. Por vezes chama-nos para nos sentarmos no chão com ele. Aí é que a porca torce o rabo. Sentar até sento, mas dois minutos depois já me dói tudo. Não sei como é que ele consegue.

Como o inverno se avizinha, ontem fomos comprar-lhe um gorro quentinho para o acachar do frio na rua. Saímos da loja com um kit completo, gorro, cachecol e luvas. É para quando nevar por aqui. Fica tãaaao fofo. Entretanto chega o Natal e vamos enfeitar pela primeira vez uma árvore cá em casa. Até aqui como éramos só eu e o marido não nos dávamos ao trabalho, mas agora com o nosso pequerrucho já faz todo sentido entrar no espírito natalício. Realmente a magia do Natal está nas crianças.

Gorro

Os dois dentinhos de baixo já estão granditos e recentemente os dois dentes da frente de cima fizeram-se também notar. Agora é que vai ser. Equipado com quatro dentinhos vai roer tudo a eito. Parece-me é que vai sair um dentolas tipo coelho, os dois dentes que estão a espreitar acho que são enormes.

Entretanto passou a comer sopa e fruta também ao jantar e papas cerelac ao lanche. Continua um comilão. Quanto mais lhe desse mais ele comia. É um guloso! Água é que não é com ele. Comprámos um daqueles copinhos com tetina para ver se o acostumamos a beber água mas acho que ele é como a mãe. Água não sabe a nada. Pelo menos o copo tem servido para ele coçar as gengivas, coitadinho.

Gorro cachecol e luvasCachecol e luvas

Na hora do banho é a loucura total. Temos uma cómoda com banheira embutida para não termos que tirar o pequenito do quentinho do quarto para o fresquinho da casa de banho, ou vice-versa. Além de que as minhas costas agradecem. Ainda lhe damos banho lá, mas acho que vai ser por pouco tempo. Antes ele chapinhava com os pés, depois aprendi a encostar-lhe o rabo ao fundo da banheira e acabei-lhe com a brincadeira. O safadito logo descobriu outra forma de alcançar o mesmo objectivo, agora levanta e baixa o rabo com toda a força. Só falta gritar: olha a onda mamã! Chapina-me tudo. Mas acho que enquanto sobrar água na banheira vou insistir, que as minhas costas agradecem.

Socializar é com ele. Conhece muito bem quem lhe é familiar, mas sorri para toda a gente e até estica a mãozinha para dar uma festinha. Um amor. São só aaahhhs e ooohhhs a olharem para ele todos babados. Quando lhe mostramos um brinquedo ou qualquer coisa nova para ele descobrir quase nos desmanchamos à gargalhada. Não sei como são os outros bebés, mas ele não açambarca logo as coisas com as mãos. Vai só com o dedinho indicador e o polegar agarrar com muito cuidadinho para ver o que é. Não vá o objecto estranho morder-lhe, chiça!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Leitura em trabalho de parto

Caso ainda não tenham percebido, este ano aconteceu-me a coisa mais maravilhosa e marcante da vida de uma mulher: fui mãe. A gravidez correu muito bem mas andei o tempo todo em pânico a pensar no parto. Frequentei aulas pré-parto e prepararei-me para ser forte como todas as mulheres que já deram à luz. Essas aulas foram mesmo muito boas para mim. Aconselho vivamente. Fiquei a saber muita coisa que não sabia e fui ficando muito mais tranquila à medida que chegava o grande dia. Explicaram-me que devia ficar em casa até que as contracções ocorressem em intervalos de cinco minutos, ou assim que rebentassem as águas. Isso ou até não aguentar de tanta dor.

O dia previsto para o parto chegou e passou. Passou mais uma semana e nada de contracções. Marcaram-me a indução do parto. Com os nervos em franja e as malas mais que feitas, durante essa semana só procurei formas de me entreter no dia da indução, enquanto esperava deitada pelas dores dilacerantes. Carreguei duas horas de música para o MP3 e fui procurar um livro para me cultivar.

Livro as nove divisões da felicidade

Não fazia a menor ideia de que livro comprar, apenas sabia que queria uma coisa alegre, que me puxasse a mente para cima nas alturas em que me fosse abaixo com as contracções. Depois de folhear dois ou três, decidi-me pelo livro As nove divisões da felicidade, de Lucy Danziger e Catherine Birndorf, M.D. O marido só disse que era um livro de auto-ajuda e que me ia deprimir ainda mais, mas arrisquei.

No dia D dei entrada no hospital às 9h, deram-me o medicamento da indução às 11h e comecei a ler. Foi até às 20h. Aí a coisa começou a apertar e não houve livro nem música que me valesse. Consegui ler mais de metade do livro e adorei. As autoras usam a metáfora de uma casa com as suas várias divisões para nos mostrarem como nos deixamos abater por coisinhas insignificantes, e como devemos dar valor e sorrir perante o que temos na nossa vida. Gostei mesmo muito.

No hospital li 168 das 304 páginas que o livro tem. No primeiro mês do rebento li até à página 244. Neste momento, passados sete meses e meio desse dia, vou na página 244. Não li nem mais uma vírgula. Mas foi mesmo por descuido, porque por muito atarefados que os nossos dias sejam temos sempre um tempinho para ir colocando a leitura em dia. Tenho mesmo que acabar de o ler. Pensando melhor, acho que vou voltar a lê-lo do início, só pelo gozo. Decididamente, recomendo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Azeitonas - eu, inculta, me confesso

Calma, minha gente! Não vamos plantar um olival na varanda. Eu passo a explicar.


Ultimamente tenho andado um bocado, para não dizer muito, a leste do que se passa no mundo. Tanto no mundo em geral como no que se passa mais à minha beira. Só para terem uma ideia, aquela história toda do Ricardo e da Diana, soube agora que isso existiu e do alarido que foi. Mas adiante.

Hoje venho falar-vos d'Os Azeitonas, uma banda formada no Porto e que já existe desde 2002, mas a verdade é que só agora soube da sua existência. Se não fosse a música dos aviões, que andou aí na boca de toda a gente à uns tempos, ainda estava na ignorância. Essa e a dos maridos das outras. Essa faz-me sorrir por dentro, vai-se lá saber porquê.

Pronto. Isto tudo serve para vos dizer que tenho andado à procura de uma música calminha para adormecer o nosso bebé, mas não tem sido fácil que os meus critérios são exigentes. Foi então que dei de caras com eles. Mas quando ousei tentar trautear os primeiros versos da música dos aviões a coisa não correu muito bem.
- Anda comigo ver os aviões...
- Cala-te com essa mmmelodia!
Por isso tive que escolher outra música. Foi então que descobri a canção "Nos desenhos animados". É calminha, romântica e vou poder desenjoar do "Faz ó-ó, meu bebé" que já andava a cantar há seis meses. Ainda tentei mudar para a "Brilha, brilha estrelinha" mas pareceu-me muito nha-nha-nha para o meu filho. Vou adoptar esta d' Os Azeitonas que me faz recordar a infância. Isto até me enjoar também. Daqui a seis meses digo-vos qual é a próxima escolha. Tenho é que aprender a letra primeiro, que não é nada fácil.

Eu quero a sorte de um cartoon
Nas manhãs da RTP1
És o meu Tom Sawyer
E o meu Huckleberry Finn
E vens de mascarilha e espadachim
Lá em cima, há planetas sem fim
Tu és o meu super-herói
Sem tirar o chapéu de Cowboy
Com o teu galeão e uma garrafa de rum
Eu era tua e de mais nenhum
Um por todos e todos por um


Nos desenhos animados
Eu já conheço o fim
O bem abre caminho
A golpe de espadachim
E o príncipe encantado
Volta sempre para mim


Eu sou a Jane e tu Tarzan
A Julieta do meu Dartagnan
Se o teu cavalo falasse
Tinha tanto para contar
Há fantasmas debaixo dos meus lençois
Dos tesouros que escondemos dos espanhóis


Nos desenhos animados
Eu já conheço o fim
O bem abre caminho
A golpe de espadachim
E o príncipe encantado
Volta sempre para mim


Quando chegar o final
Já podemos mudar de canal
Nos desenhos animados
É raro chover
E nunca, quase nunca acaba mal.


By the power of Grayskull.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O miúdo e a vaca

Desde que fomos pais que muita coisa mudou na nossa vida. Há qualquer coisa no nosso cérebro que altera a nossa forma de estar. Passamos a dar valor ao que realmente interessa e a aproveitar todo o tempo de qualidade que conseguimos ter. Tempo esse que parece sempre muito pouco. Tenho a sensação que desde que o miúdo nasceu os dias encolheram. Chego ao final do dia a pensar que não fiz metade daquilo que queria fazer.

Miúdo fascinado com a vaca
Clique na imagem para ampliar

Para ajudar à festa achámos que agora era a altura mais oportuna para construirmos a horta na varanda. É um ver se te avias de coisas e coisinhas para fazer. Mas mesmo assim a sensação é muito boa. De tão boa que é, senti necessidade de vir aqui dar-vos um lamiré de como está o nosso rebento, do quanto já aprendeu e evoluiu em quase seis mesinhos de vida.

O nosso pióninhas ainda não se consegue sentar sem ajuda - está nos treinos, mais uma ou duas semanitas e acho que chega lá – mas já tem dois dentitos e já come sopa e fruta ao almoço. Mas não é comer do género provar uma colherzita, cuspir tudo e ir beber leitinho. Não. O nosso comilão de serviço come na boa uma pratada de sopa e mais uma pêra ou maçã cozida e reduzida a puré. Mesmo assim o pediatra diz que ele podia ter aumentado um bocadinho mais o peso. Por isso o próximo passo será introduzir papa ao lanche.

Acho piada quando levamos o miúdo à varanda. Não liga nenhuma aos espinafres nem à salsa mas a vaquinha é uma perdição. Fica ali sem pestanejar, de mãozita esticada como se fosse a coisa mais maravilhosa do mundo. Estou ansiosa por vê-lo crescer e passar por todas as fases giras e ternurentas da bebezisse. Vai ser giro incluí-lo nas tarefas da horta; ensiná-lo a semear, a plantar, a regar e a colher os vegetais para a sopinha. Isto para que uma horta numa varanda de um apartamento se torne a coisa mais natural do mundo para ele.