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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Construção da marquise low cost passo a passo

Como fazer marquise low cost

A construção da nossa marquise low cost deu-nos tanto trabalho, foram tantas as cabeçadas na parede, que achamos que seria um desperdício colocar toda a sabedoria acumulada numa gaveta. Foram quase dois meses a pensar em como queríamos que ficasse, nos materiais que íamos usar e a fazer tudo aos poucos. Nas horas vagas. Confiantes de que íamos conseguir. Todos os dias eram uma aventura e havia sempre um desafio novo por superar. Agora ainda é assim, mas já ao nível das plantações.

Acreditamos que haverá por aí quem esteja também a pensar num projecto como este, seja para uma horta ou qualquer outro fim, e que não queira gastar muito dinheiro nem queira uma coisa muito definitiva.

Por esse motivo, e por sermos muito boas pessoas, criámos um manual para a construção de uma marquise low cost. Se repararem, logo no topo deste blog têm um separador intitulado "Marquise". Nesta nova página encontram os passinhos todos que demos - ou que o marido deu - para criarmos o resguardo que temos hoje na varanda. Foi o marido que o escreveu de alto a baixo e colocou imagens bastante elucidativas. Fez questão de explicar tudo bem explicadinho e eu acho que conseguiu.

Esperamos que possa ser útil para quem se quer iniciar nestas andanças. E atenção que isto é só o início. Em breve vão haver mais novidades. Nos aguardem!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O teste do algodão

Sujidade antes e depois - teste do algodão

Quando decidimos criar uma horta na varanda a primeira preocupação que nos assolou o pensamento foi a sujidade que deambulava por aquelas bandas. Pusemos mãos à obra para resolver o problema e o resultado foi uma rede sombreira em toda a volta da varanda. Assim que terminámos essa tarefa perguntámo-nos em uníssono: será que esta rede vai servir para alguma coisa e nos vai deixar ter aqui algumas hortícolas? E do que é que o marido se lembrou? Do teste do algodão que ficou famoso à uns anos por causa da publicidade àquele produto de limpeza que passava na televisão.

Então, o marido passou a esfregona no chão da varanda e tal como no reclame publicitário fizemos o teste do algodão. Como as mãos de uma mulher ficam sempre melhor nas fotografias, eu passei o algodão no chão da varanda e ele tirou a fotografia. Fizemos o teste no dia em que demos (finalmente) a colocação da rede por concluída e agora, uma semana e três dias depois, para verificarmos a funcionalidade do projecto. Por isso aqui têm o antes e o depois. E nem vale a pena virem com a história dos photoshops ou de que passámos os dois algodões no mesmo dia ou outras mirabolices do género que aqui é tudo gente séria, ok?

Como podem ver pela imagem, a varanda agora está... suja, mas nada como antes da construção da nossa marquise low cost. Portanto, diria que foi um sucesso. Não só porque assim de certeza que as culturas vão ter muito mais hipóteses de sobreviver, mas também porque o chão está relativamente limpo o que resulta em menos trabalho doméstico. Isto agora está a dar-me uma ideia... O que é que eu posso revestir mais com a rede sombreira para melhorar ainda mais a minha qualidade de vida? Huuummm...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Panorâmica da horta

Marquise low cost

Desde que descobriu um software que junta várias fotografias para criar uma só com aspecto de panorâmica que o marido não quer outra coisa.

Cá em casa se não for eu a fazer fotos e vídeos já sei que quando formos velhinhos não vamos ter quase nada para recordar os nossos anos de glória, mas tenho a certeza que o pouco que existir vai ser tudo à base de panorâmicas. Seja no campo ou na praia, dentro ou fora de casa, qualquer coisa é pretexto para ele testar os seus dotes de panoramista. Quando o vejo a fotografar a mesma coisa 54 vezes, fazendo apenas ligeiros desvios para a direita, já sei do que se trata e nem vale a pena perguntar nada. É esperar que ele carregue no botãozinho as tais 54 vezes para depois seguirmos com as nossas vidinhas.

Remetendo para a foto acima, a bem dizer isto ainda não é panorâmica nenhuma da horta que de horta ainda não tem nada, mas assim que se apanhou com os três painéis de rede colocados sacou logo da máquina fotográfica e tchec tchec tchec tchec! Diz que é para as pessoas terem uma noção mais global de como ficou a nossa marquise low cost.

Loucuras à parte a verdade é que ficou bem mais bonito e agradável do que eu estava à espera. Agora é só fazer uma limpeza geral e esperar que o negrume nunca mais se volte a instalar. Vamos dar-lhe uns dias a ver se a super rede sombreira sempre serve para alguma coisa antes de arriscar a plantar a nossa hortinha. Para fazer o teste, e ficarmos a saber se podemos converter a varanda no habitat de variadas espécies de seres vivos, optámos por fazer da única planta que temos em casa a nossa cobaia. Só espero que se a coisa correr mal ela nos possa perdoar um dia...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ata e desata

Cortinado de rede sombreira fixado no muro do gradeamento da varanda

Para trás e para a frente, mas que grande trapalhada! Mais uma ida à loja, mais uma carrada de buchas, agora de 5mm, e camarões quanto baste para fixar todos os cortinados de rede sombreira xpto. Pelo menos valeu pela experiência. Fixar os restantes cortinados deverá ser canja, mas antes disso primeiro é preciso prender este ao muro de forma a que fique bem esticadinho.
- Vamos lá voltar ao trabalho que hoje isto tem que ficar pronto!
É a loucura! O construtor vai brocar outra vez. O que que vale é que a broca é bem mais estreita, logo se correr mal quase não se vai notar o estrago.
- Ora bem... dois camarões, um entre o centro e cada extremidade do pau, devem ser suficientes.
Três pontos fixos em cima e dois em baixo?! Já se está a ver o resultado, mas assim fez. Para além disso achou por bem abrir um buraco em cada extremidade do pau que atravessa todo o cortinado, passando cada fio esticador pelos respectivos buracos.
- E agora como é que vou atar isto? O melhor é não inventar muito.
Então? Agora se correr mal é só desatar e atar de novo, inteligente! Enfim, mesmo recorrendo apenas a nós que já dominava, tais como o nó simples, nó de pescador duplo e o muito prático engate de aperto ajustável, a coisa não funcionou como esperava.

Nó simples, nó de pescador duplo e engate de aperto ajustável
Da esquerda para a direita: nó simples, nó de pescador duplo e engate de aperto ajustável.

- Uuui... desta forma não estica bem o cortinado ao centro! Bolas vou ter que abrir mais três buracos que estes não servem.
Correcto! Colocando um camarão entre cada extremidade do pau e cada um dos pontos fixos laterais superiores, depois outro ao meio, a coisa já funciona. Demorou algum tempo a lá chegar, atou e desatou umas quantas vezes, mas desta forma lá conseguiu o construtor fixar o painel de rede sombreira, todo esticadinho, ao muro do gradeamento.
- Oh mulher anda cá ver que isto está impecável!
- Está, está! Mas agora passa para cá o teclado que quem escreve sou eu!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tinha que embirrar!

Ilustração do coiote com um cartaz com a mensagem "Help!"

Agora quem narra esta parte do espectáculo é aqui o construtor que a minha amada esposa só tem denegrido as minhas capacidades de bricolage.

Sentado na varanda e sem a corajosa ajudante por perto, o construtor colocou no berbequim a nova broca de 10mm de qualidade superior e iniciou os trabalhos para prender o cortinado no muro do gradeamento da varanda.
- Raios me partam se não consigo aplicar pelo menos uma destas malditas buchas!
Então, com toda a certeza do mundo, aponta ao alvo marcado na fita de papel que previamente colara cuidadosamente no muro, dá um suspiro e toca a brocar.
- Impossível! Ferro outra vez?!
Incrédulo com a situação, aplicou mais força e tentou novamente abrir com a broca de 10 o necessário buraco de 11mm, não fosse falta de jeito.
- Uuui! Vou ter que brocar ao lado! Que se lixe. Nem que esburaque a varanda toda, hei-de enfiar uma destas malditas buchas na parede.

Com algum esforço, mesmo no canto entre a parede e o muro do gradeamento, o confiante construtor lá conseguiu finalmente fazer o buraco pretendido. Isto pensando ele que, sendo a parede constituída maioritariamente por tijolo, com um bocado de jeito conseguiria abrir um buraco suficientemente largo para acomodar a amaldiçoada bucha. Assim, certo de que agora é que era, pegou na bucha, apontou-a ao buraco e com todo o carinho... pumba! Mais uma bucha toda torcida.
- Oh valha-me me Deus! Será possível?!
Pegou novamente no berbequim e com o seu jeitinho toca de brocar mais um bocado. Pegou noutra bucha e deu a derradeira martelada... Tcharan!!!
- Entra ou não entra? Quem é que sabe?

Ufa, estávamos a ver que esta luta nunca mais tinha um fim. Infelizmente as peripécias não podiam terminar aqui. Quando finalmente analisou melhor o problema de fixar o painel de rede sombreira no muro da varanda, o tão espertinho construtor apercebeu-se que o sistema de nós que idealizara não funcionaria correctamente com o camarão naquele sítio.
- Ora bolas, depois de tanto esforço acho que é melhor voltar à loja e comprar uns camarões pequenos em forma de L que só assim é que me safo...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O espectáculo continua

Cortinado de rede sombreira fixado no tecto da varanda

Depois de uma noite bem dormida, o mestre de obras lá foi à loja comprar umas buchas e brocas novas para tentar salvar o nosso projecto da horta na varanda. Desta vez o esposo lembrou-se que se calhar era boa ideia ler as letrinhas que costumam vir na parte de trás das embalagens, e assim chegou à conclusão que afinal uma broca de 6mm e umas buchas normais de plástico são mais do que suficientes para segurar o cortinado no tecto da varanda. Para ter a certeza que não falhava, ele comprou uma quantidade considerável de buchas de 6, 8 e 10mm, três camarões novos para as novas buchas e um conjunto de brocas de betão de 4, 5, 6, 8 e 10mm.

Reunidas as condições para darmos continuidade ao espectáculo, voltámos ao frenético exercício de subir e descer o escadote. Para não dar parte fraca, o artista começou por tapar com uma bucha apropriada o enorme buraco que fizera anteriormente. Como era suposto, tudo correu bem e finalmente ele conseguiu enroscar o primeiro camarão no tecto da varanda.

Todo entusiasmado, o homem colocou a nova broca de 6 no berbequim, subiu o escadote e prossegui com a poluição sonora, até que ao terceiro e último buraco... oops... ferro! Toca de brocar mais ao lado.

Passada a tormenta, o marido lá conseguiu prender as buchas ao tecto e os camarões às buchas. Finalmente vi alguma coisa naquela varanda que dava uma ideia de que algo se ia passar ali.

Por entre um misto de suor e contentamento, o mestre de obras respira de alívio, desce do escadote, pega no cortinado, sobe o escadote e pendura-o nos camarões com toda a satisfação. Foi um momento histórico para a nossa família e que nos fez acreditar que é possível. Urra!

Nisto tudo, ele teve a infeliz ideia de ler as letrinhas da embalagem das buchas que derreteu à martelada. Qual não é o seu espanto quando percebe que as buchas que comprara inicialmente eram para paredes falsas e familiares e que para as aplicar precisava de uma broca de 11mm e não de 10.

Cromo, bem podia ter martelado a noite inteira!

Eu logo vi que algo não podia estar certo. Tinha que haver uma razão para as malfadadas buchas não entraram na cratera deixada pela broca de 10. Amadores...

Próxima etapa: prender o cortinado na parte de baixo... glup... Pelo menos já o pode fazer sentadinho no chão da varanda sem precisar da ajuda aqui da corajosa.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Primeiro contratempo

Conjunto de brocas, buchas e parafusos tudo deformado

Depois de superado o desafio de subir até ao último degrau do escadote e de fazer o primeiro buraco, deparámo-nos com uma nova etapa: a colocação da primeira bucha. Olhando de relance para as buchas que comprou, o marido atirou para o ar:
- Preciso de uma broca de 8!
Sobe ao escadote com a broca de 8mm no berbequim e trrrreeee.... desce do escadote, pega no martelo e na bucha, sobe novamente o escadote e pec, pec, pec...
- Olha, não entra, tenho que usar a broca de 10!
Então, muito confiante, o marido desce do escadote, coloca a broca de 10mm no berbequim, sobe o escadote e trrrreeee...

Bem, isto repete-se durante aí uma meia hora por entre troca de brocas e marteladas na bucha. O resultado é uma broca de 8mm partida, duas ou três buchas desfiguradas e um buraco no tecto que acho que se fosse no chão e o Google Maps actualizasse as fotos era coisa para se ver nitidamente.

O que se tirou de positivo desta meia horinha das nossas vidas foram os meus bíceps exercitados, de segurar o escadote e as calças do homem, e os meus nervos postos à prova, que isto de imaginar que o marido cai em queda livre a qualquer momento e que a culpa é nossa por não comermos mais espinafres não é para qualquer uma!

Enfim! Parece que o marido tem que ir à loja comprar outras buchas e umas brocas novas porque estas já foram...

terça-feira, 31 de julho de 2012

Segura-me senão eu caio

T-shirt com a imagem de um boneco a cair de um escadote e com a mensagem "I do all my own stunts"

Chega o marido do trabalho e diz que vai só comer qualquer coisa para ganhar forças porque é hoje que vamos colocar o primeiro camarão no tecto da varanda. Ainda engoli em seco, tentei arranjar qualquer coisa urgente para fazer, mas sabia que não tinha outro remédio senão seguir atrás dele e esperar pelo melhor.

Diz-me ele que primeiro vai só encostar o escadote ao gradeamento e subir até ao último degrau para ver qual é a sensação. Eu vejo-o a iniciar a subida todo confiante mas a diminuir progressivamente a velocidade até que pára no penúltimo degrau.
- Olha, ainda não subiste tudo, falta um.
- Eu sei, estou a respirar...
E eis que vejo o meu heróico maridão com um tremer levezinho na perna direita a subir o último degrau e a colocar-se no topo do escadote!
- Eh, pá! Isto é um bocado alto! Mete respeito, sim senhor!
- Mas achas que consegues estar aí em cima e fazer força com o berbequim no tecto?
- Hammm... Consigo pois!... É só não olhar para baixo que faço isto na boa...
Desce ele do escadote, pega no berbequim, coloca uma broca de 6mm e toca de subir outra vez.
- Olha, seguras o escadote com uma mão e com a outra seguras-me as calças e a t-shirt, que assim se eu me desequilibrar para a frente tu puxas-me para dentro.
- Hammm... Ok... (mas tu pensas que eu sou o Ulisses??!!!)
Juntei todas as forças que tinha e agarrei-me ao escadote e ao homem como se não houvesse amanhã enquanto ouvia aquele barulho infernal da broca a furar o betão que só me faz lembrar um filme de terror a preto e branco passado no consultório de um dentista.

Ele desce do escadote, pega na bucha e no martelo, volta a subir o escadote, coloca a bucha junto ao orifício, dá-lhe duas ou três pancadas e diz:
- Olha, tenho que trocar esta broca por uma maior.
Maaaau...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Que comece o espectáculo

Ilustração de uma trapezista a andar na corda bamba
Eu não tenho poderes de adivinhação mas há alturas na vida em que parece mesmo mesmo que o meu dedo mindinho é qualquer coisa de especial.
Da malta toda que eu incumbi o marido de pedir ajuda, para lhe segurar o escadote a ver se coloca os malfadados camarões no tecto da varanda, NINGUÉM estava disponível para o ajudar!

O vizinho não estava em casa, o irmão mora longe e o gasóleo está caro, os bombeiros têm mais que fazer nesta altura do ano (vai daqui o nosso maior apreço e agradecimento) e o Elvis ainda ninguém nos soube dizer ao certo qual o seu paradeiro...

Lá terá aqui a je que se transformar numa versão extremamente insegura e trapalhona da Catwoman e ganhar coragem para pôr mãos ao trabalho e superar o desafio.

Ainda não sei o que me espera mas, tendo em conta a minha força de bíceps e o meu sentido de equilíbrio, diria que o que se avizinha não deve ser nada semelhante a uma qualquer corriqueira bricolage...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Mas porque é que não moramos num rés-do-chão?

Mulher assustada a gritar

O construtor e mais quem?! Eu li bem... assistente?!

Oh homem, pensava que já sabias que eu sofro de acrofobia. Que é como quem diz que me acagaço toda só de pensar em elevar-me uns centímetros do nível do chão.

Só para terem uma ideia, se tenho que subir para cima de uma cadeira já estou a tremer da cabeça aos pés e cheia de suores frios ainda antes de tirar o primeiro pé do chão. Quando vou comprar sapatos até evito de comprar daqueles mais avant-garde com saltos de 10 cm porque só de os experimentar já sinto que o chão me está a fugir debaixo dos pés!

Eu sei que disse que moro num segundo andar o que pode gerar uma certa contradição ao que acabei de confessar. Mas também nunca disse que ando empoleirada nos gradeamentos das varandas ou que fico à janela a ver a banda passar, pois não?

Isto tudo porque a obra chegou àquela fase em que é preciso pendurar o primeiro cortinado na varanda e, claro está, que não vai ficar a 30 metros de distância da beirinha. Tem que ficar mesmo encostadinho ao gradeamento para termos o máximo de espaço e isolamento possível.

Analisando a logística da coisa, o marido diz-me que ele tem que subir a um escadote com um berbequim numa mão e um camarão na outra enquanto eu lhe seguro o escadote. Isto tudo encostadinho ao gradeamento. E isto tudo repetido de entre 6 a 9 vezes. Estão a ver bem a responsabilidade que ele está a pôr em cima de alguém que tem pavor das alturas?! É que ainda devemos estar a uns 862 metros de distância das pedras da calçada!

Respondi-lhe logo que nem pensar. Ele que chame o vizinho, chame o irmão, chame os bombeiros, chame o Elvis!... Mas os meus tremeliques não dão para segurar 10 kg de escadote mais 70 kg de gente empoleirada na varanda de um segundo andar.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Um já está! Faltam só mais dois

Bob o construtor


O primeiro cortinado de rede sombreira está pronto! Agora, aqui o construtor só tem que repetir tudo mais duas vezes. Depois disso já teremos cortinados suficientes para fechar completamente os quatro metros de perímetro aberto da varanda.

Sim, o espaço disponível para construirmos a nossa fantástica horta é enorme! Como a mulher referiu em Estado da arte, a varanda tem cerca de três metros quadrados de área, o que equivale aproximadamente a três campos de futebol... daqueles dos matraquilhos.

Mas antes deste artista se dedicar novamente à arte do ponto cruz, primeiro pretende aplicar o cortinado na varanda para a mulher ver o quão bonito irá ficar. Nesse sentido o plano de trabalho agora é o seguinte:
  1. Abrir três buracos no tecto, mesmo à beirinha, para colocar três camarões;
  2. Fazer passar a vara de madeira por entre os camarões e o topo do cortinado;
  3. Abrir mais três buracos no muro que suporta o gradeamento para colocar mais três camarões;
  4. Procurar na biblioteca de nós de pescador um nó catita para esticar e segurar a rede na parte de baixo.
Dito assim a coisa até parece fácil! O problema é que a varanda fica ainda a uns bons metros do asfalto. Portanto, como o construtor não chega aos calcanhares do Super-homem, nem pretende entrar no livro dos recordes com o maior mergulho para a via pública, Uma vaca na varanda tem o prazer de anunciar o maior espectáculo acrobático alguma vez visto.

Minhas senhoras e meus senhores, o construtor e a sua bela assistente irão assim dar início ao tão aguardado espectáculo de circo...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Ponto de situação

Cortinado de rede sombreira cosido com ponto cruz
Beeem, parece que a coisa da honra fez avançar a obra! Dando assim um leve vislumbre ao estado actual "dos mais avançados cortinados filtro de partículas", diria que o projecto deu um paço em frente... mas em direcção ao meu maior receio até ao momento.

Uma palavra: MEEEDO!

Mas eu acredito nas capacidades de desenrascanço do marido. Vistas bem as coisas eu, que não dava nada por uns metros de fita de papel, tenho que dar o braço a torcer que afinal a dita até alinhava bem a rede sombreira xptU. Com esta brincadeira o homem conseguiu mesmo coser os cortinados com as cruzinhas todas a direito, ou quase.. vá... :)

Deixou aqui e ali uns espaços sem pontos cruz nas laterais que não sei bem qual o motivo. Das duas uma: ou foi para poupar fio (que outro como o do meu papagaio acrobático não vamos encontrar... coitadinho...) ou foi por puro cansaço. Sim, porque isto de bordar umas centenas de cruzes também é coisa para cansar.

Enfim, tal como eu pensava vou ter que elevar o meu bom gosto aos mais altos padrões para ter uma horta que dê frutos e ao mesmo tempo uma varanda que dê gosto só de olhar.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Alto e pára o baile!

Bob o construtor

Já não bastava anunciar a todo o mundo que um homem faz ponto cruz, agora ainda contesta a sua capacidade para construir os mais avançados cortinados filtro de partículas de carbono.

Está bonita! Isto aqui é tecnologia de ponta mulher!

Quando aplicados estes fantásticos cortinados, nunca mais será necessário cavar primeiro a varanda para depois a conseguir varrer. O ar vai ficar respirável e as plantas vão florescer como se não houvesse amanhã.

Parece que já estou a ver o filme todo, depois de concluída a obra, até borboletas a mulher vai querer criar na varanda!

Agora que está responsável por arquitectar a sua "horta cuidada e bonita", quero ver quais são as propostas da senhora para quando a Câmara Municipal nos passar a licença para colocarmos a vaca na varanda.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Alinhavo

Alinhavo do cortinado de rede sombreira com fita de papel

Macho que é macho não alinhava a cortina com linha, alinhava com fita de papel!

- Ah e tal que isto assim é muito mais rápido!
- Está bem, então e depois tiramos isso, não é? 
- Aahh, não... isto depois fica assim...
- Quêeee?! Vá, vá, fazes favor de tirar daí a fita de papel que isto não é por ser uma horta feita em casa que tem que ficar abandalhada!

Sim, porque apesar de ainda não me ter debruçado muito sobre o assunto, o que idealizei para nós foi uma horta cuidada e bonita. Sempre muito simples mas com um toque de elegância e originalidade aqui e ali.

Quando tiver um tempinho tenho que pensar a sério como vou querer organizar o espaço e o aspecto que quero que tenha. Claro que no final o mais provável é que não dê a bota com a perdigota.

O marido já me avisou que é melhor dividirmos tarefas: eu idealizo e ele concretiza. Pois, porque avaliando a proposta do artista para a nova tendência de cortinados 2012/13, diria que se calhar não é má ideia deixar o design por minha conta. Isto, claro, sem querer colocar em causa o seu bom gosto...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Errata ou coisa que o valha

Mosquito

"Oh mulher não é rede mosquiteira, é rede sombreira! Vai lá dizer isso no blog senão os senhores vão comprar rede mosquiteira e não é nada disso!!"

Ehhhh feitiosinho!! Desculpa lá se não sou nenhuma expert nestas coisas da bricolage, tá?

Pronto, ficam os senhores avisados que não é uma rede mosquiteira xpto mas sim uma rede sombreira xptU!   hihihi

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Os cortinados

Homem a coser cortinado de rede sombreira com ponto cruz
E não é que entro eu na sala, vinda de mais uma ronda de fralda e biberão, e dou de caras com este aparato?! Encontro o homem nestes preparos a fazer o belo do ponto cruz na rede mosquiteira xpto!

Diz que é a nova tendência para cortinados 2012/13. Um requintado tecido em rede verde musgo com delicados orifícios que lhe conferem um twist de exuberância, tudo isto bordado com um exímio trabalho a ponto cruz!

O que vale é que eu à uns meses estava numa fase da minha vida em que me dediquei compulsivamente a esta arte e levei por arrasto o maridão. E que jeitaço que está a dar agora estes conhecimentos, hein? Vai ficar uma rede linda que só ela! E por muito vento que faça estas cruzinhas todas não vão deixar a rede mexer um milímetro... ou não... vamos a ver...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Camarões à mosquiteira

Conjunto de materiais utilizados na construção da marquise
Estudando bem o caso que tínhamos em mãos o mestre de obras chegou à conclusão que necessitávamos dos seguintes materiais:
  • rede mosquiteira xpto (verde para dar o ar da natureza)
  • varas de madeira para dar suporte à coisa
  • serrote
  • fio
  • fita métrica
  • fita cola de papel
  • camarões q.b.
Junta-se uma pitada de sal e vamos ver no que isto dá!
Enquanto isso, e porque estamos em tempos de crise e o lema agora é reutilizar, o mestre de obras achou por bem guardar o fio que está na imagem e aproveitar o fio do meu antigo papagaio acrobático que se despenhou a 60 km/h de bico a fundo. Só sobrou o fio... coitadinho... Agora vou ter para sempre uma recordação do meu papagaio do Nestum na nossa hortinha :)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Estado da arte

Varanda antes da horta
Eis a nossa base de trabalho. Uns modestos 3x1 metros que terão que servir para criar aquela que será a mais bela horta ao nível de varandas, alpendres, marquises e afins!

Até podíamos começar já a criar a horta mas dado que a cada dia esta varanda fica literalmente preta, tal não é a carga de dióxido de carbono libertada nas redondezas, tivemos que pensar numa opção que nos permitisse cultivar algo mais que carvão...

E por falar em marquises, esta foi logo a primeira ideia que tivemos mas como o apartamento é alugado e ainda se tratava de um investimento algo avultado tratámos de ir pensar melhor na coisa.

Vai daí, o maridão que é todo geringonças lembrou-se de envolver a varanda com uma rede qualquer mosquiteira xpto que não deixa passar grande parte do negrume e deixa entrar sol e oxigénio para as hortícolas. Vamos a ela!

terça-feira, 10 de julho de 2012

No início era assim...

Vacas mimosas a pastar
Era uma vez nós, um casal de classe média-muito-baixa que segue com a sua vidinha num modesto T2 num qualquer segundo andar deste nosso Portugal.

Um belo dia decidimos aumentar a família e tivemos um rebento que agora é o Ai-Jesus cá de casa. Dizem que a parentalidade muda muito a nossa maneira de pensar e nós não fomos excepção. Agora vivemos a pensar quais serão as melhores opções para nós e para o-nosso-mai-novo para termos uma vida saudável e feliz.

Tínhamos uma varanda completamente subaproveitada e por entre fraldas e biberões decidimos que íamos arranjar um tempinho para fazer dela qualquer coisa produtiva. Já sei! - exclamo eu num misto de loucura e emoção - Vamos criar a nossa horta! Assim sempre andamos entretidos e damos algum uso àqueles 3 metros quadrados que não estão a servir para nada. E eis que exclama o marido: e depois pomos uma vaca para termos leite fresco todas as manhãs!

E começa assim a hilariante história da vaca na varanda...