sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Regador improvisado

Regador improvisado para horta na varanda
Clique na imagem para aumentar
Vi logo que o esquema de tapar os buracos dos fundos das floreiras ia dar bronca. O senhor meu esposo fez a coisa com tanta convicção que agora, passados uns dias de andar a regar os vasos com um regador, está à nora por não saber a quantidade de água que os vasos têm no fundo. Devia ter-se lembrado de arranjar uns vasos transparentes. Mas transparente não é Shabby Chic. Bolas, que dilema.

Ficámos os dois na varanda a passar por esta angústia toda, mas este impasse não durou mais que três breves segundos. Os neurónios do marido começaram logo a faiscar e a imaginar um regador que servisse as nossas necessidades.

Com uma agulha e uma garrafa de plástico, das pequenas que é para ser proporcional aos vasos, fez um regador num instante. Cortou o gargalo à garrafa, aqueceu a ponta da agulha num bico do fogão e toca de fazer furos no fundo da garrafa. Assim dá para ter uma ideia da quantidade de água que estamos a dar às culturas e conseguimos dar a mesma quantidade todos os dias. Além disso a água cai em gotas espaçadas pela terra em vez de ser um jacto só num sítio que é logo absorvido. Isto na teoria, claro. Se vai fazer alguma diferença ou se é igual ao litro, estamos cá para ver.

E pronto. Temos as culturas semeadas e regadas, num local limpo e soalheiro. Agora é esperar que cresçam e enquanto isso vamos cultivando outras hortícolas. Mas não pensem que eu me contento só com isto. Nãaaao. Os vasos estão tão bonitos que de maneira alguma os posso deixar só ali no chão e pronto. Tenho que tomar providências para lhes dar o lugar de destaque que merecem e um suporte à sua altura. Oh marido, oh chega aqui!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Já temos horta!

Tendo já a base preparada para receber as sementes foi só lançar as mesmas à terra. Lançar, ponto e vírgula, que a sementeira foi muito bem estudada. O homem tratou logo de arranjar um utensílio que o auxiliasse na tarefa de fazer vários orifícios na terra, todos do mesmo tamanho e todos mais ou menos com o mesmo espaçamento. Um lápis.

Para semear a salsa nos vasos pequenos fez cinco furos e lançou três ou quatro sementes em cada um. Depois tapou os buracos, deu uma regadela ligeira, fez fisgas e deu três pulinhos a ver se nasce alguma coisa dali.

Semear espinafre
Clique na imagem para aumentar

A sementeira dos espinafres foi deveras semelhante, com a diferença de que foi numa floreira, o marido fez mais buracos, só pôs uma semente em cada um e os pulinhos foram sete, que isto é proporcional ao número de buracos na terra. Ah, pois é! Com estas coisas não se brinca.

Plantar salsa
Clique na imagem para aumentar
Também plantámos salsa vinda directamente do quintal da mamã. Não vão as sementes de salsa embirrar connosco e ficarmos a chuchar no dedo. Tivemos o cuidado de trazer um filho da salsa-mãe que tivesse raiz e que viesse todo fresco e viçoso. Com a provação que vai cá passar neste vasito até ganhar forças para se desenrascar sozinho, tinha mesmo que vir cheio de força.

E pronto, agora sim, já posso afirmar com toda a convicção do mundo que temos culturas vivas a crescer na nossa varanda. Quer dizer, neste momento temos uma floreira e dois vasos em que só se vê terra e um terceiro vaso com uma salsita murcha. Mas bola para a frente e espírito positivo! Daqui a uns diazitos há-de haver ali mais qualquer coisa.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

As sementes vêm já a seguir

Preparar base de cultivo da horta
Clique na imagem para aumentar

Passado o drama dos furos na floreira, vamos ver se é desta que se semeia alguma coisa. Inspirámo-nos naqueles programas de culinária que têm tudo já prontinho e depois é só preparar o prato, o que nos dá a sensação de que a coisa se faz em trinta segundos.

Então, temos uma floreira e três vasos já decorados e prontos para o desafio. Dispomos em série a argila expandida, o substrato orgânico e o estrume de cavalo (?!). O homem saca da argila e espalha-a em todos os vasos de maneira a cobrir os fundos dos respectivos. Uma camada aí com três ou quatro centímetros. Depois foi alternando o substrato com a dita bosta até deixar uns dois ou três centímetros de distância do topo do vaso. No fim deu uma mexidela para misturar o substrato com o estrume. Com as mãos. Sem luvas. Esta parte foi a que me fez mais espécie.

Depois do processo concluído e de lhe dar dois segundos para ele apreciar o resultado, ordenei-lhe logo que lavasse as mãos com soda cáustica. No mínimo. Mas ele não foi porque diz que era capaz de lhe cair um dedito ou outro. Fraquito. Pelo menos assim tinha a certeza que não ficava nenhum vestígio de estrume de um qualquer quadrúpede equídeo.

Não percam o próximo post. As sementes vêm já a seguir. É que é já a seguir.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Quase que foi desta que semeámos alguma coisa

Pegámos na floreira para iniciar a sementeira e... pumbas!... temos dois furos no fundo da floreira. O que é que vamos fazer com isto? O bom-senso, a intuição e todos os manuais dizem-nos que os furinhos no fundo dos vasos e floreiras são nossos amigos, porque permitem escoar a água em excesso para não deixar as culturas morrerem afogadas, coitadinhas.

Mas, se bem se lembram, eu não queria ficar com floreiras com pratos por baixo que não é nada o estilo que queria para a nossa varanda. Ainda por cima agora que tenho uma floreira tão bonita, não lhe vou espetar com um prato por baixo. E toca de inquirir o marido.
- Oh marido, soluções?
- Eh pá, se não queres pratos só estou a ver uma hipótese: tapa-se os buracos com rolhas de cortiça. Assim de repente é o que estou a ver que seja mais fácil para esse efeito, além de que veda bem e é orgânico.

Tapar os buracos das floreiras
Clique na imagem para aumentar

Providenciadas as rolhas de cortiça, o homem pôs mãos à obra. Primeiro viu que os furos da floreira eram irregulares, por isso tirou os excessos com um martelito. Depois suavizou as arestas com uma lixa e uma lima para a coisa ficar mesmo redondinha. Foi a experimentar a rolha e, claro está, que era muito comprida. Cortou-a a meio com um x-acto para ficar mais pequenita e lixou o lado mais pequeno para ficar redondinho e caber no furo da floreira. E pronto, estão os furos tapados.

Já sei que vão chover criticas dos entendidos nestas coisas: nunca se viu alguém tapar de propósito os buracos dos fundos dos vasos; se estão lá é por alguma coisa; quase de certeza que não vamos saber regular a água certa e vamos afogar as culturas, etc, etc. Calma! Nós prometemos que vamos ter muito cuidado a regular a água que damos às plantinhas. Assim como assim, isto está a ser um conjunto de novas experiências desde o início, esta vai ser só mais uma. Se a coisa não resultar, e não virmos outra alternativa, lá teremos que recorrer aos pratitos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Os aprendizes de agricultor foram às compras

Argila expandida, estrume de cavalo e substrato universal

Este fim-de-semana tomámos uma decisão. Estamos no início de Setembro e temos mesmo que plantar qualquer coisinha senão corremos o risco de já só vermos alguma coisa verde na varanda para o ano que vem. Então, decidimos comprar tudo o que é preciso para iniciar a plantação. Seja ela do que for. Pesquisando um bocadito, que nós não pescamos grande coisa disto, percebemos que precisávamos de argila expandida, substrato orgânico e manta de drenagem. Isto tendo em conta que os vasos, a água e as primeiras sementes já temos.

Estávamos os dois a olhar para a lista antes de sairmos para as compras e o marido dá um ar da sua graça.
- Olha, falta aí uma coisa na lista.
- Então? Alguma coisa importante?
- Super importante! Bosta de cavalo!
- Oi? Tu disseste cócó de cavalo ou ouvi mal?
- Sim, bosta de cavalo! Foi a minha tia que disse para pôr. Vai fazer as plantações crescerem que é um amor.
Oh meu Deus! Nunca em tempo algum da minha vida eu imaginei que um dia iria sair de casa para comprar cócó de cavalo. Nos meus melhores sonhos já me imaginei a sair para ir comprar uns Louboutin ou umas Gucci, mas não estava minimamente preparada para isto. São estas coisas que nos fazem acordar para a realidade. Nunca sabemos o que nos espera no dia de amanhã.

Recompus-me do choque, acrescentei o dito à lista e fomos às compras. Na primeira loja encontrámos a argila e o substrato. Fora da lista, o homem ainda aproveitou para comprar um pulverizador e uma lixadeira manual. Ficou a faltar a manta de drenagem e o estrume. Perguntámos a um dos funcionários pela manta.
- Ah, já sei o que você quer. Nós usamos isso para pôr debaixo das nossas plantas mas não temos para venda.
Ok! Partimos para uma segunda loja que nos fora indicada. Encontrámos o cócó de cavalo que surpreendentemente, pelo menos para mim, se vende em pacotes de 10 litros e não cheira mal, diz o marido que eu não me atrevi a chegar perto. A manta, nem vê-la. Voltámos a perguntar por ela.
- Ah, já sei o que você quer. Nós usamos isso para pôr debaixo das nossas plantas mas não temos para venda.
Pronto! Viemos embora sem manta. Os nossos pais também plantam batatas sem essas mariquices das mantas e das argilas por isso alguma coisa  há-de dar.

Semente de espinafre Semente de salsa

Em relação às sementes, para começar já temos de espinafre e de salsa por isso agora é só pôr mãos à plantação. Estou agora aqui a pensar... O homem esqueceu-se de comprar luvas para mexer no estrume... Blhec!